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Espetáculos

Cia. Mungunzá de Teatro apresenta mostra de repertório no Teatro João Caetano

Imagem: Divulgação/Cia Mungunzá (Créditos: Letícia Godoy)

Com ingressos gratuitos, mostra tem início com apresentações da montagem “Epidemia Prata” com direção de Georgette Fadel. Os espetáculos “Luis Antonio: Gabriela”, “Por que a Criança Cozinha na Polenta?”, “Poema Suspenso para uma Cidade em Queda” e o infantil “Era uma Era” também integram a programação

Durante o mês de março a Cia Mungunzá de Teatro apresenta sua mostra de repertório com os cinco espetáculos do grupo no Teatro João Caetano. Com ingressos gratuitos, a mostra começa com “Epidemia  Prata” – dias 6, 7 e 8 de março, sexta-feira e sábado às 21h e domingo às 19h. Recentemente apresentado no Festival Internacional de Teatro de Kerala, na Índia, o espetáculo, que tem direção de Georgette Fadel, é uma costura entre duas linhas narrativas: a visão pessoal dos atores sobre os personagens reais que conheceram em sua atual residência no Teatro de Contêiner  (Centro de São Paulo), e o mito da medusa, que transforma pessoas em estátuas.

Na sequência serão apresentados os espetáculos “Luis Antonio: Gabriela” (de 13 a 15 de março, sexta-feira e sábado às 21h e domingo às 19h), “Por que a Criança Cozinha na Polenta?” (de 20 a 22 de março, sexta-feira e sábado às 21h e domingo às 19h), “Poema Suspenso para uma Cidade em Queda” (de 27 a 29 de março, sexta-feira e sábado às 21h e domingo às 19h). O infantil “Era uma Era” faz apresentações dias 28 e 29 de março, sábado e domingo, às 16 horas.

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Imagem: Divulgação/Cia. Mungunzá/Luis Antonio: Gabriela (Crédito: Priscila Prade)

“Epidemia Prata” (2018) é uma pequena gira teatral. Dura. Sólida. Nessa gira, a poesia é como um rato, deve se espremer pelos cantos para superar um céu de metal. Repleto de imagens e predominantemente performático e sinestésico, o universo prata, no espetáculo, assume uma infinidade de conotações que vão desconstruindo personagens estigmatizados pela sociedade e compartilhando a sensação de petrificação diante de tudo.

Apesar de levar à cena o endurecimento do ser humano e o fim da sutileza e da comunicação, “Epidemia Prata”, com texto autoral e supervisão dramatúrgica de Verônica Gentilin, não tem o objetivo de ser um espetáculo de denúncia e sim de alavancar a poesia. “Faço junto com a Cia Mungunzá um alerta desse endurecimento, do parafuso emperrado que não deixa o mundo girar como deveria, mas que também nos coloca como observadores dessa miséria”, conta a diretora Georgette Fadel.

Um chão todo azul com apenas uma carcaça de piano, uma tampa de bueiro e dois mil reais em moedas de cinco centavos a cenografia de “Epidemia Prata” se completa com uma tela de projeção em cima do palco. A tela mostra imagens relacionadas com objetos duros e de metais. “É a inversão do céu e terra, onde ninguém tem chão e o céu pode ser cruel”, diz Fadel.

Confira mais informações na nossa agenda.

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