Crítica: Predadores Assassinos

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Todo cinéfilo gosta de filmes com narrativas complexas e com roteiros engenhosos, mas também gosta da simplicidade de histórias feitas apenas para o entretenimento. O sucesso de inúmeros filmes comerciais mais focados na diversão prova isso. Dos gêneros de maior sucesso, o terror é, provavelmente, o preferido do público. Hollywood sabe dessa predileção, e produz inúmeros filmes do tipo, sejam grandes ou pequenas produções. O mais novo exemplar é “Predadores Assassinos”, com direção de Alexandre Aja e produção de Sam Raimi.

A trama acompanha a nadadora Haley (Kaya Scodelario), que sai à procura do pai (Barry Pepper) durante um violento furacão que está passando por sua cidade. Ela encontra o homem ferido no porão de sua antiga casa e descobre que há crocodilos gigantes – que vieram através das enchentes provocadas pelo furacão – os caçando.  Presos e com o nível da água subindo rapidamente dentro do porão, pai e filha tentarão sobreviver na casa onde a família se desfez (a mãe e a outra filha foram embora) e que agora está sendo destruída pelos ventos e pela chuva.

Mesmo para quem só leu a sinopse e não tenha visto nenhum trailer de “Predadores Assassinos”, e conheça um pouco sobre como é construído um roteiro, é fácil prever o que acontecerá na trama até seu final, pelo menos de forma geral. O início mostra Haley em uma competição de natação, onde fica em segundo lugar, mesmo se esforçando ao máximo. Ela não se sente uma campeã, ou uma “superpredadora”, como diz seu pai. Se na piscina os décimos de segundo a separam do primeiro lugar, na vida real serão primordiais. Ou seja, o que as primeiras cenas entregam é que ela terá que usar suas habilidades de nado e superar seus limites para sua sobrevivência e para salvar o seu pai.

Então, uma jovem garota, mesmo ferida, vai ter que nadar mais rápido que crocodilos gigantes em meio a destroços arrastados por uma enchente e durante um furacão. Dá para perceber pela descrição que a velha suspensão de descrença terá que ser ativada para que se consiga apreciar o filme. Clichês do gênero também estão presentes, como a batida cena de uma pessoa afogada que é revivida com um último soco no peito, entre outros. São pequenos problemas, mas nada tão grave que não possa ser ignorado se o espectador conseguir mergulhar (desculpe o trocadilho) no clima criado por Alexandre Aja. Não é difícil, já que ele é habilidoso em seu oficio.Aja consegue ótimo resultado em condicionar os personagens em ambientes escuros e apertados, deixando sua câmera bem próxima dos corpos que podem ser dilacerados a qualquer momento. O clima claustrofóbico do porão é aterrorizante. A inundação que trazem predadores mistura um pouco de “Alien: o Oitavo Passageiro” com “Tubarão”. O primeiro por causa dos cubículos escuros onde o perigo se esconde e o segundo por causa da surpresa de ver alguém sendo puxado para debaixo d’água, e por causa da trilha que, nesses momentos, lembram os acordes de John Willians.

Claro que as comparações param por aí, e o que se tem no final é um pequeno filme de terror bem executado, que proporciona alguns sustos e que conta com efeitos visuais de ótimo nível, mesmo se tratando de uma produção com orçamento enxuto (só custou 13 milhões de dólares). Quem é dos anos 90 vai concordar que “Predadores Assassinos” parece muito com aqueles bons filmes B que abarrotavam as vídeo locadoras, e que davam muita satisfação àqueles que os descobriam.


Imagens e Vídeo: Divulgação/Paramount Pictures

Crítica: Predadores Assassinos
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