Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Lojinha
Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Critica: Deserto

Avatar de Convidado Especial
Convidado Especial
1 de novembro de 2017 3 Mins Read

1282244.jpg r 1920 1080 f jpg q xEm tempos de discursos de ódio e nacionalismo fanático, “Deserto” de Jonás Cuarón mostra em meio da catarse de sofrimento, raiva e intolerância uma história reflexiva que revela os extremos da natureza humana. Não é apenas uma história de vilão versus herói, mas de agressor versus vítimas.

A história do segundo longa-metragem do diretor Jonás Cuarón se passa na fronteira dos Estados Unidos com o México, onde um grupo de imigrantes ilegais tenta atravessar um território que já tem sua geografia extremamente hostil e cruel por natureza. Mas o deserto acaba não sendo o único antagonista que o grupo encontra em sua travessia, um americano fanático que caça os imigrantes com seu rifle e um cachorro transforma o êxodo dessas pessoas em uma travessia cheia de sangue, medo e desespero.

Gael García Bernal é “Moisés”, um mecânico que almeja rever seu filho nos Estados Unidos, e no meio do grupo de pessoas que fazem a viagem pelo deserto, parece ser a que tem mais empatia pelos seus colegas de jornada. É o personagem que puxa assunto com os outros, tenta dividir o peso no meio da jornada, se incomoda com os assédios assistidos e até carrega um urso de pelúcia, que é o único elo que lhe restou do filho que sonha em reencontrar.

Cada pessoa no grupo parece ter seus conflitos pessoais, mostrando que para cada um há uma razão muito grande para atravessar aquele deserto. Mesmo que nem todos contém a sua história, a expressão de todos e o desafio que o deserto impõe faz o expectador se envolver com aquelas pessoas.

Do outro lado da história está Jeffrey Dean Morgan (o super vilão de “The Walking Dead”), que faz o americano fanático que caça pessoas. Um homem que aparenta carregar seus tormentos e extravasa abatendo seres humanos da mesma forma que faz com coelhos, porém no decorrer do filme você percebe que o personagem enxerga um peso muito maior na vida de um animal do que na vida dos imigrantes latinos que ele não consegue encarar como seres humanos.

13063051 10153913174019713 8999566263339948653 o

A direção do filme é rápida e silenciosa, realmente existem poucos diálogos durante a história. Mas os detalhes e a ação prendem a atenção da audiência de forma muito bem feita. Mostrando perfeitamente que ações conseguem narrar tão bem quanto palavras, se forem empregadas de forma certa. O deserto acaba sendo mais do que um ambiente qualquer, ele se torna um personagem vivo para a narrativa. Sempre mostrando sua força sobre todos os personagens, que estão sempre sedentos, cansados e cada vez mais debilitados; seja física ou psicologicamente. A fotografia do filme é a grande responsável pelo tamanho da presença do ambiente vazio na história. Sempre com planos abertos, mostrando que os personagens são pequeninos em comparação a natureza que castiga. A poeira engolindo tudo, inclusive os carros que quebram e super aquecem, revelando que até a tecnologia sucumbe diante do ambiente retratado.

Todo o elenco trabalha de forma verossímil para o bom desenvolvimento da história, porém o trabalho de Jeffrey Dean Morgan é realmente digno de nota; o ator encarna um personagem denso, que sente e acha que tem um proposito, ele não parece se ver como vilão ou pessoa ruim. Apenas age como se estivesse fazendo um trabalho que repercute de forma higienizadora para o seu país. Ele se diverte no meio da caça que pratica, porém deixa claro nas suas falas que faz o que faz porque é preciso.

O filme realmente é um manifesto para a época em que vivemos, principalmente em meio ao mandato do presidente Trump. Jonás Cuarón, conta com seu filme que as pessoas sofrem e sangram do mesmo jeito, mesmo que tracem fronteiras entre si e não consigam enxergar semelhanças no seu próximo, por conta de uma visão intolerante. E que a empatia se torna cada vez mais escassa, quase que como agua no deserto, porém se mostra tão fundamental quanto, para a sobrevivência dos seus transeuntes.


Por Fernando Targino

Reader Rating1 Vote
10
7.5

Entre na comunidade da Woo! Magazine no WhatsApp

Tags:

CinemaGael Garcia Bernal

Compartilhar artigo

Avatar de Convidado Especial
Me siga Escrito por

Convidado Especial

Outros Artigos

Crítica Bingo O Rei das Manhãs
Anterior

O cinema nacional e sua possível mudança de rumo

Curral Grande 3
Próximo

Crítica: Curral Grande

Próximo
Curral Grande 3
1 de novembro de 2017

Crítica: Curral Grande

Anterior
31 de outubro de 2017

O cinema nacional e sua possível mudança de rumo

Crítica Bingo O Rei das Manhãs

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    A Revolução dos Bichos
    A Revolução dos Bichos Moderniza Clássico de Orwell e Aposta em Nova Geração de Espectadores
    Gabriel Fernandes
    Fala de Michael Olise sobre o Brasil
    Fala de Michael Olise sobre o Brasil gera repercussão e reacende debate sobre o peso da Seleção
    Hugo Lima
    Slash ao centro em estrutura do show da nova turnê do Guns n' Roses em seu primeiro show em Riade, Arábia Saudita.
    O Conselho Decisivo que Slash Recebeu de Keith Richards em Meio à Crise no Guns
    Cesar Monteiro
    documentário Buenos Aires
    Buenos Aires acerta na sensibilidade, mas evita mergulhos profundos
    Ithalo Alves
    49049821673 53082b3500 k1
    SEGA confirma presença na Brasil Game Show 2026 com estande duas vezes maior
    Gabriel Fernandes

    Posts Relacionados

    A Revolução dos Bichos

    A Revolução dos Bichos Moderniza Clássico de Orwell e Aposta em Nova Geração de Espectadores

    Gabriel Fernandes
    26 de maio de 2026
    documentário Buenos Aires

    Buenos Aires acerta na sensibilidade, mas evita mergulhos profundos

    Ithalo Alves
    26 de maio de 2026
    O Mandaloriano e Grogu

    Star Wars | O Mandaloriano e Grogu Abraça a Nostalgia e Apresenta uma Inovação Impecável

    Junior Fernandez
    25 de maio de 2026
    Esta imagem é do filme Supergirl: Mulher do Amanhã, que tem estreia prevista para junho de 2026. A atriz Milly Alcock interpreta Kara Zor-El, a Supergirl. Ao lado dela está o cãozinho Krypto.

    Supergirl Revela Novas Imagens Inéditas e Destaca Visual da Heroína em Meio ao Caos de Uma Guerra Galáctica

    Gabriel Fernandes
    23 de maio de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 - 2026 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx