O romance “A Livraria Entre Mundos”, escrito por Edward Underhill e publicado pela Harlequin, une realismo mágico e representatividade trans. A trama acompanha Darby que, após perder o emprego, volta à cidade natal e encontra um portal temporal em uma livraria, confrontando seu próprio passado.
Se você está procurando um livro emocionante que misture realismo mágico, representatividade LGBTQIAPN+ e reflexões profundas sobre o passado, “A Livraria Entre Mundos” (The Between Place), precisa entrar na sua lista de leituras. Este é o primeiro romance voltado para o público adulto do autor, sendo um prato cheio para quem busca uma história sensível sobre identidade e o processo de se aceitar.
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O Recomeço de Darby: Entre Crises e o Retorno às Origens
A trama acompanha Darby, um jovem homem trans que construiu sua vida em Nova Iorque ao longo de dez anos, cercado por uma rede de apoio e amigos da comunidade LGBT. No entanto, sua estabilidade desmorona em uma única semana: ele enfrenta um aumento abusivo no aluguel e, logo em seguida, a demissão de seu emprego.
Sem dinheiro e sob o risco de ficar sem teto, Darby é obrigado a tomar uma decisão difícil: retornar para Oak Falls, sua cidade natal. Ao chegar, ele se depara com um lugar transformado pelo tempo, onde as lembranças da infância e da adolescência parecem não se encaixar mais na realidade atual.
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O Mistério da Livraria: Um Encontro com o Passado
É na busca por familiaridade que a magia do livro acontece. Darby decide visitar a antiga livraria onde trabalhou na adolescência. Ao olhar pelo vidro do estabelecimento, ele vivencia o impossível: ele enxerga a si mesmo anos mais jovem, antes de sua transição de gênero.
Ao cruzar a porta da livraria, Darby é transportado no tempo. Essa experiência única o torna obcecado por entender o fenômeno, transformando o livro em uma metáfora poderosa sobre encarar quem fomos para entender quem somos hoje.
Além desse fenômeno, ele também descobre que diversas pessoas na cidade, após anos, também se assumiram LGBT. Darby precisa lidar com o drama de perceber que não estava sozinho quando adolescente – ele apenas não se entendia ainda. Isso o leva a crer que sua missão é explicar ao seu “eu” mais novo que ele é um homem trans. Porém, quando esse plano não dá certo, ele é forçado a olhar para além de si mesmo.
Tanto no passado quanto no presente, o protagonista precisa enfrentar seus problemas internos e aprender a se resolver consigo mesmo e com os amigos ao seu redor.

O Estilo de Escrita de Edward Underhill
Embora a premissa seja fascinante, vale um ponto de atenção sobre o ritmo da leitura. A escrita de Edward Underhill pode soar um pouco maçante em alguns momentos, já que o autor opta por descrever cada mínimo detalhe.
Sente-se uma falta do conceito de “Show, don’t tell” (mostre, não conte), técnica que consiste em mostrar as emoções através de ações e reações dos personagens, em vez de apenas entregar o sentimento pronto em formato de texto.
Ainda assim, a obra compensa com uma excelente temática. O livro entrega uma imersão real sobre os sentimentos de um homem trans e deixa uma mensagem poderosa de que a comunidade LGBT precisa se unir ainda mais, apoiando uns aos outros.
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Por que você deve ler “A Livraria Entre Mundos”?
- Representatividade Transmasculina: Uma narrativa sensível, necessária e autêntica escrita por um autor trans.
- Realismo Mágico com Propósito: O elemento da viagem no tempo não é só um truque de ficção científica, mas sim uma ferramenta para curar feridas do passado.
- União e Comunidade: O livro reforça a importância das redes de apoio na vida de pessoas LGBT.
Entre o passado e o presente, o que precisamos é nos aceitar
“A Livraria Entre Mundos” vai muito além de um mistério de ficção científica. O livro de Edward Underhill é um convite para refletirmos sobre nossas próprias jornadas. Afinal, para abraçar o futuro e encontrar a verdadeira autoaceitação, muitas vezes precisamos fazer as pazes com o nosso passado.
Imagem: Divulgação/Gerada por inteligência artificial


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