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Crítica

Crítica: Insubordinados

Insubordinados é um filme corajoso. Misturando dois universos totalmente distintos ele mostra temor, medo e estagnação. E isso sob um olhar totalmente diferente do que já foi feito no Brasil.

De um lado nós temos Janete, uma mulher bonita que tem como única família conhecida o seu pai, ex policial que está preso a cama de hospital, sendo cuidado por sua filha. Janete passa os dias escrevendo um livro onde todos a sua volta são personagens.

Do outro lado, a parte de dentro do livro, conhecemos Diana, uma policial durona que confia em poucos, atira antes e pergunta depois e dá mostras constantes de que seus dias assim, está matando-a lentamente.

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É misturando esses dois mundos que o filme trabalha e, assim, vamos conhecendo mais de Janete, já que em seu livro ela acaba sendo a protagonista, como um alter ego dela mesma. É importante para ela criar esse livro e assim sair um pouco do marasmo que sua vida é atualmente. Quase como uma criança que brinca de faz de conta.

O problema é que o roteiro é confuso. E se dá conta disso, afinal, em uma das cenas a protagonista pergunta para outra personagem se está difícil acompanhar. A película é, na verdade, 1/3 da obra toda. Explicando: Insubordinados é o primeiro filme de uma trilogia chamada Trilogia da Vida Real. Obviamente, a primeira parte tem que ser chamativa e misteriosa para dar gancho a segunda parte, mas no meio de tudo ela ficou um pouquinho confusa demais, e ao invés de deixar suspenses, deixou foram muitas questões.

Silvia Lourenço está muito boa tanto como Janete quanto como Diana, mesmo quando os diálogos não ajudam. São duas personagens distintas, mas ao mesmo tempo muito parecidas em suas questões, em seus desejos. Rodrigo Brassaloto e Sérgio também cumprem dupla jornada e se saem bem em ambos os personagens.

A fotografia é toda em tons de cinza, com bem poucos momentos coloridos, e passam a sensação de isolamento que acompanha ambas as histórias, os enquadramentos são bem posicionados e não fica nada a dever. A trilha segue um ritmo melancólico e dramático, mas que não imita as novelas.

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Edu Felistoque deixa, quase todo o tempo, Silvia brilhar e isso é, provavelmente, a melhor coisa para o filme. Com um toque por vezes ágil, por vezes sutil, a obra não lembra muito o que estamos acostumados a ver e isso tem seu mérito, mas em alguns momentos houve cenas um pouco arrastadas demais.

Insubordinados foi o primeiro filme da Trilogia da Vida Real lançado em 2014.

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7.2

Marya Cecília é goiana de nascimento, mora em São Paulo há seis anos e ainda assim não consegue lidar com o clima 4 estações em um dia que rola nessa cidade. Tem umas manias esquisitas, tipo ver um filme que gosta várias vezes, mas esta tentando lidar com isso (ou não). Falando nisso, ela não faz questão nenhuma de ser normal, então podemos apenas seguir em frente!

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