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Crítica

Crítica: A Morte te dá Parabéns 2

“Tão bom quanto o primeiro”

“A Morte te dá Parabéns”, foi uma grata surpresa em 2017. Na época, o filme chegou sem grandes pretensões e com baixo orçamento, mas logo caiu nas graças do público e da crítica, misturando terror slasher e comédia romântica, em uma história de viagem no tempo. Despretensioso, o filme rendeu ótimos e divertidos momentos.

Após o filme, que custou 4,8 milhões de doláres, faturar 125,5 milhões, já era esperado que o longa pudesse ganhar uma sequência. A mesma não demorou muito para ser anunciada e o início da produção foi rápido.

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Agora, em “A Morte te dá Parabéns 2″,  Tree Gelbman (Jessica Rothe), é obrigada a reviver novamente o mesmo dia, por diversas vezes, após um experimento cientifico dar errado, deixando-a presa novamente em um ciclo temporal. Com a ajuda de Carter (Israel Broussard),  Ryan Phan (Phi Vu), Dre (Sarah Yarkin) e Sumar Gosh  (Suraj Sharma), a jovem precisa solucionar uma equação que  finalizará, para sempre, o ciclo temporal.

O primeiro acerto do longa é manter-se extremamente fiel ao original. O elenco é o mesmo, assim como as estruturas de cenas repetidas que funcionam bem para sequências de comédia – que  variam de acordo com o humor da personagem.  Mas, aqui, as repetições das mesmas cenas são menos maçantes por serem mais dinâmicas e rápidas.

Jessica Rothe e Israel Broussard possuem a boa química como casal apresentada no primeiro longa, e mantém a mesma performance quanto a atuação. E a surpresa está no uso do Phi Vu, que de mero coadjuvante (aparecendo sempre na mesma repetida cena no filme anterior com a frase única em que se destaca o termo “filé de vagina”) agora ganha destaque, principalmente na primeira metade da trama. A relação familiar de Tree, que tinha apenas  uma interação rápida com o pai, também é melhor explorada e traz uma das viradas na trama.

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Quanto aos roteiro e direção de Christopher Landon, podemos exaltar o bom trabalho na mistura de gêneros distintos em um único longa. O filme passa de momentos de romance, para humor, ficção cientifica e tensão da forma menos abrupta possível, misturando os gêneros em diferentes camadas. Apesar de nunca se levar a sério e ser superficialmente explicativo para as questões da trama, o longa sabe trabalhar a história que conta para que as coisa passem de forma natural, mesmo que esta seja fantasiosa.

Longe de ser um filme clássico do sub-gênero slasher, ou uma comédia escrachada, não podemos enquadrar “A Morte te dá Parabéns 2″ em uma única categoria. Essa franquia traz um tom novo e o original, pelo qual Christopher Landon deve ser reconhecido, teve mais êxito nessa mistura de gêneros.

O filme diverte principalmente quando apela para o carisma dos personagens e o humor nas diversas cenas de morte. Ele também demostra saber onde está pisando, nas boas cenas tensas de perseguição, quando o terror slasher assume – criando de vez uma nova máscara para o gênero, o “bebê sinistro”. E tem uma razoável explicação científica para os acontecimentos fantasiosos.

Entretanto, nem tudo é perfeito, existem inúmeras pontas soltas não explicadas em “A Morte te dá Parabéns 2. Apesar de não afetarem de forma significante o filme, e passarem despercebidas pelo grande público, os furos estão lá. O filme também possui um final muito abrupto, ele não se anuncia, acontecendo no momento do ápice, e por isso soa inesperado. Dessa forma apenas a trama principal é fechada, mas sem muita certeza. Já as dos demais personagens, que durante esse novo longa ganham mais destaque, infelizmente ficam abertas.

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Por fim, tão bom quanto o primeiro, “A Morte te dá Parabéns 2” é um filme divertido, que não se apega a seguir padrões únicos de nenhum dos gêneros que explora. Ele se constrói como quer, misturando fatores, e faz isso muito bem. Cabem ainda mais sequências dentro do universo do longa e, talvez, por esse motivo o final fique a desejar. Então, para aqueles que assistiram o primeiro filme, vale a pena e é uma obrigatoriedade assistir a essa sequência, que complementa de forma pontual a história, com uma explicação interessante sobre o real motivo do ciclo temporal.


Fotos e Vídeos: Divulgação/Universal Pictures

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Cursando Produção Cultural atualmente, sempre foi apaixonado por cinema e decidiu que de alguma forma trabalharia com isso. Tendo como inspiração Steven Spielberg e suas histórias que marcaram gerações, escreve, assiste, lê e aprende, para um dia produzir coisas tão grandes e que inspirem pessoas como um dia ele o inspirou.

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