Protesys
Imagens: Divulgação/ Black Filmes e Picma Post

Por várias vezes a ficção cientifica previu o futuro, basta lembrar das inúmeras tecnologias que foram antes mostradas em histórias do gênero e que depois se tornaram reais, como os carros autônomos de “O Vingador do Futuro”, os tablets do clássico “2001: Uma Odisseia no Espaço” e vários outros exemplos que não caberiam no espaço deste texto. Quem sabe o que mais os livros, quadrinhos e filmes sci-fi inventarão hoje e que a ciência desenvolverá posteriormente? Bom, se depender da imaginação de artistas como Afonso Poyart, o futuro será mais inclusivo ao proporcionar próteses robóticas poderosas para aqueles que perderam membros de seus corpos, como em seu curta “Protesys“.

O filme de 10 minutos disponibilizado no Youtube serve como ponto de partida para outros curtas que devem sair nos próximos meses, e que explorarão o mesmo tema: atletas paralímpicos que recebem uma avançada prótese da start-up fictícia Solidlimbs. Em “Protesys”, o espectador conhece a história real de Flávio Reitz, que se tornou um paratleta de salto em altura depois de perder uma perna em decorrência de um câncer no fêmur. Em um falso documentário, Cauã Reymond entrevista Flávio, enquanto é apresentado os testes laboratoriais e práticos para testar a capacidade da prótese, que recebe seus comandos de um microchip implantado no cérebro do paratleta.

Os minutos iniciais do filme de Poyart “enganam” o espectador porque parece um vídeo institucional de uma empresa apresentando novas tecnologias em próteses, ainda mais porque tem a figura de um ator conhecido e a estética de comerciais de marcas esportivas. No entanto, com o passar dos minutos, fica clara a ficcionalidade da obra, já que há, ao estilo de “Gigantes de Aço”, um robô humanoide imitando os movimentos de uma bailarina e de um lutador de boxe. A mistura entre ficção e documentário é interessante porque demonstra que tudo que está sendo apresentado pode virar realidade em algum momento, fazendo com que os paratletas virem os grandes astros e estrelas do esporte mundial, deixando os atletas comuns em segundo plano.

Protesys
Imagens: Divulgação/ Black Filmes e Picma Post

Se Usain Bolt e Ruth Beitia (Medalha de Ouro no salto em altura nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro) podem ser descritos como super-humanos, porque Reitz e outros paratletas, com uma pequena ajuda da ciência, também não podem? No universo de “Protesys” tudo é possível, cabe esperar para saber se ele alcançara os níveis de presságios de “O Vingador do Futuro” e “2001: Uma Odisseia no Espaço”. Na verdade, a modernidade faz com que Poyart tenha mais chances de acertar em suas previsões do que Paul Verhoeven e Stanley Kubrick tinham em suas épocas, já que basta ele dar alguns cliques em seu teclado para descobrir que a tecnologia de próteses está tão avançada que faz homens e mulheres, antes presos em cadeiras de rodas, competirem em provas de corrida de alta performance.

O fato é que o ótimo “Protesys” foi apenas amostra do que está por vir. Um longa-metragem – que se passará antes dos curtas, quando a tecnologia das próteses fictícias ainda estará em desenvolvimento – também será produzido. Portanto, basta esperar com ansiedade.

Assista ao filme abaixo:


Vídeo e Imagens: Divulgação/ Black Filmes e Picma Post


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Protesys

4.0
Ótimo

O filme mistura narrativa de documentário com ficçãomostrando a história de superação de Flávio Reitz, medalhista paralímpico que foi diagnosticado com um tumor no fêmur da perna esquerda quando adolescente e teve que amputá-la. A reviravolta acontece quando Flavio é convidado por uma start-up americana, a fictícia SOLIDLIMBS, para testar uma revolucionária tecnologia de próteses biônicas.

Roteiro
Direção
Atuações
Premissa
Pros
  • Tema importantíssimo
  • Ótima mistura de ficção com documentário
  • Ficção Cientifica feita no Brasil
Cons
  • Como apontar qualquer “contra” em um filme com propósito tão nobre?
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Rodrigo Chinchio

Formou-se como cinéfilo garimpando pérolas nas saudosas videolocadoras. Atualmente, a videolocadora faz parte de seu quarto abarrotado de Blu-rays e Dvds. Talvez, um dia ele consiga ver sua própria cama.

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