Com abertura marcada para 14 de outubro, Mostra celebra meio século com títulos premiados em Cannes e ainda promete novos anúncios.
Cinco décadas de Mostra, e a festa promete começar em nível de Croisette. A 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo acontece de 15 a 29 de outubro e já confirmou oito títulos que passaram por Cannes. A lista mistura vencedores de prêmios, nomes queridos do público paulistano e estreias muito aguardadas. A programação completa ainda não foi divulgada, e novos filmes devem ser anunciados nas próximas semanas.
Abertura com James Gray
O cineasta norte-americano James Gray vem a São Paulo apresentar pessoalmente “Tigre de Papel” (“Paper Tiger”), filme de abertura da edição comemorativa. O longa disputou a Palma de Ouro e acompanha dois irmãos que perseguem o sonho americano e acabam presos ao submundo da máfia russa. O elenco reúne Miles Teller, Adam Driver e Scarlett Johansson. A noite de gala está marcada para 14 de outubro, na Sala São Paulo, e o filme chega ao circuito nacional em 7 de janeiro de 2027, pela Diamond Films. A Mostra também prepara uma retrospectiva com a obra de Gray, com títulos ainda a confirmar.
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Os outros sete confirmados
“A Terra do Meu Pai”, de Pawel Pawlikowski. Premiado como melhor direção em Cannes, o filme acompanha o escritor Thomas Mann e sua filha Erika numa viagem de carro pela Alemanha do pós-guerra, em 1949. O trajeto vai de Frankfurt, sob controle americano, a Weimar, sob domínio soviético. Hanns Zischler e Sandra Hüller lideram o elenco.
“All of a Sudden”, de Ryusuke Hamaguchi. O diretor de “Drive My Car” levou a Cannes uma história de amizade entre a diretora de uma casa de repouso, vivida por Virginie Efira, e uma diretora de teatro japonesa com câncer, vivida por Tao Okamoto. As duas atrizes dividiram o prêmio de melhor atriz.
“Minotaur”, de Andrey Zvyagintsev. O russo, hoje exilado na França, ganhou o Grande Prêmio do Júri com a história de um executivo de sucesso cuja vida organizada desmorona em direção à violência. O cineasta é figurinha carimbada da Mostra, com “O Retorno”, “Elena”, “Leviatã” e “Sem Amor “ já exibidos no festival.
“The Samurai and the Prisoner”, de Kiyoshi Kurosawa. Exibido na seção Première de Cannes, o thriller histórico do mestre japonês se passa num castelo sitiado, onde crimes misteriosos alimentam a desconfiança. Um estrategista brilhante e perigoso, mantido prisioneiro, se torna aliado improvável do senhor do castelo.
“Everytime”, de Sandra Wollner. Vencedor da mostra Um Certo Olhar, o filme da austríaca acompanha uma mãe e sua filha caçula que tentam reconstruir a rotina um ano após a morte da filha mais velha. O reencontro com o namorado da jovem faz passado e presente se misturarem numa viagem a Tenerife. Wollner já passou pela Mostra com “The Trouble with Being Born”.
“Rehearsals for a Revolution”, de Pegah Ahangarani. Vencedor do Olho de Ouro de melhor documentário, o longa é o primeiro da cineasta e atriz iraniana. A partir de cinco retratos de familiares e mentores, ela atravessa mais de 40 anos de história do Irã, da Revolução de 1979 à guerra iniciada em 2026, usando arquivos pessoais, imagens de protestos e gravações de voz.
“Clarissa”, de Arie e Chuko Asiri. Exibido na Quinzena de Cineastas, o segundo longa dos irmãos nigerianos mostra uma socialite de Lagos, interpretada por Sophie Okonedo, que recebe amigos de juventude numa noite de acerto de contas com o passado. Ayo Edebiri, David Oyelowo e India Amarteifio completam o elenco. A dupla levou o Prêmio do Júri de melhor ficção na 44ª Mostra com Eyimofe.
Serviço
50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo
Data: 15 a 29 de outubro de 2026
Site oficial: mostra.org
Imagem Destacada do Filme The Samurai and the Prisoner; Imagem: Divulgação/Janus Films


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