Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Negócios
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Lojinha
Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Negócios
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica: Era uma vez no Oeste

Avatar de Rodrigo Chinchio
Rodrigo Chinchio
11 de julho de 2018 4 Mins Read

1414 capaO mestre italiano Sergio Leone é intimamente ligado aos westerns, principalmente pelos macarrônicos filmes da trilogia dos dólares e, evidentemente, por esse clássico chamado “Era uma vez no Oeste”. Ele que aparentemente faz parte de outra trilogia chamada de América e que é composta ainda por “Quando Explode a Vingança” e “Era uma vez na América”. Leone é um cineasta de poucos filmes, o que não o impediu de entrar para a história do cinema por causa de sua capacidade em criar cenas e personagens icônicos. A habilidade como narrador visual é notável e junto com outros diretores teve importância na construção do cinema norte americano atual. Junto a ele há nomes como Coppola, Spielberg, Scorsese e George Lucas.

Há uma disputa acirrada entre “Era uma Vez no Oeste” e “Era uma vez na América” como o grande épico de Leone. Os dois possuem tantas qualidades que fica difícil escolher um ou outro. No oeste há o inicio de uma nação construída em um solo banhado de sangue. A América já formada é mais avançada, porém continua progredindo por meio da violência. Pistoleiros e índios, gangsteres e imigrantes são a matéria prima para criar tramas selvagens, que ficam gravadas nas retinas dos telespectadores. O interesse da câmera por esses seres marginais é carregado de poesia fílmica, mesmo que as mortes brutais estejam em primeiro plano.

Este humilde texto é para analisar (ou tentar) especificamente Oeste, tentando esmiuçar os elementos que o formam como obra seminal. Obra essa que têm em seus primeiros frames três pistoleiros esperando em uma estação de trem a chegada de Harmonica (Charles Bronson), que, por sua vez, está à procura do assassino Frank (Henry Fonda). Frank tem a missão de tomar a terra da forasteira Jill (Claudia Cardinale), que chega de New Orleans para se casar. Também é importante na história o fora da lei Cheyenne (Jason Robards), que perambula com seu bando em meio à vastidão do deserto cortado pela construção da linha férrea. Dois desses personagens são marcados por Leone em closes que externam suas personalidades por meio dos olhos. Por isso os expressivos olhos azuis de Fonda são fundamentais para empregar a Frank a aparência de um animal selvagem a procura da caça. Selvagem também é Harmonica em um take na penumbra, com seus olhos destacados pelo brilho que parece de um felino. Eles dois são os agentes de ação do roteiro; com eles o filme começa e termina e é por suas ações que os conflitos são formados. São filhos daquela terra inóspita, onde nasceram e irão morrer. Já Jill é uma forasteira e, ao invés dos olhos, o que entrega isso é seu figurino. Em sua primeira aparição ela está coberta dos pés à cabeça e, conforme vai sendo inserida naquela realidade, perde quase todas as peças de roupa (na verdade elas são rasgadas de forma brutal ainda em seu corpo). Sua pele bronzeada e suada coloca quase que em igualdade com os outros e New Orleans fica definitivamente para trás. Para trás, mas não sem deixar marcas, já que o passado é constante em sua vida, algo que ela tenta enterrar e fugir. Para os outros a situação é a mesma: Harmonica quer vingança por acontecimentos do passado, Frank é assombrado por esse passado esquecido, já Cheyenne quer que sua reputação de implacável seja sempre lembrada.

No entanto, por mais que as memórias importem, é no progresso que está apoiada a narrativa. A linha férrea citada acima é de extrema importância para configurar a América seguindo em seu processo de construção, deixando o velho oeste com seus mitos para os livros de história. Os momentos mais importantes do filme se passaram com os trabalhadores ao fundo, martelando o metal na terra do deserto. Chegando à estação, a Maria fumaça serve para trazer e apresentar personagens, e os malfeitores mortos são esquecidos no meio da poeira levantada pelos trens. Morte e vida, destruição e construção. Leone usa seu estilo cadenciado para que aquelas imagens fiquem registradas nas cabeças dos espectadores. Servindo como um compasso para as imagens, há a trilha de Ennio Morricone. A tensão e o suspense são muito bem representados pelas musicas que vão do sutil ao estridente, às vezes em uma mesma cena. É impossível não reconhecer o trabalho do maestro, inclusive para os espectadores menos apegados aos detalhes.

