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Crítica

Crítica: O Sono da Morte

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Podemos desenvolver nós emocionais por experiências traumáticas e estas experiências se transformarem em emoções negativas, nos trazendo perturbações psíquicas. A partir disso, podemos criar pensamentos fantasiosos e viver uma vida de faz-de-conta para proteger a nossa psique dessa angústia, porque não compreendemos o que sentimos e o nosso lado sombrio pode até se destacar.

O filme “O Sono da Morte”, que estreia dia 01 de setembro nos cinemas brasileiros, aborda um pouco sobre isso e faz revelações bastante importantes sobre as perdas que enfrentamos e como lidamos com essas. O personagem mais marcante do filme, um menino,  tem o poder de controlar seus sonhos e sente medo dos pesadelos, estes provocados pelos seus traumas.

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Para Carl Jung, os sonhos desempenham um conflito entre a consciência e a inconsciência. Aqui, no caso a personagem, teve experiências bastante traumáticas no passado, originando sonhos perturbadores recorrentes. O menino é levado para adoção e passa por diversas famílias que não conseguem lidar com o seu poder. O último casal que aceita adotá-lo, a mãe consegue curar o trauma. Entretanto esse casal também vive um problema, um luto pela perda do filho biológico. Assim, a mãe e o filho adotivo se identificam com a dor do luto e conseguem se ajudar.

“O Sono da Morte” é um filme que convida o espectador a ter uma certa tensão psicológica, algumas cenas podem ser assustadoras, surpreendentes e, bastante curiosas, provocando aquela sensação de quando estamos lendo um livro e queremos saber o que vai acontecer no próximo capítulo. O diretor Mike Flanagan conseguiu trabalhar muito bem isso, através da vertente escolhida para contar a historia. Ele conseguiu fazer um terror lúdico com  ficção.

O personagem Cody, por Jacob Trambley, teve uma participação maravilhosa no filme “O Quarto de Jack” e dessa vez não poderia ser diferente a sua construção desse novo personagem, muita verdade no olhar, na fala, cada gesto e a postura. Ele foi incrível. Os personagens Jessie e Mark, Kate Bosworth e Thomas Jane, os últimos pais adotivos do Cody, estão incríveis também, os diálogos e as cenas são fantásticas.

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O filme é surpreendente por usar uma fotografia com cores fortes e o auxilio de luzes, durante os sonhos e pesadelos do Cody, acredito que a tonalidade dessas cores acompanha o estado emotivo da personagem. Durante o pesadelo, aparece o inimigo com os olhos acesos, no caso de um sonho bom ele faz projeção das borboletas e uma recordação do casal que o adota. A cor azul é importante em muitas cenas.

O diretor Mike Flanagan faz algo fora do comum, ele é ousado, provocativo ao mesmo tempo que aborda assuntos sobre a relação humana, sobre o afeto, revela o mundo dos sonhos com bastante cuidado. Foi construída uma história inteligente, mas pode ser incompreendida por muitos.

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Por Marina Andrade

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