Com estética “Midwest Trash”, referências ao underground dos anos 2010 e letras confessionais, Slayyyter faz de Worst Girl in America seu projeto mais ousado até agora
Recentemente, Slayyyter ampliou seu alcance com o lançamento de “Worst Girl in America”, álbum que consolidou uma nova fase da artista e rendeu a ela o apelido carinhoso de “Pior Garota da América” nas redes sociais. Mais uma vez, a cantora entregou um projeto pop com o qual parte dos jovens consegue se identificar profundamente, desconstruindo o sonho americano em um trabalho intimista inspirado em sua criação no subúrbio de St. Louis.
Trazendo canções com um tom de revolta e faixas mais confessionais como “GA$ STATION”, na qual compartilha a dolorosa lembrança de ter sido abandonada pelo pai em um posto de gasolina, “Worst Girl in America” nasceu de um sentimento de “do or die” (fazer ou morrer).
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O projeto foi criado como se fosse o último disco da carreira da artista, o que permitiu uma
abordagem ousada, experimental e sem medos, explorando temas como a decadência do
sonho americano e a pressão da fama. Slayyyter pensou: “Se eu morrer amanhã, quero ter feito algo de que eu me orgulhe”, um sentimento muito parecido com o que Charli XCX teve com o fenômeno “BRAT” ou Anitta com “Funk Generation”.
O álbum traz a estética “Midwest Trash”, um conceito visual e temático inspirado em motéis de
beira de estrada, postos de gasolina isolados, ferros-velhos e na nostalgia de crescer no
subúrbio, contrastando com o brilho de Los Angeles presente em seu disco anterior,
“Starfucker”.

A cantora desenvolveu toda a identidade visual da campanha sozinha. Ela começou a idealizar a estética de “Worst Girl” na primavera de 2024, inspirada por postagens do Tumblr. Entre as referências, estavam imagens católicas, o “glamour trash do Meio-Oeste” de sua infância, além de edits de fãs, GIFs e o visual melancólico de Lana Del Rey.
Slayyyter optou intencionalmente por não usar uma “imagem de estrela pop posada” na capa
do álbum, reagindo diretamente ao visual estilizado, retocado e extremamente glamouroso de
“Starfucker”. Em vez disso, ela buscou inspiração em capas de álbuns de rap e em elementos
visuais da cultura masculina.
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JBL, Caixa de Som, Boombox 4, Bluetooth
Luz de vídeo ULANZI VL120 RGB, Luzes de vídeo de bolso LED On-Camera
Hollyland Lark M2 Microfone de Lapela sem Fio(2TX+3RX)
O projeto exalta a independência da artista na produção dos seus próprios looks (como o figurino que ela usou em sua performance no Coachella deste ano). Isso porque, apesar de ter o financiamento da Columbia Records, Slayyyter utilizou materiais baratos, cenários e móveis de sua própria casa, além de roupas customizadas por ela mesma para os visuais do encarte, buscando replicar visualmente o seu som “feio” e cru.
Para os videoclipes de “Beat Up Chanel$” e “Dance…”, a artista posou em frente a celebrações públicas do Quatro de Julho e da Véspera de Ano Novo, respectivamente, aproveitando os fogos de artifício reais nas cenas.
Dentro da identidade do álbum, o símbolo do cifrão [$] presente na capa virou uma febre tão
grande entre os fãs que passou a substituir a letra “S” tradicional nos teclados e nas redes sociais, além de estampar toda a divulgação do projeto. Slayyyter também afirmou que o uso do cifrão funciona como uma paródia da riqueza, já que sua família enfrentou a pobreza durante sua infância e ela própria lida com o analfabetismo financeiro até hoje.

Sonoramente, Slayyyter define a sonoridade do disco como “iPod Music”, sendo fortemente inspirada pelas músicas que ela ouvia em seu próprio aparelho quando criança. O projeto
funciona também como uma grande homenagem à música eletrônica underground dos anos
2009 a 2012, misturando elementos de electroclash, sintetizadores europeus da época e toda
aquela energia característica da era (com inspirações em artistas como Miss Kittin).
Por fim, o álbum foi extremamente bem recebido por sua ousadia criativa e conexão emocional.
“Worst Girl in America” estreou em 22º lugar na Billboard 200 dos EUA e alcançou o topo da
parada Top Dance Albums, vendendo 27.000 unidades equivalentes a álbuns e marcando o
lançamento de maior sucesso da carreira de Slayyyter até o momento.
Sendo apontado por críticos e fãs como um dos melhores discos de 2026, a artista consolida de vez seu nome no topo e já desponta como uma provável indicada a “Álbum do Ano” nas principais premiações do próximo ano.
Imagem Destacada: Divulgação/Slayyyter (Via Site Oficial)


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