Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Lojinha
Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica (3): Cães Selvagens

Avatar de Rita Constantino
Rita Constantino
3 de abril de 2017 4 Mins Read

Cães Selvagens 00Em 2012, a revista inglesa Sight and Sound convocou 358 cineastas para fazerem, cada um, uma lista com seus top 10 filmes. Nas escolhas do adorado Quentin Tarantino, duas produções tem o roteiro assinado por Paul Schrader: “Taxi Driver – Motorista de Taxi” (1976) e “A Outra Face da Violência” (1977) – “Rolling Thunder” no original -, essa última tão querida por ele que o diretor adotou o nome para um de seus projetos de distribuidora, a Rolling Thunder Pictures.

Se o trabalho de Schrader está no hall de influências da filmografia de Tarantino, os maneirismos tarantinescos são o flerte da nova produção dirigida pelo cineasta veterano, “Cães Selvagens”. Pena que se as realizações do mais velho ajudaram a compor a estética de sucesso do mais novo, sua inspiração nas aquisições do discípulo soa apenas como uma cópia de pior qualidade.

Insistente em a todo o momento afirmar seu frenesi, no longa estrelado por Nicolas Cage, Willem Dafoe e Christopher Matthew Cook, o diretor revisita personagens amorais que habitam universos corruptos e explora as convenções dos “crime movies”. Adaptado do romance homônimo de Edward Bunker – ex-criminoso que já fez pontas no cinema, inclusive como Mr. Blue em “Cães de Aluguel”, filme de estreia de Quentin Tarantino -, somos apresentados a Troy (Cage), que acaba de sair da cadeia e se reencontra com seus parceiros Mad Dog (Dafoe) e Diesel (Cook). Voltando atividades ilícitas, eles se deparam com a oportunidade de ganhar muito dinheiro com o sequestro do filho, ainda bebê, de um mafioso.

Economia passa longe na hora de contar essa história. Cortes frenéticos, slow motion, fast motion, abuso de transições em cortina, cenas ora em cores neon, ora em preto e branco, atuações histriônicas, situações e diálogos absurdos e muito, muito, sangue. Em um primeiro olhar, pode parecer promissor, mas a execução mostra o contrário. Afinal, se esses métodos já consolidaram a estética de outros filmes do gênero, por que não funcionariam com este? Aí é que entra a grande questão: utilizar deliberadamente certos artifícios que trouxeram resultados positivos em boas produções, não é garantia imediata de qualidadeCães Selvagens

Esforçando-se demais para parecer cool, o investimento de “Cães Selvagens” em recursos extravagantes soa completamente arbitrário. A sensação é que os realizadores listaram todos os mecanismos que poderiam deixar o longa ideal para o paladar do público consumidor de filmes cult, sem pensar em suas reais funcionalidades.

O excelente trabalho de fotografia do estreante Alexander Dynan, por exemplo, é bem sucedido em evocar o kitsch, a violência e o delírio dos personagens, mas sua alteração de composição em sequências específicas não parece ter propósito narrativo. Cenas fotografadas em preto e branco são muito bonitas, cores pastéis e a explosão de luzes estreboscópicas de boate também, mas sua aplicação precisa fazer sentido. Se o espectador quiser ver o filme apenas pela beleza das imagens ele pode acessar o YouTube ou ligar sua televisão na MTV e assistir aos videoclipes mais populares do momento. O que, infelizmente, a nova produção comandada por Paul Schrader consegue se igualar.

