Quando o spinoff tem QUASE mais atitude que a principal
A obra “A Breve Segunda Vida de Bree Tanner” foi criada pela autora Stephanie Meyer, autora da Saga Crepúsculo e de “A Hospedeira”. O livro foi publicado em 2010, dois anos após o último livro, “Amanhecer”. A autora descreve que para esse livro ela queria algo diferente, mostrar como eram os recém-criados, uma vez que ela nunca conseguiu fazer isso na saga original, visto que a Bella, jamais foi uma recém-nascida normal. Ela nunca teve o extinto predador e a malicia e sede voraz de sangue que um vampiro deveria. Sendo assim, ela voltou alguns anos, e estaremos de volta em “Eclipse”.
Bree Tanner é uma recém criada por Riley, e parte do exercito pessoal de Victoria, que usa o vampiro que ela criou para se esconder por trás das visões de Alice. Assim conseguindo não ser pega pelos Cullen. Bree, no entanto estava longe de ser a vampira mais forte ou especial, na verdade, ela era mais fraca em relação aos demais vampiros, o que poderia ser um risco, já que os recém-criados costumavam brigar e se matar constantemente.
Por ser uma adolescente mais jovem, mais até do que a Bella, ela se vê em um mundo de morte o tempo quase que inteiro e procura ao máximo sobreviver, evitando sempre os vampiros mais fortes e estar fora do radar dos outros.
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Esse senso de sobrevivência, faz ela ficar perto de Fred, um vampiro original desse livro que tem um dom incomum de causar vertigem, sendo o único vampiro com dom mencionado na saga. Bree usa Fred como um escudo, ficando sempre atrás dele para se proteger dos outros, e embora não seja dito, dá-se a entender que o próprio “Freaky Fred” controla o seu poder para não deixar a Bree tão desconfortável e assim conseguir protegê-la dos outros. E embora pareça que eles vão ter algum tipo de relacionamento, não é isso o que acontece, já que ela fica mesmo com o Diego, o segundo no comando do exercito do Riley e Victoria.
“— Normalmente fico atrás do Freaky Fred, onde ele estiver (…) — A gente se acostuma. Estar atrás dele não é tão ruim quanto na frente. De qualquer forma, foi o melhor esconderijo que encontrei. Ninguém chega perto de Fred (…) Ninguém suportava o Freaky Fred. Eu era a única que havia tentado, e só por uma questão de autopreservação.“
A história se desenrola com os planos de Riley e Victoria, e com Diego e Bree descobrindo que os dois estavam mentindo para eles, no caso somente Riley, já que ninguém até ali tinha visto ou ouvido a própria Victoria. Uma coisa que Riley falou para eles é que se eles entrassem em contato com a luz do sol, iriam queimar e morrer, logo nenhum deles se atreveu a tentar isso.
Junto com os mitos já existentes de vampiros, fica evidente o porquê deles não tentarem, mas eles não estão numa literatura tradicional de vampiros, mas sim em um de Stephanie Meyer. Então, eles acabam descobrindo isso quando precisam se esconder do sol e a Bree entra em contato com a luz, mas ao invés de queimar, ela brilha com uma intensidade tão forte que parece que ela está queimando.
Essa pequena mentira contada, fez com que eles passassem a desconfiar cada vez mais de Riley e de suas intenções e a motivação de estarem indo atrás dos Cullen, mesmo que nem todos os vampiros soubessem ainda sobre esse confronto, mas que eles são apresentados como um clã de vampiros rivais que poderiam eliminá-los e seriam uma ameaça para eles.
O spoiler do título não é, claro, um spoiler
Ao decorrer da trama Bree fica dividida entre dois homens, mas não de forma romântica, já que ela não sente amor por Fred, é mais uma questão de irmandade, mas a treta dos homens é a seguinte: Fred diz que não vai seguir com os outros vampiros e que vai fugir para o Canadá e convida Bree para ir com ele, e até fala para levar o Diego, mas apenas ele. Já o Diego pede para Bree esperar ele para que eles possam entender melhor o que estava acontecendo, mesmo tendo desaparecido tendo alguns dias.
Acaba que ela não segue Fred até o Canadá com a esperança de ver Diego na guerra, já que Riley a disse que ele estaria posicionado mais à frente, e só se importou com ela porque viu que o Fred tinha uma afeição de irmão pela menina. No final, Diego já tinha morrido tinha tempos, e ela que nem uma idiota foi junto com o exército, e o final vocês já sabem, porque todo mundo sabe o que aconteceu com ela desde que “Eclipse” foi lançado; morreu pelas mãos de Felix Volturi e foi torturada por Jane Volturi.
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Só que a garota, ainda teve uma participação “importante”, mas que nunca desenvolveu em nada. Embora ela tenha descoberto um segredo que é bem impactante nesse livro, não gerou nada nos outros livros já lançados e talvez, por algum milagre, ele seja mencionado ou tenha alguma importância real num futuro livro, mas até então, ela só serviu para morrer mesmo, a coitada.
O livro é interessante e expande o universo de “Crepúsculo”, mostrando o lado dos vilões, mas a tentativa de um romance de triângulo amoroso que não ia dar em nada e personagens poucos carismáticos, como o próprio Diego tornam a leitura muito chata. Saber quem sobrevive e quem morre nessa batalha e também destinos incertos, é interessante, mas também uma pena, porque alguns personagens que são realmente interessantes nunca voltaram, e seria legal imaginar eles encontrando os personagens principais da Saga.
Imagem Destacada: Divulgação/Gerada por inteligência artificial



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