11 de dezembro de 2019

Na última segunda-feira 19 de junho, o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda completou 73 anos de muita música, romantismo e olhos verdes. O cantor é filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda e de Maria Amélia Cesário. Nascido no Rio de Janeiro, iniciou sua carreira em 1966 quando lançou seu primeiro álbum com seu nome.

Chico não ficou apenas na música como mais é conhecido. Ele ingressou na faculdade de Arquitetura e Urbanismo na USP (Universidade Federal de São Paulo), mas parou quando começou a se dedicar a carreira artística.  Escreveu cinco livros: “Estorvo”, “Benjamim”, “Budapeste”,  “Leite Derramado” e “O irmão Alemão”, tendo alguns ganhado o prêmio Jabuiti. Além disso, musicou as peças “Ópera do Malandro”, “O grande circo místico” e “Os saltimbancos”, sendo a última voltada para o público infantil.

Com o acirramento da ditadura militar estabelecida em 1964, a produção artística de Chico sofreu grande impacto. Em 1967, ele estreou o espetáculo “Roda-Viva“, que acabou censurado. Existem vários episódios em que o compositor foi atacado pela ditadura, como certa vez em um show com Gilberto Gil em que ambos microfones foram desligados na música “Cálice”. Para o próprio cantor, sua única música de protesto seria “Apesar de Você”. Devido aos mais diversos acontecimentos de repressão politica, em 1968, Chico preferiu o exílio na Itália.

Se sua posição política divide opiniões, sua obra continua sendo o objeto de estudo e admiração unânime. Ao longo dessas cinco décadas de produção musical, Chico caminhou com coerência e manteve sua obra intacta, ou seja, não modificou seu estilo com o tempo. Ao contrário de Gilberto Gil e Caetano Veloso que adaptaram suas obras para a modernidade, somente uma vez, em 2011, Chico utilizou versos do cantor Criolo na música “Cálice” em um show.

Conhecido por seu “eu” feminino, como as canções “Olhos nos olhos” e “Atrás da porta”, Chico sempre escreveu canções muito agradáveis que conquistaram grande público. Com mais de 50 anos de carreira, é um cantor atemporal que encanta diversas gerações brasileiras, sendo sua obra passa de forma hereditária por grande parte de seus fãs. Em 2013, Chico Buarque foi homenageado com o documentário “Chico – Artista Brasileiro” onde ele conta sua  trajetória, incluindo memórias, shows, processo criativo, métodos de trabalho e até vida cotidiana, outros grande artistas brasileiros também participaram do longa.

O site G1 divulgou nessa segunda-feira, também, a informação de que Chico Buarque estaria com um CD inédito para ser lançado em agosto desse ano. Seria de muita alegria para os fãs do compositor que, ainda, esperam uma possível volta aos palcos, que foram abandonados por ele em 2012.

Desejamos muitos anos de vida e boas inspirações para que o poeta nos encha com músicas  cada vez melhores. E Parabéns, Chico!

Abaixo, um poema em homenagem ao cantor baseado em sua obra.

Buarque-se

Que canta com a voz bem forte e anuncia a luz do dia
Que me disse pra ser feliz e passar bem
Que me mostrou a banda passar cantando coisas de amor
Que fica olhando as saias de quem vive pelas praias coloridas pelo sol
Que tem como melhor amigo um violão
Que se tiveres renda aceita uma prenda qualquer coisa assim
Que dá dentro da gente
Que é o verdadeiro boom
Que amou daquela vez como de fosse a última
Que um dia chegou diferente de seu jeito de sempre chegar
Que disse pra quem inventou a tristeza ter a fineza de desinventar
Que fez um show com dez poemas e um buquê
Que trouxe a roda-viva que carrega a saudade pra lá
E quem me dera que todo mundo fosse assim feito você.

(Carolina Gomes)


Por Carolina Gomes

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