Crítica: Auê

Fonte: DivulgaçãoFonte: DivulgaçãoFonte: DivulgaçãoAtores em cenaDuda Maia fala após aclamada estreia de AUÊ

O mais recente espetáculo musical da Companhia Barca dos Corações Partidos, promete voltar a embalar a terrinha da Garoa com muito amor autoral! Se despedindo da Cidade Maravilhosa, “Auê” encerra suas apresentações com casa cheia, plateia entusiasmada e (maravilhosamente) cantando junto!

O espetáculo teatral aborda o amor e suas relações de maneira musical e única, envolvendo o público em histórias que falam de sentimentos tão profundos quanto corriqueiros, gerando uma empatia imediata: Pelo carisma do elenco, mas, acima de tudo, pelo reconhecimento dos próprios caminhos no que é falado, cantado, dançado e tocado em cena. Ao tratar dessas dores, o número é muito feliz em mostrar a beleza que existe nas trocas amorosas, fazendo isso de um jeito divertido, alegre e envolvente. Mesmo nos momentos mais melancólicos, a energia que emana do palco é intensa e positiva.

Oito atores/cantores/multi-instrumentistas iniciam o espetáculo de maneira performática, caótica e, numa levada gostosa, vão dando forma à pequenas histórias em formato de música e cordel. A trilha sonora é totalmente autoral e de muita qualidade. Os gêneros passeiam por um baião arretado, passando por um sambinha, serenata, metais…. trilham pelo Brasil com propriedade e beleza.

Dirigidos por Duda Maia, os atores desenvolvem um trabalho corporal que imprime emoção e verdade aos textos, além de reforçar o sentimento de simpatia do público. A iluminação também é certeira, somando no direcionamento dos expectadores aos lugares emocionais pretendidos. Já o cenário, um tanto abstrato, pode ser interpretado como um retrato das relações passionais: Confusas, enroladas, mas lindas (cada uma a sua maneira).

O espetáculo tem três indicações ao Prêmio Shell (melhor direção, melhor iluminação e melhor música) e cinco ao Prêmio Cesgranrio (melhor direção, melhor espetáculo, melhor figurino, melhor direção musical e prêmio especial de melhor elenco).

Um espetáculo potente, que nos deixa com aquele gostinho de amor na boca, e aquela vontade de sair por aí cantando e se doando, pois aí está a beleza da troca, certo?


Outra coisa bem bacana é que eles disponibilizam o CD para venda ao final de cada apresentação. Então dá para continuar curtindo essa sensação boa por bastante tempo!

A cia retorna para São Paulo onde ficará no Teatro Faap, até dia 18 de dezembro, às sextas e sábados às 21 h, e aos domingos às 18h. Então galera: Corre que ainda da tempo!

Crítica: Auê
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