No roteiro adaptado por Matthew Wilder, ela esboça seus pontos fortes. Apesar de nesse quesito também insistir em estruturas exploradas com mais sucesso por outros filmes, como o texto ágil e humor negro, o longa quebra algumas convenções do gênero. A subversão se dá no conflito central da trama: o sequestro da criança desenrola-se fora do esperado,  revelando que o foco do filme não é na resolução da situação problema, mas sim em estudar psicologicamente seus protagonistas e entender os laços que unem três homens de personalidades tão distintas.cães selvagens 3

Para isso, o trio principal, arquétipos do líder racional, do capanga insano e do lacônico “montanha de músculos”, ganha peso com as atuações de atores consagrados. Nicolas Cage encarna com segurança uma figura cínica e egocêntrica, obcecado em parecer com o astro do cinema Humphrey Bogart e Willem Dafoe brilha ao trazer a nuances da loucura de Mad Dog, que ao mesmo tempo em que nos inspira ódio, nos provoca pena. Já o iniciante Christopher Matthew Cook surpreende ao trazer a insegurança, até certa vulnerabilidade, ao dar vida a um tipo de personagem que costuma ficar apagado, que segue a cartilha automática de criatura forte, fria e indiferente. A cena em que ele afirma não ser uma pessoa violenta após gritar com uma garota que acabou de conhecer no bar do hotel é uma das mais intrigantes da produção.

Entretanto, como um pedaço de pizza gelado – nunca saboroso e fresco quanto à comida do jantar da noite anterior  – “Cães Selvagens” entretém, mas se ele pretendia distinguir-se por sua abordagem pouco convencional, esquece que inovações também podem ser apropriadas e virar consenso. A esse fenômeno damos o nome de tendência, uns ditam, outros seguem. O filme novo de Paul Schrader acha que dita, mas  se enquadra mais na outra opção.

Reader Rating0 Votes
0
6.5

Entre na comunidade da Woo! Magazine no WhatsApp

Tags:

AçãoCrimeNicolas CageWillem Dafoe

Compartilhar artigo

Avatar de Rita Constantino
Me siga Escrito por

Rita Constantino

1995. Cobra criada em Volta Redonda. Um dia acordou e queria ser jornalista, não sabia onde estava se metendo. Hoje em dia quer falar sobre os filmes que vê e, se ficar sabendo, ajudar o Truffaut a descobrir com que sonham os críticos.

Outros Artigos

WP01
Anterior

Tom Sobre Tom: As aventuras de Gordo

principal
Próximo

Resenha: A trégua, de Mario Benedetti

Próximo
principal
3 de abril de 2017

Resenha: A trégua, de Mario Benedetti

Anterior
3 de abril de 2017

Tom Sobre Tom: As aventuras de Gordo

WP01

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade
    Banner
    Banner
    Banner

    Posts Recentes

    Fatboy Slim 1 1
    Fatboy Slim estremece o New Dance Order no Rock in Rio
    Cesar Monteiro
    Gilberto Gil Rock in Rio 2026
    Gilberto Gil faz show grandioso com alma intimista no Rock in Rio
    Cesar Monteiro
    Elton John
    Elton John faz despedida de gala no palco do Rock in Rio
    Cesar Monteiro
    Rock in Rio 2026 Belo 4
    Belo Arrasta Multidão ao Espaço Favela e Transforma Show em Celebração do Pagode no Rock in Rio 2026
    Gabriel Fernandes
    Rock in Rio 2026 Roupa Nova 2
    Rock in Rio 2026 | Roupa Nova Emociona Multidão com Clássicos, Tema da Vitória e Guilherme Arantes
    Gabriel Fernandes

    Posts Relacionados

    Coração Satânico Filme Angel Heart Prime Video 1

    O Mistério de Coração Satânico | Quando Resolver Um Crime Significa Descobrir que Você é o Monstro

    Luís Gustavo Dias
    6 de setembro de 2026
    Personagem Bella

    Por Trás da Ficção | 3 Personagens Que Precisavam de Ajuda

    Lipe Machado
    6 de setembro de 2026
    A estranha na cama netflix 1 raphael montes bienal do livro

    Bienal do Livro de SP | Paolla Oliveira Participa de Mesa Sobre Novo Filme

    Ana Laura Moura
    5 de setembro de 2026
    Se eu fosse você 3 01 Festival do Rio

    Festival do Rio 2026 Anuncia 101 Filmes Brasileiros e 15 Estreias Mundiais

    Gabriel Fernandes
    5 de setembro de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 - 2026 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx