Crítica: Para Todos os Garotos que Já Amei

A temática adolescente é algo saturado em Hollywood. Entre centenas de filmes que abordam o tema,  poucos são os que se destacam de forma positiva. Clichês são de praxe nesse contexto, quase todos eles possuem o mesmo enredo, então é natural que tudo seja previsível.

A premissa de “Para Todos os Garotos que Já Amei” dá indícios de que o filme não vai passar de mais um desses blá-blá-blás adolescentes que passam mil vezes na sessão da tarde. Entretanto somos surpreendidos por uma história bem construída, recheada de personagens carismáticos e que prova que dá para fazer um filme bom, mesmo recheado dos clichês que todos já conhecemos.

( Obs.: Vale lembrar que a história é baseada em uma serie de livros dos quais não lemos [ainda], e por isso não atemos aqui a julgá-lo por ser fiel a essa obra.)

O longa conta a história da jovem Lara Jean, que prefere viver sua realidade amorosa apenas nas fantasias de seus sonhos, e tem medo de encarar isso na vida real. Ela escreve cartas para os garotos por quem ela já se apaixonou, entre eles o atual namorado da sua irmã. Ela guarda as cartas dentro do seu armário de onde espera que nunca saiam para seus destinatários. O problema é quando os escritos vão parar nas mãos dos garotos e Lara Jean precisa encarar de frente seus sentimentos.

O filme de cara te prende com uma história carismática. A história desenvolve bem sua personagem principal, deixando claro qual é a motivação do agir dela. Aliás, todos os personagens no filme são bem desenvolvidos, fazendo com que você mude de ideia sobre o que pensar deles durante o decorrer da trama. Você inicia o filme pensando “já sei como isso vai acabar”, e no fim percebe que a primeira impressão nesse caso não é a que fica.para todos os garotos que já amei

Landa Condor, que vive a jovem protagonista Lara Jean  suporta muito bem o filme. A moça é carismática e a personagem em si não exige aquela menina caricata impopular. Dessa forma as coisas ficam mais humanizadas, reais apesar do fundo padrão alta classe que o filme traz a todo momento e que foge da realidade de uma juventude normal. Mas um destaque Anna Cathcart, que interpreta a irmã mais nova de Lara, ela toma conta das cenas em que aparece.

O destaque masculino é Noah Centineo que consegue cativar quem assiste, assim como Israel Broussard que mesmo aparecendo menos, sempre está muito bem em cena.

A direção conduz a obra na mesma pegada do inicio ao fim, é um filme leve, com uma história bem contada que diverte e fala muito bem com os jovens e até mesmo com os mais velhos. Isso porque o filme não tenta criar jovens caricatos e cheios de gírias. As ações são mais naturais, com um pouco de aprofundamento em alguns dramas, como perdas. Mas tudo é bem leve e despretensioso.

Para quem assistiu filmes como “A Barraca do Beijo” da própria Netflix, ou o excelente “Com Amor Simon” e gostou, com certeza esse “Para Todos os Garotos que Já Amei” é uma boa pedida. É um filme ‘teen’, leve e despretensioso, mas muito bem feito e com uma roteiro bem construído.

 

Crítica: Para Todos os Garotos que Já Amei
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