Crítica: Brightburn – O Filho das Trevas

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Superman já teve várias faces em diferentes quadrinhos e mundos da DC Comics. Baseado no mito por trás desse herói, “Brightburn: O Filho das Trevas”, longa com produção de James Gunn, chega aos cinemas trazendo uma nova perspectiva sobre o personagem, com um ar de psicopatia e cinismo do protagonista, que nos perturba em suas nuances mais perversas.

Grande parte da história se passa em numa fazenda onde o casal Tory e Kyle Breyer criam Brandon Breyer como filho adotivo. Eles escondem de Brandon que na verdade ele foi encontrado na mata, quando bebê, abordo de uma nave. Quando Brandon começa a ter comportamentos estranhos e um poder sobre-humano começa a despertar do garoto, todos passam a correr perigo.

Mesmo frágil como uma construção no modo geral, o roteiro consegue tirar algo novo e interessante da história em que se baseia. O filme segue uma linha de tensão crescente a medida que Brandon ganha poder e demostra um outro lado sádico. Sem poupar em horror, o sangue escorre durante vários momentos em cenas fortes e agoniantes para aqueles que possuem estômago fraco (na sessão era possível ouvir o murmurinho das pessoas durante os momentos em que o filme recorria ao horror para demostrar todo sadismo de Brandon).

O grande destaque do longa vai para a atuação do desconhecido Jackson Dunn, o jovem expressa o cinismo de seu personagem no mais alto nível e não se amedronta diante do protagonismo. E apesar de não estarem brilhantes em seus papéis, Elizabeth Banks e David Deanman são o alicerce para guiar a história em volta do menino.

O filme traz uma fotografia fechada que combina bem com o tom sombrio da trama, além de facilitar o trabalho quanto a utilização dos efeitos visuais. Como o foco do filme não é o poder de Brandon e sim a forma perversa de como ele o utiliza, o filme em si não dispõe de cenas tão trabalhadas de efeitos e nem mesmo explora todo o potencial de Brandon. Tais efeitos, quando utilizados, são razoáveis, salvo as exceções de cenas de voos.

O terror não se apega em jumpscares, contudo os momentos de tensão são bem trabalhados em todo filme. O longa também bebe do gênero slasher a medida que as mortes acontecem, com o assassino mascarado que mata uma pessoa por vez – a diferença aqui é que o assassino é revelado para o público desde o início.

No geral, “Brightburn: Filho das Trevas” chama a atenção principalmente por contar uma história já conhecida  (mesmo que isso não fique explicito em nomes de personagens por exemplo) de uma forma totalmente diferente, trazendo esta para outro gênero. O longa acerta também ao mesclar subgêneros do terror, como o já citado slasher, o horror e o suspense, trabalhando tudo de forma harmônica. Mesmo fraco, o roteiro de  “Brightburn: Filho das Trevas” não se apega em um final previsível e é desprendido de todos os personagens. Ser macabro e perverso é a proposta do filme e ele se sai muito bem.


Imagens e Vídeo: Divulgação/Sony Pictures

Crítica: Brightburn - O Filho das Trevas
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