De comédia romântica a fantasia sombria, estas três obras têm histórias, personagens e atmosferas que dariam ótimas adaptações para as telas
Existem diversos livros e filmes no mundo, dos mais variados gêneros e para todos os gostos. Mas há alguns livros que nunca ganharam uma adaptação cinematográfica e que dariam produções muito boas. Embora o título fale em filme, vou dar uma trapaceada e dizer que série também conta. Então sejam legais e não briguem, tá bem?
E, antes de fazer a lista, existe algum livro que fez você pensar nisso assim que leu o título? Se sim, poderia comentar e ver se acertou o chute que fez. E mais uma coisa: a lista será separada por gênero cinematográfico, sem repetir nenhum. Vai ser um livro por gênero. Claro que caberia mais uma opção em terror, fantasia, romance, mistério, policial, comédia romântica, comédia etc., mas aqui é para deixar apenas um único por gênero e tornar tudo mais divertido.
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Comédia romântica | “Amor à Deriva”
O livro é escrito por Pedro Poeira e traz a história de Lalo e Fred, que, por motivos muito específicos, entram em um reality show de namoro que tem como temática água, mar, praia etc. Justificativa que o autor usou para fazer os dois ficarem molhados e descamisados durante boa parte do livro? Talvez, mas não julgamos por isso.
Lalo é quem está movimentando a história dos outros participantes, já que é ele quem vai escolher quem fica e quem sai do evento para encontrar sua alma gêmea. Já Fred está ali apenas para descolar alguns ingressos para sua diva pop favorita e dar uma movimentada no reality, a mando de Rodrigo Casaverde, o diretor do programa do qual eles estão participando.
Ele daria um bom filme de comédia romântica porque tem tudo que o gênero pede: vilã caricata e escrota, mocinhos apaixonáveis com problemas que você sabe que serão resolvidos no final, mas que, ainda assim, dão aquela angústia de assistir até tudo ficar bem. Há também aqueles amigos que ajudam, mesmo sendo tecnicamente concorrentes.
E funciona bem porque, enquanto se lê, dá para visualizar claramente as cenas na sua cabeça, passando como se fossem os bastidores do show e do próprio programa. Fazer um filme meio “Ilha dos Desafios” com “Modern Family” seria um acerto tão grande.
Fantasia | “As Bruxas de Outrora”

Escrito por Tati Vieira, o livro conta a história de um coven de bruxas que são caçadas por homens amargurados e nojentos, que sentem inveja, repulsa e ciúmes delas. Embora tenha dito que é um coven de bruxas, também existem bruxos. A história se passa no reino fictício de Guanabarae e narra a trajetória sob a perspectiva de três personagens importantes: o casal principal, Sedna e Kai, além da deusa desse coven, Gaia.
Aqui não cabe uma romantasia, porque o foco não está no romance dos personagens, embora ele esteja presente, mas na situação em que eles vivem. E ficaria muito bom não como um filme, mas como uma minissérie ou uma série, já que a autora deixou muitas pontas soltas para serem resolvidas e um salto temporal enorme, sobre o qual os leitores não fazem ideia do que aconteceu.
De qualquer forma, a trama é muito fechadinha e repleta de referências que são perfeitas e que uma adaptação cinematográfica teria que manter à altura para receber o selo de aprovação do Capitão América.
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Fantasia sombria | “Catelo de Vidro”
Escrito por R. M. Shiniz e publicado pela editora Violeta, o livro narra a história de Luther, um dos caçadores de vampiros mais eficientes do mundo, que já eliminou dezenas dessas criaturas, mas, obviamente, acaba se apaixonando por um deles.
O livro tem muita magia envolvida, citando outras criaturas, como semideuses e deuses. O parceiro de Luther é um semideus, e ele utiliza o poder desse companheiro para eliminar os vampiros.
A estética do livro, bastante gótica e ambientada em um mundo real com elementos fantásticos, combina bem com o estilo de fantasia sombria, lembrando muito o filme “Van Helsing”, com um pouco de Tim Burton. Então, se fosse virar um filme, essa história teria que ser uma trilogia, no mínimo, para adaptar a quantidade de páginas que possui e fazer isso de forma decente. Nada corrido, sem cortar capítulos ou partes do enredo: teria que ser para valer.
Imagem Destacada: Divulgação/Gerada por inteligência artificial


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