As redes sociais são preenchidas constantemente com os mais diversos conteúdos. Depende do que o internauta está procurando, isso vai das inutilidades ao conhecimento e assuntos relevantes. O Instagram é um excelente exemplo para espelhar o mundo virtual. No aplicativo encontramos fotos de comida, frases motivacionais, memórias do cotidiano e também peças de arte. Buscando um novo meio para divulgar seus trabalhos, os peritos e amadores demonstram suas obras em seus perfis. Outras contas também reúnem imagens de diversos artistas para divulgarem ao público que aprecia arte. Veja 10 perfis da rede social que você pode seguir:

1) @rodrigoblanc

Rodrigo Branco é um artista brasileiro, nascido no bairro Grajaú, em São Paulo. Teve seus primeiros contatos com a arte dentro da família. Por influência do pai, despertou seu olhar fotográfico. Assim, ganhou moldes para enxergar o mundo e retratar as várias faces de seu trabalho. Em seus desenhos, o artista coloca uma infinidade de rostos que residem no seu imaginário. Aborda elementos que representam a complexidade da megalópole de São Paulo. Memórias da sua infância, e tudo que envolve os bairros, as ruas e as pessoas estão representados em suas composições. Além do Brasil, suas exposições já foram realizadas na Alemanha, nos Estados Unidos e na Inglaterra.

2) @osgemeos

Os gêmeos, Gustavo e Otávio Pandolfo, sempre trabalharam juntos. Quando crianças brincavam e se comunicavam por meio da arte. Tiveram o apoio familiar e se conectaram com a cultura do Hip Hop no Brasil nos anos 80. Tiveram a rua como objeto de estudo e exploravam técnicas de pintura, desenho e escultura. O universo do grafite se tornou uma linguagem própria da dupla. Os irmãos estão sempre em constante evolução, com outras referências e influenciados por novas culturas. Hoje são reconhecidos e admirados nacional e internacionalmente. Suas obras já passaram por países como Cuba, Chile, Itália, Japão e outros.

“Para entender a obra de OSGEMEOS é necessário deixar que a razão dê lugar ao imaginário – atravessar portas, se permitir perceber as sutilezas e embarcar numa experiência que excede a visual. Sentir antes, para entender depois.”

3) @mattiasink

Mattias Adolfsson é um ilustrador freelancer que vive em Sigtuna, na Suécia. Seus desenhos são minuciosos e ricos, surpreendentemente detalhados. Nos lembra como é ser criança. O detalhe e todos os traços é um ótimo motivo para ficar um longo tempo observando o que está acontecendo. Dentro da complexidade de suas ilustrações, Mattias aproveita para adicionar desenhos lúdicos. O artista já até lançou livros pessoais, que representam seus cadernos de desenho.

4) @cintascotch

Javier Pérez é de Guaiaquil, no Equador. Suas obras são caracterizadas por um sincretismo, tanto pelos procedimentos como pelos materiais utilizados. Faz junção entre escultura, fotografia, desenho e vídeo. Os elementos são usados de forma independente e juntos criam instalações em que a interação e a exploração são essenciais. Em seu Instagram, Javier cria uma identidade visual em se sobrepõem objetos nos desenhos para criar uma imagem em um fundo branco.

5) @theflowerguy

Michael De Feo é um artista de grafite que durante décadas pintou flores em paredes e edifícios por todo o mundo. Suas flores são mais famosas na East Village, onde ganhou o apelido de “The Flower Guy” (O cara da flor). Com intervenções em cartazes publicitários, seu trabalho é descrito por alguns como uma tentativa de explorar os pressupostos do consumidor sobre mídia e materialismo. Por meio da arte de rua, De Feo interfere com cultura corporativa, usando contexto ou formato para criar uma mensagem.

6) @henriettaharris

Surrealismo e distorção, essas são características do trabalho de Henrietta Harris. A artista construiu um nome para si como um sólido artista da Nova Zelândia. Suas pinturas costumam envolver um retrato em uma entrada no surreal com rostos habilmente obscurecidos e mal colocados pela varredura limpa de uma pincelada. Ela tenta desenvolver um estilo atemporal, se arriscando entre o meio digital e pinceladas com a tradicional aquarela. E traduz sentimentos variados através de tons pastéis e movimentos que surgem de poses estáticas.

7) @picdit

PICDIT é um blog sediado em Toronto, no Canadá, que exibe arte, fotografia e design. O site apresenta o trabalho de artistas emergentes e estabelecidos de todo o mundo. Pelo seu Instagram é possível encontrar um leque de referências e novidades.

8) @kipomolade

Nascido em Harlem, em Nova York, Kip Omolade conjugava suas atividades trabalhando para Marvel Comics e estudando artes visuais. Porém, o artista queria seguir com a arte independente. A sua última série de obras, intitulada de “Chrome Mask Paintings” , faz referência às esculturas históricas africanas. Também exploram aspectos contemporâneos de identidade, luxo e imortalidade. Todo o processo começa como um molde tirado de um modelo real que servirá como a principal fonte de inspiração para a pintura final, que tem longos metros de altura.

9) @the.daily.splice

Adam Hale cria montagens, com o fundo limpo, fora do contexto original. O artista britânico trabalha com colagens criando novas realidades a partir de recortes de revistas. As imagens juntas criam visões entre o real e o poético. Adam estudou design gráfico e queria se afastar das técnicas tradicionais.

“Para mim, a colagem é o lugar onde a ilustração contemporânea encontra a escultura. Mas, são minhas tendências perfeccionistas que levam as pessoas a assumirem que meu trabalho é criado digitalmente.”

10) @artcarlosdelgado

Carlos Delgado é um artista visual colombiano. O artista explora a multiplicidade de expressões e intervalos de auto-expressão humana. Captura as sutilezas das emoções e experiências expressas pelo rosto e pelo corpo. É um reflexo de cada ser individualmente e da humanidade como um todo. Inclui também os aspectos culturais e sociais, tornando-os assuntos e influências em suas obras. Atualmente, Delgado vive em Toronto, no Canadá. Suas pinturas são reconhecidas em todos os continentes em coleções privadas. E são reconhecidas pela Galleri Lohme, na Suécia e Gallery 133, no Canadá.


Por Graziella Ferreira