13 de dezembro de 2019
Os dinossauros voltam a dominar os cinemas

Em 1993, Jurassic Park chegou para revolucionar tudo que conhecíamos como cinema e efeitos especiais, com a direção de Steven Spielberg, o filme arrastou multidões aos cinemas e se tornou até então a maior bilheteria da história. Após esse grande sucesso o filme emendou duas sequências, “The Lost World – Jurassic Park” que recebeu criticas duríssimas na época principalmente por mudar muito o tom da história e “Jurassic Park 3” que com um roteiro cheio de buracos e história fraca deixou a franquia cair em esquecimento por anos.

Depois de 14 anos adormecida a franquia enfim ganhou em 2015 sua continuação, “Jurassic World”, com produção de Steven Spielberg o filme dessa vez foi dirigido por Colin Trevorrow. Na história, o parque dos dinossauros foi finalmente aberto e recebe cerca de 20 mil visitantes por dia. Fazendo uma alusão aos próprios espectadores, que diferente dos da década de 90 já estão acostumados a ver esses seres, o filme parte da premissa que ninguém se surpreende mais com dinossauros e por isso os geneticista do Jurassic World agora estão desenvolvendo um híbrido, Indominus Rex, um animal geneticamente modificado, projetado para impressionar o público. Mas o problema é quando esse animal extremamente inteligente consegue escapar e coloca em risco a vida de todos no parque.

O filme traz como protagonistas Claire Dearing (Bryce Dallas) que faz o papel de administradora do parque e Owem (Chris Pratt) um ex-militar e especializado em lidar com animais que foi contratado para tentar de alguma forma treinar as Raptores, Charlie , Echo, Delta e Blue. Os dois formam um par romântico um tanto estranho, mas que funciona bem na trama. Como sempre não podiam faltar criança em um filme da franquia e as da vez são Zach (Nick Robinson) Gray (TySimpkins), dois irmãos também sobrinhos de Claire que vão passar o final de semana no Jurassic World enquanto os pais negociam o divórcio. Henry Wu (B. D. Wong) é o único personagem da trilogia original que retorna, ele ainda continua com o trabalho de geneticista chefe dessa vez do Jurassic World.

Como era de se esperar o filme apostou na nostalgia, e ela ficou presente o tempo todo, não tinha como ver uma cena e não lembrar-se do clássico de 1993, e isso conquistou o público de imediato.

O roteiro, por sua vez, conseguiu encaixar duas coisas muito rejeitadas pelos fãs, raptores treinados e dinossauros híbridos, colocando um contexto na história na qual ficaram críveis. E sem tentar se arriscar muito seguiu uma cartilha previsível do início ao fim mas que deu muito certo. Chegada ao parque, tudo uma maravilha, uma criatura foge e toca o terror e por fim a Rexy salva o dia com duas ajudas ilustres que roubaram a cena no filme, Blue e Mosassauro.

A trilha sonora composta por Michael Giacchino não optou por ficar presa aos clássicos temas de John Willians e de forma assertiva trouxe novos sons que não sejam tão marcantes como os anteriores mas compõe bem o filme.

Dessa vez a produção optou por usar menos efeitos práticos e mais CGI, algo que incomodou tendo em vista que o realismo diminuiu. O excesso de filtro azul também contribuiu para isso.

“Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros” veio para dar vida de novo a franquia e conseguiu, o filme não é genial mas cumpre o seu papel, nos diverte, nos emociona e traz as novas gerações para o mundo dos dinossauros.

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Dan Andrade

Cursando Produção Cultural atualmente, sempre foi apaixonado por cinema e decidiu que de alguma forma trabalharia com isso. Tendo como inspiração Steven Spielberg e suas histórias que marcaram gerações, escreve, assiste, lê e aprende, para um dia produzir coisas tão grandes e que inspirem pessoas como um dia ele o inspirou.

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2 thoughts on “Crítica: Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros

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