Como (quase) todo mundo sabe, o filme “Vingadores: Guerra Infinita” estreia dia 26 de abril nos cinemas. Estão todos em polvorosa com a oportunidade de ver tantos personagens juntos em um filme épico contra um dos maiores vilões da história da Marvel. Não apenas isso, mas um vilão que, nos cinemas, foi construído como ameaça ao longo de diversos filmes e que servirá como o fim de toda uma era para os filmes da Marvel.

Mas um filme grande como esse certamente tem uma quantidade muito grande de referências aos quadrinhos que, para alguém não tão antenado nesse mundo, é difícil de pegar. Sendo assim, resolvemos juntar aqui algumas dessas referências que dá para captar pelos trailers e explicá-las um pouco.

Nesta primeira postagem, falaremos da nova alcunha do Capitão América.

O Nômade

Uma das referências já confirmadas do filme é o fato de que Steve Rogers, nosso querido Capitão América, estará sob a alcunha de Nômade. Acontece que isso já ocorreu nos quadrinhos, inclusive ocorreu em uma fase muito elogiada do personagem. Esta fase foi escrita por Steve Englehart e desenhada por Sal Buscema durante os anos de 1972 a 1975. Este arco do Nômade em específico se chama Império Secreto e foi lançado em janeiro de 1974, na edição 169 da revista do Capitão, e terminou em abril de 1975, na edição 184, porém o personagem só assume a alcunha de Nômade durante as últimas 5 edições do arco.

História

A história desse arco começa com a investigação de uma organização chamada Império Secreto. Esta investigação levou Steve à Casa Branca, onde o líder da organização, chamado de O Número Um, ameaçava detonar ogivas nucleares em todas as grandes cidades do mundo. O plano do vilão é então impedido pelo Capitão com a ajuda do Falcão, Ciclope e da Garota Marvel, alcunha utilizada por Jean Grey na época.

Steve então começa uma perseguição ao líder, Número Um, que ao ficar encurralado revela sua identidade. Ele era na verdade um oficial governamental de alta patente tentando realizar um golpe de estado. Ao invés de se entregar e ser preso, o vilão decide cometer suicídio.Esta revelação arrasa com o sentimento patriótico de Steve que, desiludido, resolve abandonar o manto de Capitão América. Mas ele não conseguiria deixar de lutar pelo que é certo, portanto, para continuar agindo, assume o manto de Nômade, buscando o significado de um homem sem país.
Isso não dura muito, porque outras pessoas tentam assumir o manto de Capitão América, incluindo o jovem Roscoe Simons que acaba sendo crucificado e torturado pelo Caveira Vermelha como uma mensagem para Rogers de que ele faria o mesmo com qualquer outro que assumisse o manto.
Steve então volta a tomar o manto de Capitão América, decidindo que este não representa o governo, mas sim o sentimento e os ideais americanos de liberdade.

Política

Não é difícil perceber o alto teor político que Englehart colocou nesta história. Apesar de nunca ser mostrado o rosto do vilão, é fortemente indicado que o mesmo se trata de uma representação do, então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon. Por isso, o arco é também chamado de versão Marvel do escândalo de Watergate, que ocorrera apenas dois anos antes e levou à abertura de um processo de impeachment de Nixon que renunciou pouco depois.

Nos cinemas

Aparentemente, nos cinemas, as bases da mudança de manto serão mantidas, mas com motivos diferentes. No caso da versão cinematográfica a decepção com o governo é decorrente da guerra civil dos super heróis ocorrida no terceiro filme do Capitão América. Há também muitas mudanças no uniforme de Nômade, tornando-o muito menos espalhafatoso e mais parecido com o uniforme normal do Capitão.“Vingadores: Guerra Infinita” estreia dia 26 de abril de 2018 nos cinemas.


Por Bruno Dias


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