O 6º dia do maior festival de música do Brasil foi marcado por shows históricos. O Line-up estava recheado de atrações sensacionais e não tinha como ficar parado. A segunda semana do evento parece ter sido dedicada e direcionada ao assunto principal, o Rock.

No Palco Sunset tivemos muita festa e agitação com Ceelo Green e a brasileira Iza. Ele que não consegue deixar ninguém quieto ainda surpreendeu a galera com o hit “Deu onda”. Bomba Estéreo e Karol Conka trouxeram discursos sobre o machismo e a homofobia. O show delas foi marcado com muitos aplausos e elogios ao empoderamento e os assuntos tratados.

Foto: Divulgação/ Alexandre Durão

O show do público (sim, pois esse foi do público mesmo!) foi de Cidade Negra com Digital Dubs e Maestro Spok. Eles que vieram para homenagear Gilberto Gil, começaram com a música “Extra” e “Não chores mais” e logo já estavam sendo embalados pela voz da galera que cantava de forma uníssona as músicas de Gil.

Abrindo o Palco Mundo, tivemos Titãs em nova formação. Eles fizeram um ótimo esquenta para as bandas que viriam em seguida. A noite foi de pouca conversa e muita música, inclusive cantaram três músicas inéditas, incluindo “Me estuprem”, que é uma crítica ao machismo e a luta pela culpa que é posta sobre a mulher em casos de assédio.

Foto: Divulgação/ Alexandre Durão

Incubus veio em seguida, marcou presença e até rolou tributo a Pink Floyd. O vocalista Brandon Boyd levou as fãs à loucura após meia hora de show quando tirou a camisa e seguiu assim até o final. Ele, que diz se sentir muito a vontade dessa forma, estava bem na vibe dos anos 90.

The Who por sua vez fez um show sensacional. A banda, que já é setentona, tinha uma energia inimaginável. Os caras estava inspirados, e não era por menos, pois já deveriam ter vindo ao Rock in Rio há muito tempo. Cheios de espontaneidade, eles erraram, acertaram, mas ninguém estava nem aí pois o clima ali era outro, e os mi mi mis da vida não faziam parte do momento.

Foto: Divulgação/ Alexandre Durão

Nós não esperávamos o que estava por vir. Guns N’ Roses vieram para fazer história! Com o show mais longo do festival, não do dia, de todo o festival desde 1985, a banda conseguiu tocar e cantar por quase 4 horas de show. Axl Rose com seus 50 e poucos anos parecia o mesmo garoto de 25 anos atrás. Ao seu lado, e com a mesma energia, ele pôde contar com Slash e Duff McKagan. Com pouco atraso, o que para eles é um milagre, a banda começou com “It’s so easy” e seguiu com mais 31 músicas, terminando com “Paradise city”. Sem sombra de dúvidas esse foi um show que marcou os fãs que estavam com suas tattos e bandanas amassados na grade para ficar mais pertinho de seus ídolos. E quem abriu a boca para falar mal dos caras (pois nas redes sociais choveu comentários!), teve logo que engolir a língua e entender que o que estavam vendo superava qualquer coisinha que quisessem falar. Sim, foi histórico, sensacional e inexplicável! Guns N’ Roses fizeram todo o Rock in Rio valer a pena em 2017. Quem não foi, ou não assistiu, realmente perdeu!

Show Full Content

About Author View Posts

Avatar
Aimée Borges

Aimée Borges gosta de dançar ao vento, beber água gelada e sorrir para Lua. Apaixonada por contos e fadas, deixa-se levar por sua curiosidade que a transporta para um mundo ainda mais louco que o da Alice.

Previous 5º dia de Rock In Rio traz representatividade e celebra diversidade musical
Next Cavaleiros do Zodíaco: ainda vale a pena assistir? 

Comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close
Close