Quando há a necessidade de reconstrução, é na figura da solteira Jill que vemos a representante. Por outro lado, é constrangedor notar em algumas linhas do roteiro mensagens extremamente machistas, como quando Cheyenne diz a Jill que ela precisa servir alguns trabalhadores e fazer pouco caso se  algum deles passar a mão em seu corpo. É como se ele dissesse: “veja, você está aqui para servir os homens que são importantes para o país, por isso, é aceitável que eles façam com você o que eles quiserem.” Evidentemente, se trata de uma produção da década de 70, o que a faz ficar bem longe das demandas femininas da atualidade. Com certeza, algumas mulheres irão se ofender, porém, é um fator que se pode relevar para que a obra seja apreciada.

“Era uma vez no Oeste” é imortal porque uniu um grande tema com a roupagem original de Sergio Leone. Seu elenco é afiado e os fatores técnicos são soberbos. Um grande clássico como esse faz escola e gera imitadores (ou aqueles que querem homenagear), por isso, a nova geração talvez não se impressione, pois terá a impressão de já ter visto vários de seus elementos em filmes recentes (como em quase todos os de Tarantino), o que tira um pouco do impacto na revisita, mas não afeta a grandeza dessa obra prima.

Reader Rating2 Votes
8.75
9

Entre na comunidade da Woo! Magazine no WhatsApp

Tags:

CinemaDramaFaroeste

Compartilhar artigo

Avatar de Rodrigo Chinchio
Me siga Escrito por

Rodrigo Chinchio

Rodrigo Chinchio é colaborador da Woo! Magazine, onde escreve sobre cinema com a autoridade de quem se formou cinéfilo garimpando pérolas nas videolocadoras. Especialista em encontrar filmes que o algoritmo jamais recomendaria, mantém em seu quarto uma coleção de Blu-rays e DVDs que rivaliza com qualquer acervo físico do país, e que ainda o impede de ver a própria cama.

Outros Artigos

36852943 10215925607440614 4428525110864904192 o
Anterior

Resenha: A Vingança Veste Prada – O Diabo está de volta, de Lauren Weisberger

tau poster
Próximo

Crítica: Tau

Próximo
tau poster
12 de julho de 2018

Crítica: Tau

Anterior
11 de julho de 2018

Resenha: A Vingança Veste Prada – O Diabo está de volta, de Lauren Weisberger

36852943 10215925607440614 4428525110864904192 o

One Comment

  1. Avatar de 89681eric - Ademar Amâncio 89681eric - Ademar Amâncio disse:
    10 de julho de 2026 às 14:44

    Pretendo assistir,obrigado pela resenha.

    Responder

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade
Banner

Posts Recentes

Helldivers 2 - Jogo
Helldivers 2 Veste a Armadura Pesada Com Novo Bônus de Guerra
Daniel Gravelli
Amor da Minha Vida
Amor da Minha Vida | Quando a Cidade Também Faz Parte do Romance
Daniel Gravelli
Pedrinho e Jorge Salgado
Vasco Tem Semana de Decisões Com Processos e Novidades no Elenco
Bruno Baptista
Vikings Netflix Série 1
Vikings | Tudo o Que Você Precisa Saber Antes de Começar a Assistir à Série
Luís Gustavo Dias
Joelma e Viviane Batidão - Rock in Rio 2026
Rock In Rio 2026 | Chuva, Grandes Shows e a Última Noite da Cidade do Rock
Daniel Gravelli

Posts Relacionados

Josephine - Filme

Vencedor de Sundance, Josephine Chega ao Festival do Rio Com Beth de Araújo

Daniel Gravelli
17 de setembro de 2026
Cinema - Open Air Brasil

Open Air Brasil Volta a São Paulo Com Cinema Gigante, Shows e Grandes Estreias

Daniel Gravelli
17 de setembro de 2026
Era Uma Vez Minha 1ª Vez 01

“Era Uma Vez Minha 1ª Vez” Encontra Humor E Leveza Nas Inseguranças Da Adolescência

Gabriel Fernandes
16 de setembro de 2026
Resident Evil cena 01 (1)

“Resident Evil” Encontra No Humor Uma Nova Forma De Sobreviver Ao Apocalipse

Gabriel Fernandes
16 de setembro de 2026
  • Sobre
  • Contato
  • Collabs
  • Políticas
Woo! Magazine
Instagram Tiktok X-twitter Facebook
Woo! Magazine ©2024 - 2026 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx