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CríticaFilmes

Crítica (4): Rogue One: Uma História Star Wars

Avatar de Convidado Especial
Convidado Especial
18 de dezembro de 2016 3 Mins Read

Rogue One Poster

Há coisas na vida da qual não podemos fugir. Seja ela um amor, uma luta, ou guerra. Talvez, seja por isso que a saga Star Wars tenha ganhado tantos adeptos. Pois, em um mundo onde a tensão do confronto constante se alastra pelos lares de famílias, o entretenimento onde o herói tudo salva e traz a paz seja o desejo de todos. Porém, em Rogue One é diferente, não existem heróis, nem princesas, apenas pessoas como nós. E, então, uma nova porta se abre para esse tão vasto e rico universo de Star Wars.

Logo no início já notamos uma total contemplação da beleza exuberante dessa galáxia. O diretor Gareth Edwards não poupa em usar planos abertos para ostentar toda a imensidão de boniteza, e certa estranheza de suas paisagens. Mas, além disso, sua direção foca constantemente em extrair alguns momentos introspectivos de seus personagens, fazendo ricas rimas visuais, como naquela em que a criança Jyn se esconde dentro de um abrigo, e apenas encontra certa paz quando uma fagulha de luz ilumina seu rosto trazendo esperança.

Além disso, finalmente, temos uma grande exploração espacial. Somos transportados para vários planetas deferentes, com espécies, clima e fauna totalmente distintas. E não por menos cada uma delas tem um papel significativo para nos falar. Temos um planeta praticamente sem nada onde Jyn cresceu, exatamente com um vazio dentro de si, depois vamos para uma lua desértica que nos remete falta de esperança.

Já a trilha sonora merece um parágrafo a parte. Michael Giacchino faz um trabalho excepcional em mesclar as trilhas clássicos de John Willians com novas trilhas fantásticas. E elas ditam completamente o ritmo do filme, não deixando escapar uma fração da ação, emoção e melancolia. Seus tons nunca deixam claro o que vai acontecer, mas pontuam exatamente cada momento pesado do filme.

As atuações estão boas. Felicity Jones é extremamente simpática com sua Jyn, fazendo uma ligação emocional muito forte com o espectador. Diego Luna compõe o Capitão Andor de uma forma muito enigmática, você nunca sabe o que ele é capaz de fazer, mas, ainda assim, você acredita nele. Donnie yen também merece destaque, seu personagem – Chirrut – é cego e extremamente divertido, e sua atuação nos faz crer que na sua incrível força e devoção. Porém, o que mais ganha destaque aqui é a incrível voz do James Earl Jones, é incrível a imponência que dá ao temível Darth Vader.

Por sua vez, o roteiro não nos entrega muitas surpresas, afinal tudo já está no letreiro do Episódio IV. Contudo, sua trama é extremamente inteligente por conseguir traçar paralelos com o mundo atual. O medo constante de algumas cidades de serem bombardeadas pelo Império, ou de serem subjugadas por uma força imperial bélica é algo real e palpável. Visto que o fascismo vem cada vez mais ganhando força em nossa sociedade, onde os que tem ordens para matar em nome da lei fazem o que querem, e os que se voltam contra são os ditos terroristas (ou rebeldes).

Por fim, Rogue One: Uma História Star Wars é um filme visualmente deslumbrante, narrativamente atual e emocionalmente instável. Mas, sua maior virtude é não nos entregar um herói. Não temos um Jedi para salvar a galáxia, nem mesmo uma princesa, ou alguém que atira primeiro. O que temos aqui são pessoas comuns, são revolucionários, são puramente rebeldes querendo ajudar seu povo. E, no fim, nos mostra que não importa o quão perdido ou derrotado estamos, no fundo sempre teremos força, não aquela para mover objetos ou levantar pessoas, mas a da Esperança.

Por Will Bongiolo

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9.3
10

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Tags:

CinemaRogue OneStar Wars

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