Sandra Bullock e Nicole Kidman retomam os papéis das irmãs Owens em uma continuação que aposta na família, no humor e nas origens da maldição
Quase três décadas depois de “Da Magia à Sedução”, Sandra Bullock e Nicole Kidman estão de volta como as irmãs Owens em “Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor”, que chega aos cinemas brasileiros em 10 de setembro de 2026. Sob a direção de Susanne Bier, a continuação recupera a fantasia, o romance, o humor e, principalmente, os conflitos familiares que fizeram parte do primeiro filme.
A história volta a girar em torno da maldição que acompanha as mulheres da família há séculos e impede que elas vivam plenamente seus relacionamentos amorosos. A tentativa de acabar de vez com esse problema acaba revelando novos segredos e coloca diferentes gerações das Owens novamente diante da magia e de suas consequências.
Desta vez, Kylie Owens, interpretada por Joey King, viaja escondida para a Inglaterra, terra ancestral da família, procurando uma maneira de quebrar a maldição. Assim que descobrem o que aconteceu, Sally, vivida por Sandra Bullock, e Gillian, novamente interpretada por Nicole Kidman, atravessam o oceano para encontrá-la antes que a jovem se envolva ainda mais com uma magia perigosa.
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O reencontro das irmãs Owens
A volta de Sandra Bullock e Nicole Kidman é um dos pontos mais fortes do filme. As duas continuam funcionando muito bem juntas e recuperam com facilidade a relação construída entre Sally e Gillian. Mesmo tantos anos depois do primeiro longa, a química permanece e ajuda bastante a vender a ideia de que estamos realmente reencontrando aquelas personagens.
A presença de outras gerações das Owens amplia esse sentimento. Dianne Wiest e Stockard Channing retornam e reforçam a ligação com o original, enquanto Joey King ganha uma participação importante na nova história. Essa mistura entre personagens conhecidas e uma geração mais jovem permite que a continuação revisite elementos do passado sem depender somente deles.
Susanne Bier mantém uma direção mais tranquila durante boa parte do longa. A magia não vira desculpa para encher a tela de grandes sequências de ação o tempo inteiro. A história prefere acompanhar as relações familiares, os conflitos e a busca por uma solução para a maldição. O humor aparece em alguns momentos e ajuda a deixar tudo mais leve quando necessário.

A Inglaterra combina muito bem com a magia
Visualmente, “Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor” tem bons momentos. As cenas envolvendo feitiços funcionam principalmente quando a magia começa a interferir diretamente nos conflitos, e os efeitos visuais são utilizados sem deixar o restante da produção em segundo plano.
Levar parte da história dos Estados Unidos para a Inglaterra foi outra boa escolha. As paisagens e construções britânicas combinam muito bem com todo esse universo de bruxaria e ainda fazem sentido por representarem as origens da família Owens. O local ajuda a criar o clima necessário para essa nova aventura e rende algumas das imagens mais bonitas do filme.
Mesmo com 130 minutos de duração, o longa não chega a ser cansativo. Existem acontecimentos suficientes para manter o interesse durante a maior parte desse tempo, embora o roteiro tenha alguns problemas. Certas situações mereciam um desenvolvimento maior, enquanto outras acabam encontrando soluções mais simples do que o esperado. São questões que diminuem um pouco a força da história, principalmente quando havia espaço para explorar melhor determinados conflitos.

Uma continuação feita para quem gosta desse universo
“Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor” conversa principalmente com quem já possui algum carinho pelo primeiro filme. O retorno das personagens, as referências e toda a nostalgia têm um peso maior para esse público, mas a mistura de bruxaria, romance e relações familiares ainda consegue funcionar para quem gosta desse tipo de história.
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Não é uma continuação perfeita e alguns pontos do roteiro poderiam ter recebido mais atenção. Mesmo assim, rever Sandra Bullock e Nicole Kidman como as irmãs Owens funciona muito bem. O filme diverte, tem bons momentos de humor, entrega uma parte visual bonita e sabe aproveitar a nostalgia sem esquecer da nova geração. Depois de quase três décadas, a família continua sendo o principal motivo para querer acompanhar essas bruxas novamente.
Imagem Destacada: Divulgação/Warner Bros. Pictures



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