Crítica (3): Thor – Ragnarok

Imagem: Divulgação/Marvel/Walt Disney Studios

Com certeza, o programa do último final de semana da maioria das pessoas foi o mesmo: assistir a estreia da Marvel. “Thor – Ragnarok” está nas telas grandes e salas escuras de todo o país. Mais um filme do universo de super heróis e o terceiro do personagem solo, o Deus do Trovão.

Thor é um dos integrantes do famoso (e muito amado) grupo dos Vingadores. Seu primeiro filme sozinho foi uma bela introdução a história do deus, integrando-se perfeitamente aos demais enredos do universo Marvel. No entanto, o mesmo não pode ser dito do segundo filme. Para muitos fãs, esse foi uma das produções mais esquecidas e, talvez, um pouco perdida em si mesma.

Então, “Thor – Ragnarok” trouxe o super herói a tona novamente. Se você ainda não assistiu, pode separar um tempo e o dinheiro do ingresso, vale a pena. Primeiramente, vale lembrar do trailer. Desde que foi lançado, a montagem, edição e trilha do preview do filme já trouxe grande ansiedade para o público (um dos melhores da Marvel, diga-se de passagem). E todo esse sentimento não foi deixado em vão, o filme está de alto nível. Obviamente, não é uma total perfeição mas vale a pena cada minuto na poltrona.

Preso em uma outra ponta do universo, Thor precisa arrumar um jeito de voltar para Asgard e salvar seu povo do Ragnarok. A conhecida lenda sobre a destruição do local está próxima e pode acabar se concretizando. Por isso, o super herói precisa agir depressa e solucionar mais um problema. Para completar a história, a vilã tem poderes inimagináveis e fortes.

O elenco merece ser destacado por sua conexão. Todos os personagens estão em seus locais na narrativa e momentos de roteiro. Os irmãos e filhos de Odin continuam construindo sua relação, e ainda surpreendendo os espectadores. Já Odin, mesmo em poucas cenas, apresenta-se como uma chave importante para todo o desenrolar. Além da participação especial de outro personagem icônico. Para quem está lembrado da cena pós crédito de Doutor Estranho, é aqui que você poderá vê-la acontecer.

Porém, uma personagem poderia ter sido melhor aproveitada. A vilã Hela, interpretada por Cate Blanchett, poderia ter sido mais aprofundada. Seja na própria participação do enredo, como mais sobre si mesma, Hela é uma mulher extremamente poderosa e ligada a história. No entanto, apesar do total controle e presença nas cenas, Hela poderia ter ganhado um destaque maior.

Por falar em destaque, um certo queridinho verde ganhou sua atenção merecida. Hulk é responsável por uma aparição importante e continua assim por todo o filme. O grandão não veio (apenas) para destruição, gritar ou derrotar os malvados, Mark Ruffalo conseguiu que seu personagem fizesse parte de toda a importância do desenrolar. Com diversas cenas divertidas (apoiados em um roteiro muito bem estruturado e inteligente), Hulk e Thor dividem a cena. A dupla de amigos fortalecem seus laços e parceria nessa produção. Além disso, conseguem tirar muitas risadas do público.

Algo já consagrado da Marvel, a trilha sonora do filme é algo marcante. Pode não ter chegado ao nível conquistado por “Guardiões da Galáxia”, mas “Thor – Ragnarok” está no caminho certo. Na produção, podemos aproveitar algumas cenas ao som de “Pure Imagination” e “Immigrant Song”. Parabéns pela seleção, já pode ser comentado como um dos acertos do filme.

Como já de costume, a Marvel não deixa o investimento em efeitos especiais para segundo plano. Ainda mais se assistido nos cinema, o filme nos leva a uma experiência imagética com sua palheta de cores selecionadas e compatíveis aos acontecimentos. Sejam as explosões, espaço sideral ou mundos distantes da Terra, o espectador acaba crendo em cada cena e completamente imerso naquilo que está a sua frente. E ainda, as famosas sequências de lutas, que são sempre comparadas as da DC por conseguirem ser melhores. Um dos grande motivos é o fato dos confrontos acontecem durante o dia, e não na escuridão da noite.

Se você é fã, ou mesmo para quem não é, a diversão de “Thor – Ragnarok” merece sua atenção.


Por Gabi Fischer

Crítica (3): Thor - Ragnarok
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