Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica: Os sabores do palácio

Convidado Especial
27 de maio de 2017 3 Mins Read
Excelência na cozinha

saboresdopalácioCARTAZ

Algumas experiências marcam tão profundamente a nossa vida que precisam de outra que sirva como fase de transição ou superação para que se comece uma nova etapa. É o que acontece com Hortense (Catherine Frot), cozinheira de alto nível que um dia é buscada em sua casa em Périgord, no interior da França, e levada a Paris, onde deverá trabalhar para um importante funcionário do governo. Somente ao chegar ao Palácio do Eliseu é que é informada de que a pessoa em questão é nada menos do que o Presidente da República (Jean d’Ormesson). Hesitante a princípio, reluta a aceitar o cargo, mas finalmente o faz, e isso mexe com sua vida durante um par de anos.

O longa começa justamente com o encerramento da “fase de transição” de Hortense: seu trabalho na Base Científica Alfred Faure, no Arquipélago de Crozet, onde cozinhou por um ano para os envolvidos em uma missão na Antártida. A abertura mostra o mar revolto, e então uma dupla um tanto atrapalhada (mas sem comicidade) formada por um cinegrafista e uma repórter que tentam documentar a expedição para a tv australiana. Aliás, o papel da jornalista (interpretada por Arly Jover) parece um pouco sem função no filme, exceto pelos cortes secos que recebe de Hortense, embora esta suavize um pouco sua atitude mais adiante.

Catherine Frot construiu uma personagem de personalidade extremamente forte. Nota-se que sempre foi assim desde o começo, quando ainda morava em sua fazenda; mas o fato de ter um cargo importantíssimo no Eliseu parece ter aumentado muito o seu ego. No entanto, ela jamais poderia fraquejar, pois desde o início sofreu hostilidade da cozinha central, formada unicamente por homens que a olharam de cima a baixo com ar de deboche. Impor-se em um meio masculino não é para as fracas.

saboresdopalácio9
O filme alterna cenas da vida de Hortense na base e no palácio, com predominância no que ocorre neste último. A câmera acompanha o deslocamento de Hortense pelas dependências do Eliseu, quando faz sua primeira visita, dando a sensação de dinamismo e rapidez: ali tudo parece urgente e há muito a se fazer o tempo todo. Antes disso, a viagem de carro e de trem de Périgord até Paris é sublinhada por uma música acelerada que deixa claro como tudo aconteceu de forma rápida e inesperada em sua vida. O acompanhamento dos personagens pela câmera enquanto caminham é uma constante no filme. Quebrando tanta agitação, é possível deleitar-se com os planos detalhe do preparo dos pratos. Os diálogos entre a cozinheira e seu assistente Nicolas (Arthur Dupont, que soube aproveitar muito bem seu papel) devem agradar muitíssimo aos amantes da gastronomia.

Um momento de respiro no filme é a conversa entre o presidente e a cozinheira. Jean d’Ormesson criou um presidente que certamente irá inspirar afeto por parte dos espectadores, por transmitir nas cenas com Hortense uma certa simplicidade e doçura que não se espera geralmente de um chefe de Estado. O fato de preferir pratos no estilo dos que sua avó fazia e o modo como fala dos livros de receitas antigos, que davam instruções em uma linguagem que mais se assemelha à literatura, é particularmente cativante. O roteiro, de Christian Vincent – também diretor – e Etienne Comar, é baseado livremente na vida de Danièle Mazet-Delpeuch, que na década de oitenta foi a cozinheira particular de François Mitterrand. No entanto, houve o cuidado de não nomear o presidente no filme, nem mesmo de forma fictícia. A propósito, d’Ormesson é escritor e membro da Academia Francesa.

“Os sabores do palácio” pode agradar tanto a quem gosta de cozinhar quanto àqueles que apenas degustam mas apreciam ver a preparação meticulosa dos pratos; e também aos que gostam simplesmente de uma história bem contada.


Neuza Rodrigues

Reader Rating0 Votes
0
8.5

Quer estar por dentro do que acontece no mundo do entretenimento? Então, faça parte do nosso  CANAL OFICIAL DO WHATSAPP e receba novidades todos os dias.

Tags:

Cinema FrancêsgastronomiaNetflix

Compartilhar artigo

Me siga Escrito por

Convidado Especial

Outros Artigos

joão bosco
Anterior

João Bosco: entre o sol de Caymmi e a lua de Noel

darin
Próximo

O cinema argentino chegou às escolas

Próximo
darin
27 de maio de 2017

O cinema argentino chegou às escolas

Anterior
27 de maio de 2017

João Bosco: entre o sol de Caymmi e a lua de Noel

joão bosco

One Comment

  1. josé disse:
    14 de julho de 2017 às 19:56

    Oi Gente, estou fazendo uma visitinha por aqui.
    Gostei bastante do site, vou ver se acompanho toda semana suas postagens
    Gosto muito desse tipo de conteúdo um Abraço 🙂

    Responder

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade

Posts Recentes

O Diabo Veste Prada 2
O Diabo Veste Prada 2 Atualiza um Clássico com Inteligência e Entrega Continuação Rara de se Acertar
Gabriel Fernandes
Imagem promocional do filme Saída 8
Saída 8 | Uma Adaptação Que Não Chega Em Lugar Algum
Amanda Moura
Cena do filme "Uma Infância Alemã". Mãe caminha com dois filhos, um a cada lado, mais o carrinho de bebê que puxa. Ela está com um semblante irritadiço e os garotos cabisbaixos.
“Uma Infância Alemã” Retrata a Guerra Sob o Olhar Infantil e Constrói Drama Sensível Sobre Sobrevivência e Ideologia
Gabriel Fernandes
Erupcja
Erupcja | Filme com Charli XCX Mistura Melancolia e Recomeços
Rodrigo Chinchio
Foto horizontal promocional para o longa "O Grande Arco de Paris", com protagonistas no meio de avenida com Arco do Triunfo atrás. Imagem também é a mesma do pôster.
“O Grande Arco de Paris” Transforma Arquitetura em Drama Humano — e Acerta ao Focar no Processo, Não Só no Monumento
Gabriel Fernandes

Posts Relacionados

O Diabo Veste Prada 2

O Diabo Veste Prada 2 Atualiza um Clássico com Inteligência e Entrega Continuação Rara de se Acertar

Gabriel Fernandes
28 de abril de 2026
Imagem promocional do filme Saída 8

Saída 8 | Uma Adaptação Que Não Chega Em Lugar Algum

Amanda Moura
28 de abril de 2026
Cena do filme "Uma Infância Alemã". Mãe caminha com dois filhos, um a cada lado, mais o carrinho de bebê que puxa. Ela está com um semblante irritadiço e os garotos cabisbaixos.

“Uma Infância Alemã” Retrata a Guerra Sob o Olhar Infantil e Constrói Drama Sensível Sobre Sobrevivência e Ideologia

Gabriel Fernandes
28 de abril de 2026
Erupcja

Erupcja | Filme com Charli XCX Mistura Melancolia e Recomeços

Rodrigo Chinchio
27 de abril de 2026
  • Sobre
  • Contato
  • Collabs
  • Políticas
Woo! Magazine
Instagram Tiktok X-twitter Facebook
Woo! Magazine ©2024 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx
Banner novidades amazon