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Crítica

Crítica: Carlinhos e Carlão

Carlinhos e Carlão
Imagem: Divulgação/Downtown Filmes

O novo longa nacional que estreia com exclusividade na Amazon Prime Video, “Carlinhos e Carlão” é um comédia despretensiosa e desbocada que, a primeiro momento, pode ser incomodar com o tom banal como representa o machismo em seus diálogos extremamente expositivos, afim de destacar a personalidade dos seus personagens. Estes que são machistas convictos e recheados de estereótipos. Contudo, acabamos observando no decorrer da obra que isso ocorre com proposito e acaba sendo muito funcional na trama, principalmente quando está começa a apresenta o humor afiado e o carisma da segunda personalidade do protagonista. Ainda que os estereótipos continuem incômodos.

Em uma grande alusão ao dito popular “sair do armário”, a trama do filme acompanha Carlão, um homem de que foi criado em um família extremamente machista e acabou absorvendo o pior lado do seu pai nesse sentido. Contudo, após a chegada de um armário, algo sobrenatural ocorre, e Carlão ganha uma segunda personalidade que toma conta do seu corpo a noite e revela sua face gay.

Até mesmo a sinopse pode indicar que não irá se absorver nada de interessante nessa trama. Mas, esqueçamos a premissa e assistimos ao filme. “Carlinhos e Carlão” é impertinente de cara com o diálogos implantados pelo roteiro, homens falando todos e o maiores absurdos possíveis e pejorativos, principalmente em relação aos gays. No entanto, a partir do momento que a trama começa a descontruir seu protagonista a partir da sua segunda personalidade que começamos a perceber que o viés expositivo do roteiro era um artificio unicamente facilitador para gerar a dualidade entre as personalidades. A história assim prossegue, as vezes repetitivas em suas situações, mas sempre divertida mostrando um homem em conflito com sua personalidade e, que com isso, inicia um processo de desconstrução de preconceitos, que no fim, é funcional.

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A produção trabalha bem a parte técnica, principalmente em relação a direção que mantém um bom ritmo durante o longa, sem deixa-lo cair. Inclusive, pode-se destacar um número musical interessante e divertido apresentado em plano sequência.

Enquanto isso, as atuações são facilitadas por apresentarem personagens que apenas precisam levar a tela caricaturas, as vezes mais esdruxulas que reais. Luis Lobianco, no entanto, se destaca por seu carisma que arrebata o público além de conseguir dar duas identidades completamente distintas ao mesmo personagem.

O desenrolar final da trama acaba por ser repentino demais para a história e, é o único ponto que destoa também do tom implantado no restante do filme, saindo da comédia para um drama e uma situação mais pesada. A mesma com o intuito de mostrar a face cruel da homofobia e intolerância. O problema aqui fica com o sub desenvolvimento do personagem que pratica o ato homofóbico, ainda que esse esteja presente em toda trama e também pela forma que o filme o mostra na ultima cena, com se não tivesse havido consequências para tal ação.

Por fim, “Carlinhos e Carlão” é uma comédia divertida, que aposta em estereótipos para fazer graça, e faz, ainda que esses mesmos estereótipos possam em vários momentos incomodar. Mas, à medida que Lobianco traz a rixa entre as duas personalidades, conseguindo implantar tons únicos para cada uma, a gente desliga um botão no cérebro e só que rir e se divertir com as situações apresentadas. Também é interessante ressaltar a mensagem importante que o filme passa em relação ao combate a homofobia.

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Imagens e vídeo: Divulgação/Amazon Prime Vídeo/Downtown Filmes

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Written By

Cursando Produção Cultural atualmente, sempre foi apaixonado por cinema e decidiu que de alguma forma trabalharia com isso. Tendo como inspiração Steven Spielberg e suas histórias que marcaram gerações, escreve, assiste, lê e aprende, para um dia produzir coisas tão grandes e que inspirem pessoas como um dia ele o inspirou.

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