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CCXP Worlds: Uma nova versão para “O Poderoso Chefão 3”

O Poderoso Chefão 3

30 anos depois, Francis Ford Coppola retorna a um de seus clássicos
e reescreve uma nova versão para “O Poderoso Chefão 3”

A clássica trilogia “O Poderoso Chefão” é considerada por muitos como uma verdadeira obra prima do cinema. Décadas depois de seu lançamento, a saga sobre a família Corleone, em especial o primeiro e o segundo filme, ainda é aclamada pelos amantes da sétima arte como uma das melhores histórias já contadas na telona. Entretanto, a conclusão da trama foi taxada como decepcionante e tornou-se um incomodo para muitos fãs, críticos e até mesmo o próprio diretor que, 30 anos depois, decidiu reescrever uma nova versão para “O Poderoso Chefão 3” criando uma reestruturação montagem da obra.

Intitulada como O poderoso chefão. Desfecho: a morte de Michael Corleonea releitura chega aos cinema e plataformas digitais com uma nova estrutura e seis minutos a menos que a obra original. O ator Andy Garcia, que viveu o mafioso Vincent Mancini no filme e foi indicado ao Oscar Ator Coadjuvante em 1991 por sua atuação, esteve no painel da Paramount na CCXP – Worlds, para falar sobre o lançamento e comentou que o filme chegou:

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“para que as gerações possam aproveitar a obra do jeito que o maestro queria”.

Uma nova versão da terceira parte da história era uma vontade antiga de Coppola e Mario Puzo (roteiristas do projeto), mas só agora esse corte do diretor virou realidade e chegou surpreendendo à todos. Diversas cenas foram reposicionadas enquanto outras foram cortadas sem nenhum remorço, tudo para dar mais fôlego a narrativa e se aproximar do que era previsto na época.

Andy Garcia aproveitou para elogiar o projeto e agradecer por ter feito parte dessa história: “Sou muito orgulhoso de ter participado disso. Estar junto com esses atores e nessa trilogia foi uma benção para mim como ator”. O ator ainda comentou como trabalhar com Al Pacino foi importante para sua carreira:

“Al sempre foi uma grande inspiração, não apenas para mim especificamente, mas para toda uma geração de atores, e ele é isso até hoje. Mas quando comecei a atuar quando o primeiro Poderoso Chefão foi lançado, então esse filme mudou minha vida. O trabalho de Al foi inspirador para mim por toda minha vida”.

A nova versão de “O Poderoso Chefão 3” já está nos cinema e chega dia 08 de dezembro em diversas plataformas digitais, como: NET NOW Claro, Sky, Apple TV, Google Play, Vivo, Oi, Xbox Video, PlayStation Store.

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Um pouco da trajetória dos Corleone no cinema

Baseado no livro homônimo escrito por Mario Puzo, “O Poderoso Chefão” conta a intrigante história de Don Vito Corleone, amparada por uma magistral atuação de Marlon Brando, e sua família entre os anos de 1945 e 1955. A jornada de Don Vito começa no casamento de sua filha, mostrando sua importância enquanto presta favores para diferentes pessoas, e se estende durante quase 3 horas com uma narrativa sem furos e extremamente bem contada até o final impactante que nos entrega a ascensão de Michael, filho mais novo, como o novo Don Corleone.

O filme, que também trouxe no elenco trabalhos esplendorosos de Al Pacino, James Caan, Robert Duvall e Diane Keaton, recebeu 10 indicações ao Oscar e levou para casa os prêmios de Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado para Francis Ford Coppola e Mario Puzo, e Melhor Ator para Marlon Brando – gerando ainda mais ansiedade para uma continuação que chegou dois anos depois.

Considerado como sendo uma das melhores continuações cinematográficas de todos os tempos, e por muitos como tão bom quanto seu antecessor, “O Poderoso Chefão 2” começa em 1958 e nos revela a transformação de Michael Corleone e a expansão dos negócios da família. Através de uma magnífica montagem, duas histórias paralelas são contadas em quase 4 horas de filme, contextualizando ainda mais a narrativa e aproveitando para aprofundar-se no berço de todo o império.

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A segunda parte da trilogia trouxe um reconhecimento ainda maior para Francis Ford Coppola e junto o Oscar de Melhor Diretor. Ao todo, o filme recebeu 11 indicações ao maior prêmio do cinema e, além da estatueta de diretor, abocanhou a de Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante para Robert De Niro, Melhor Trilha Sonora, Melhor Direção de Arte e, novamente, Melhor Roteiro Adaptado para Coppola e Puzo e Melhor Filme. Al Pacino foi um dos indicados ao prêmio por sua poderosa atuação como Michael Corleone mas, infelizmente, o perdeu para o ator e comediante Art Carney que, por sua vez, concorria pelo filme “Harry, o melhor amigo de Tonto”.

O Frenesi causado pelas duas primeiras partes e os diversos prêmios recebidos catapultou a carreira de Francis Ford Coppola em Hollywood, colocando-o no patamar dos grandes diretores da época. Ao mesmo tempo, o sucesso fez com que o público e a crítica contassem os dias para a terceira parte e o encerramento em grande estilo da trilogia sobre a família mais famosa do cinema. Todavia, não foi bem isso que aconteceu!

Derrocada e Ascensão de “O Poderoso Chefão 3”

O “Poderoso Chefão 3” só chegou às telonas em 1990, 16 anos após o lançamento do segundo filme, depois de muitos conflitos entre Francis Ford Coppola e a Paramount, que chegou até cogitar outro diretor (Sylvester Stallone era o nome cotado para assumir). Ao todo foram mais de 15 tratamentos no roteiro até sair a versão final que nos entregaria o fim da história. Contudo, quando essa estreou, ela mais decepcionou do que agradou.

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O enredo salta 20 anos na história para nos mostrar um Michael Corleone já com 59 anos e o que esse havia alcançado. A trama ainda aproveita para navegar por alguns flashbacks esmiuçando certas façanhas e momentos importantes para tentar desconstruir melhor o percurso vivido pela família nos últimos anos. Entretanto, falhas na estrutura da narrativa e a participação de última hora de Sofia Coppola (Ela precisou substituir Winona Ryder que foi parar no hospital por exaustão e teve que se afastar por indicações médicas) foram alguns dos pontos negativos na produção.

O filme chegou a receber sete indicações, não vencendo nenhum dessa vez, e inúmeras críticas positivas – porém, não foi o suficiente para agradar e ele acabou recebendo a fama de pior entre os três.

Só agora, 30 anos depois de sua estreia nos cinemas, Coppola consegue trazer à tona um corte que faz jus ao seu trabalho ao lado de Mario Puzo. Na época, devido a inúmeras pressões da produção e diferentes acontecimentos, eles entregaram a obra com o peso no coração de que algo estava fora do lugar e a resposta do público e crítica foi a confirmação final. “O poderoso chefão. Desfecho: a morte de Michael Corleone” é uma releitura com diferenças consideráveis, aporta aos cinemas com seis minutos a menos a versão original, e pode, enfim, ser o sossego tão esperado pelo diretor, o já falecido autor do romance que deu vida a obra cinematográfica e, claro, para a infinidade de apaixonados pela saga sobre a família Corleone.

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Imagens: Divulgação/Paramount Pictures Brasil

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Written By

Daniel Gravelli é um brazuca que parle français e roda uns filmes por aí. Apaixonado pelos universos da escrita e da atuação, tem um caso com o teatro e morre de amores pelo cinema. Fotógrafo e crítico nas horas vagas, gosta de cozinhar, apreciar um bom vinho e trocar ideias interessantes.

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