Em entrevista à Woo! Magazine, Ricardo Walker fala sobre sua conexão com Michael Jackson, o impacto do filme e a missão de manter vivo o legado do Rei do Pop
Desde muito pequeno, Ricardo Walker já demonstrava uma conexão especial com Michael Jackson. Entre passos de dança no recreio da escola, vídeos imitando o artista ainda na infância e apresentações inspiradas no maior ícone do pop mundial, o que começou como admiração acabou se transformando em uma trajetória marcada pela arte, emoção e pelo compromisso de manter vivo um dos legados mais importantes da música.
Hoje, aos 32 anos, Ricardo acumula mais de 17 anos representando o artista nos palcos, levando para o público não somente performances inspiradas no cantor, mas também a sensibilidade, a energia e o impacto emocional que fizeram do artista um fenômeno mundial.
Em entrevista exclusiva à Woo! Magazine, Ricardo relembrou como o ídolo transformou sua vida através da dança, falou sobre o impacto do filme “Michael” e refletiu sobre a responsabilidade de carregar um legado que continua atravessando gerações.
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A infância marcada por Michael Jackson
Jéssica Meireles.: Como surgiu a sua conexão com o Michael Jackson e o que fez você decidir levar esse legado também para os palcos como cover?
Ricardo Walker.: Minha conexão com o Michael surgiu desde muito pequeno, tenho vídeos com 8 anos de idade já brincando de imitar ele e não consigo me lembrar se em algum momento da minha vida não fui fã dele, a minha percepção é que já nasci curtindo e comecei a dançar muito cedo mesmo.
Levar o legado dele para os palcos como cover foi algo que aconteceu naturalmente em minha vida, não foi uma decisão de carreira ou algo assim.
“Meu apelido em todas as escolas que estudei sempre foi ‘Michael‘, eu fazia o moonwalk para meus colegas no recreio, sempre falando sobre o Michael e desde muito cedo já fazendo outras pessoas admirarem o legado dele.”.
Ricardo Walker
Quando o Michael faleceu, eu tinha 15 anos de idade e o YouTube estava começando a ficar famoso no Brasil, e decidi fazer um vídeo dançando em tributo a ele e postar, sem pretensão, apenas fazendo o que eu fazia desde sempre na minha vida particular, porém agora divulgando isso na internet.
E a partir daí tudo foi acontecendo de forma natural, o vídeo foi muito bem recebido e convites foram aparecendo e eu fui aos poucos comprando figurinos, aprendendo maquiagem, me aperfeiçoando na dança e evoluindo para cada vez mais conseguir representar melhor o Michael. Hoje estou com 32 anos de idade, então eu já estou nesse caminho há 17 anos.
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J.M.: Na sua visão, qual é a importância de manter viva a essência e a arte do Michael através das apresentações e do carinho dos fãs?
R.W.: A arte do Michael Jackson é absurdamente forte o suficiente para nunca morrer. O que ele nos deixou é eterno e inigualável, e tenho certeza que vai continuar impactando muitas gerações pra frente. O trabalho de covers é um extra nessa história, vejo como uma celebração de fãs, um momento especial que a arte dele é curtida, dançada, cantada, e em alguns momentos até mesmo responsável por brilhar os olhos de novas pessoas, trazer novos admiradores para o que o Michael nos deixou.

O filme Michael e a volta da Michael Mania
J.M.: O que o filme do Michael despertou em você emocionalmente, tanto como fã quanto como artista que representa esse legado?
R.W.: O filme me emocionou muito, eu já estava com a expectativa muito alta e mesmo assim me surpreendi. Como fã eu fiquei muito feliz em ver que o mundo inteiro está parando, indo para uma sala de cinema e dedicando mais de 2 horas para compreender melhor quem foi o Michael Jackson, claro que vão curtir as músicas e ver o Rei do Pop, mas também principalmente quebrar preconceitos e começar a entender melhor quem era o Michael como pessoa.
Como artista/cover é muito bacana ver novas oportunidades aparecendo por causa do filme, algo tão grandioso assim acaba aquecendo mais ainda o mercado de covers e artistas tributo, e acho isso muito válido.
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J.M.: Você acredita que o filme pode aproximar uma nova geração da história e da trajetória do Michael? Como enxerga esse impacto?
R.W.: Com certeza. Não tenho dúvidas que o filme vai trazer mais admiradores para a arte do Michael Jackson, e não apenas uma nova geração, mas também gerações que o julgaram mal antigamente e agora estão começando a entender quem ele foi, e com essa compreensão, o preconceito vai virar admiração.
Esse impacto está muito claro, o Michael está sendo o artista mais tocado do Spotify, seus vídeos no YouTube estão batendo recordes de visualizações diárias, o filme em si já ultrapassou 800 milhões de dólares de faturamento. É revigorante e muito emocionante ver o mundo dando o valor que o Michael merece e vivendo novamente a “Michael Mania” – mesmo após 17 anos que ele nos deixou.
“Divulgar e respeitar o legado do Michael faz parte de quem eu sou.”
Ricardo Walker
Carregar o legado para as próximas gerações
J.M.: Depois de tantos anos mantendo viva essa conexão com o Michael, o que significa para você continuar carregando esse legado e fazendo com que a memória dele permaneça viva no coração das pessoas?
R.W.: Carregar o legado do Michael significa tudo pra mim, faz parte de quem eu sou desde criança e esse sentimento nunca ficou de lado em minha vida. Seja em cima dos palcos, criando vídeos para o YouTube, seja ensinando meus alunos a dançar o estilo do Michael para que eles continuem esse trabalho quando eu não tiver mais dançando, ou seja até mesmo conversando com as pessoas e mostrando a arte que o Michael nos deixou. Divulgar e respeitar o legado do Michael faz parte de quem eu sou.
Imagem Destacada: Reprodução/Instagram (@RicardoWalkerMJ)


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