Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica: A Favorita

Rodrigo Chinchio
21 de outubro de 2018 3 Mins Read
A Favorita

A manifestação de poder parte de diferentes formas e em diversos meios. A influência que um membro exerce sobre o outro em um relacionamento é uma forma de poder, assim como o lobby feito por agentes de um governo para fazer valer suas vontades perante um soberano, parlamento ou congresso. Em “A Favorita”, Yorgos Lanthimos mostra o governo da rainha Anne (Olivia Colman) da Inglaterra no início do século XVIII. O país está em guerra contra a França e possui uma líder doente, com emocional abalado devido a um passado sombrio e sofrendo por causa do romance com Sarah Churchill (Rachel Weisz), sua assessora mais próxima. Sofrimento por não saber se Sarah realmente a ama, já que se acha uma mulher feia e velha. A situação se agrava quando a serva Abigail Masham (Emma Stone) chega à corte e atrai a atenção da Rainha, criando o agente de conflito da história.

Sarah usa Anne como fantoche para dar vida aos seus ideais e aprovar leis que favorecem a guerra (apesar do marido estar no front de combate) e pune o povo com impostos abusivos, mesmo tendo a oposição de membros da câmara dos lordes liderados por Harley (Nicholas Hoult), um sujeito com pensamentos progressistas, mas que usa artifícios não tão ortodoxos para alcançar seus objetivos. No entanto, agora ela também terá como adversaria Abigail, que quer apenas um lugar ao sol no reinado e voltar a sua antiga posição de dama. As duas entrarão em uma batalha pelas preferências da monarca das formas mais sujas possíveis, principalmente usando seus dotes de sedução e atrativos sexuais.

Evidentemente, Lanthimos não conta tudo isso de forma tradicional, afinal, se trata de um dos cineastas que mais causou estranhamento nos últimos anos. Fugindo totalmente do academicismo que passou a ser comum em filmes de época, ele filma os longos corredores do palácio com grande angulares para distorcer as imagens e gerar vertigem ao espectador, mostrando que aquele mundo é totalmente atípico, parecendo outra realidade ou mesmo um pesadelo. O uso de câmeras baixas em close enche a tela do cinema com rostos imponente, trazendo a sensação de magnificência, como superiores aos seres da plateia. Como reforço, há as rápidas panorâmicas horizontais que parecem pegar todos os personagens de surpresa no meio de atos reprováveis e a fotografia que leva a rasa luz de velas para os cômodos sofisticados, cheios de luxo. Por vezes, apenas os corpos são vistos iluminados e, ao seu redor, reina o negro da noite, retratando suas prisões emocionais nas trevas. Apesar de toda essa carga dramática, o filme possui ocasiões de humor (negro) entre as três mulheres, sobretudo nos diálogos difamatórios afiados escritos no roteiro de Deborah Davis e Tony Macnamara.

44362695 2023626824364029 2271094971442397184 o

Claro que esses diálogos não funcionariam se atrizes do porte de Colman, Weisz e Stone não estivessem em cena. Se a primeira constrói uma rainha geralmente confusa, sem qualquer trato com os súditos e até ingênua e suas atitudes juvenis para depois começar a se impor, mas definhando no processo, a segunda mantém seu status intelectual superior durante toda a projeção, mesmo que, em alguns momentos, saiba que foi derrotada. Suas atitudes são nobres, nunca deixando que transpareça qualquer tipo de teor mesquinho nas feições de seu rosto. A última é uma espécie de alpinista social que traz em seus olhos inocentes a forma de enganar sua presa. Stone parece ter nascido para esse papel, graças a sua fisionomia aristocrática, porém, com um ar plebeu. A mudança do gentil para ofensiva numa mesma cena, comprovam o seu talento.

Dito como o filme “mais normal” de Lanthimos, “A Favorita” poderia muito bem ter caído na sarjeta junto com as prosaicas obras hollywoodianas de autores consagrados na Europa. No entanto, o grego prepondera novamente com uma trama complexa sobre o relacionamento lésbico entre mulheres poderosas e suas consequências. O poder, como dito no início do texto, é o foco, seja ele no amor, na política ou na guerra.

