Banda norte-americana divide o dia com Foo Fighters, The Hives e Nova Twins e promete levar ao festival uma combinação de hardcore melódico, energia ao vivo e letras socialmente engajadas
O Rise Against tem um lugar especial no dia que o Rock in Rio 2026 reservou para os amantes do rock. Entre nomes de peso confirmados para o festival, uma das atrações que mais chama atenção é o Rise Against, que fará sua estreia no palco do evento em solo brasileiro.
A banda norte-americana chega ao Rio de Janeiro para dividir o line-up com Foo Fighters, The Hives e Nova Twins, em uma das datas mais voltadas ao rock de toda a edição.
Apesar de já ter se apresentado diversas vezes no Brasil ao longo da carreira, esta será a primeira participação do grupo no Rock in Rio, algo aguardado por muitos fãs há anos.
Em 2026, o Rise Against também esteve presente no Rock in Rio USA, realizado em Las Vegas. Na ocasião, dividiu espaço com nomes como Metallica, Linkin Park e Hollywood Undead. Agora, desembarca no Brasil em um momento importante da carreira e com um repertório capaz de agradar tanto os fãs antigos quanto quem está tendo o primeiro contato com a banda.
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De Chicago para os grandes festivais do mundo

Formado em 1999, na cidade de Chicago, nos Estados Unidos, o Rise Against construiu sua trajetória através de uma mistura de punk rock, hardcore melódico e letras marcadas por questões sociais, políticas e ambientais.
Desde os primeiros discos, a banda ficou conhecida por unir peso, velocidade e refrões fortes com mensagens que abordam desigualdade social, guerras, direitos humanos, meio ambiente e críticas ao sistema político.
Ao longo dos anos, o grupo foi ampliando seu alcance sem abandonar as características que marcaram seus trabalhos iniciais.
Essa combinação permitiu que a banda saísse do circuito mais underground e conquistasse espaço em rádios, grandes festivais e mercados internacionais.
Atualmente, o Rise Against é formado por Tim McIlrath nos vocais e guitarra, Joe Principe no baixo, Brandon Barnes na bateria e Zach Blair na guitarra.
Os discos que ajudaram a construir a identidade da banda

Para entender a importância do Rise Against dentro do cenário do rock moderno, é impossível ignorar alguns dos álbuns que ajudaram a consolidar sua trajetória.
“The Unraveling” (2001) apresentou uma banda ainda fortemente ligada ao hardcore melódico e serviu como ponto de partida para tudo que viria depois.
Dois anos mais tarde, “Revolutions per Minute” (2003) fortaleceu a conexão com os fãs da cena punk e continua sendo considerado um dos trabalhos mais importantes da fase inicial do grupo.
O crescimento veio de forma ainda mais evidente com “Siren Song of the Counter Culture” (2004), disco que ampliou o alcance da banda e ajudou a apresentar seu som para um público maior.
Já “The Sufferer & the Witness” (2006) é frequentemente citado entre os álbuns mais importantes da carreira. Foi nele que surgiram músicas como “Prayer of the Refugee” e “Ready to Fall”, duas das canções mais marcantes do grupo.
Em seguida, “Appeal to Reason” (2008) impulsionou ainda mais a popularidade da banda com faixas como “Savior” e “Re-Education (Through Labor)”, que se tornaram presença constante nos shows.
Outros trabalhos importantes incluem “Endgame” (2011), com forte carga política e social, e “Nowhere Generation” (2021), que trouxe reflexões sobre desigualdade, frustração geracional e falta de perspectiva para os mais jovens.
Ricochet marca a fase atual do Rise Against

O momento atual do Rise Against passa diretamente por “Ricochet”, lançado em 2025 e considerado o décimo álbum de estúdio da banda.
O trabalho marcou o retorno do grupo aos lançamentos inéditos após quatro anos desde “Nowhere Generation” e reforçou uma característica que acompanha o Rise Against desde o início da carreira: transformar inquietações sociais em músicas intensas e diretas.
O conceito central do álbum gira em torno do efeito ricochete. A ideia é mostrar como decisões políticas, crises sociais, desigualdades e ações individuais acabam gerando consequências que atingem outras pessoas em cadeia.
O tema conversa diretamente com a identidade construída pela banda ao longo de mais de duas décadas.
Por que o Rise Against combina com o Rock in Rio?

Se existe um ambiente onde o Rise Against costuma funcionar muito bem, esse ambiente é o palco de um grande festival.
As músicas da banda possuem características que se encaixam perfeitamente em apresentações ao vivo: refrões fortes, participação do público, muita energia e canções que alternam momentos de agressividade e emoção.
Além disso, o grupo possui um repertório repleto de músicas conhecidas mesmo por quem não acompanha toda a discografia.
Faixas como “Give It All”, “Savior”, “Prayer of the Refugee”, “Ready to Fall” e “Re-Education (Through Labor)” são presenças frequentes nos shows e aparecem como fortes candidatas a integrar o setlist no Rio de Janeiro.
Canções como “Satellite” e “Swing Life Away” também costumam surgir nas apresentações recentes, enquanto músicas de Ricochet devem representar a fase atual da banda.
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Expectativa para a estreia no festival

O último giro do Rise Against pelo Brasil aconteceu em março de 2025, com apresentações em Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo.
Agora, a banda retorna em um contexto diferente. Pela primeira vez no Rock in Rio, terá a oportunidade de se apresentar para um público ainda maior e compartilhar o mesmo dia com alguns dos principais nomes do rock internacional.
Para quem já acompanha o grupo, será mais uma chance de ver de perto músicas que marcaram gerações.
Para quem conhece pouco da banda, o festival pode servir como porta de entrada para um catálogo construído ao longo de mais de 25 anos de carreira.
De uma forma ou de outra, existe uma expectativa natural de que o Rise Against seja uma das atrações responsáveis por levantar o público em um dos dias mais roqueiros do Rock in Rio 2026.
Imagem Reprodução: Divulgação/Rise Against (via Instagram / Fotografia: James Trocchio @hurleyhurley)


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