Essa crítica faz parte da cobertura da 42ª Mostra de Cinema de São Paulo

A Favorita
Sinopse
Na Inglaterra do início do século 18, uma frágil Rainha Anne ocupa o trono e sua amiga, Lady Sarah, governa o país em seu lugar. Quando uma nova serva, Abigail, chega, seu charme a torna querida por Sarah.
Prós
Fotografia Deslumbrante
Ótimas Atuações
Contras
Pode não agradar aos não iniciados na obra de Yorgos Lanthimos
4.3
Nota
Imagens
A Favorita
A Favorita
A Favorita
A Favorita
A Favorita

Quer estar por dentro do que acontece no mundo do entretenimento? Então, faça parte do nosso  CANAL OFICIAL DO WHATSAPP e receba novidades todos os dias.

Tags:

CinemaDramaEstreiaFestivalMostra SPSão Paulo

Compartilhar artigo

Me siga Escrito por

Rodrigo Chinchio

Formou-se como cinéfilo garimpando pérolas nas saudosas videolocadoras. Atualmente, a videolocadora faz parte de seu quarto abarrotado de Blu-rays e Dvds. Talvez, um dia ele consiga ver sua própria cama.

Outros Artigos

alfred hitchcock
Anterior

3 filmes da fase inglesa de Hitchcock que você deveria ver

LAmour debout6
Próximo

Crítica: L’Amour debout

Próximo
LAmour debout6
21 de outubro de 2018

Crítica: L’Amour debout

Anterior
19 de outubro de 2018

3 filmes da fase inglesa de Hitchcock que você deveria ver

alfred hitchcock

2 Comments

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    Paulinho da Viola, imagem horizontal, em palco no Qualistage 2026 ao lado de outros artistas..
    Paulinho da Viola Celebra Quase Seis Décadas de Carreira no Qualistage
    Thiago Sardenberg
    Nicole Kidman como a bruxa Gillian Owens na sequência "Da Magia à Sedução 2". Personagem está com cara fechada, segurando um gato preto no colo com os dois braços, em pé, vista de lado. Ambientação de estufa caseira cheia de plantas.
    Da Magia à Sedução 2 | Filme Ganha Trailer em Continuação Após 28 Anos
    Nick de Angelo
    O Morro dos Ventos Uivantes
    O Morro dos Ventos Uivantes | Releitura Ousada para um Clássico
    Rodrigo Chinchio
    Jackson Wang em apresentação na Magic Man II World Tour, 2026. Cantor está no palco e há efeitos de pirotecnia à sua esquerda e direita.
    Jackson Wang Traz a MAGICMAN 2 World Tour ao Brasil e Promete uma das Noites Mais Mágicas do Ano no Suhai Music Hall
    Gabriel Bizarro
    Protagonistas do filme "Balls Up" correndo em uma rua do Brasil durante a copa do mundo.
    “Balls Up” Aposta no Humor Escrachado, Mas Tropeça ao Retratar o Brasil Entre Exageros e Inconsistências
    Gabriel Fernandes

    Posts Relacionados

    Nicole Kidman como a bruxa Gillian Owens na sequência "Da Magia à Sedução 2". Personagem está com cara fechada, segurando um gato preto no colo com os dois braços, em pé, vista de lado. Ambientação de estufa caseira cheia de plantas.

    Da Magia à Sedução 2 | Filme Ganha Trailer em Continuação Após 28 Anos

    Nick de Angelo
    21 de abril de 2026
    O Morro dos Ventos Uivantes

    O Morro dos Ventos Uivantes | Releitura Ousada para um Clássico

    Rodrigo Chinchio
    19 de abril de 2026
    Protagonistas do filme "Balls Up" correndo em uma rua do Brasil durante a copa do mundo.

    “Balls Up” Aposta no Humor Escrachado, Mas Tropeça ao Retratar o Brasil Entre Exageros e Inconsistências

    Gabriel Fernandes
    18 de abril de 2026
    Brinquedo Assassino - O Culto de Chucky

    Brinquedo Assassino | Don Mancini Está Escrevendo Roteiro do Próximo Filme da Franquia

    Amanda Moura
    17 de abril de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx
    Banner novidades amazon