Crítica: Próxima Parada – Apocalipse

A Netflix ultimamente vem patinando em suas produções, entregando-nos filmes maravilhosos quase na mesma proporção que nos impressiona com produções tão ruins que a gente precisa se perguntar “qual a necessidade disso ser produzido?”. E é com pesar que afirmamos, “Próxima Parada: Apocalipse” tinha a premissa de um filmaço mas nos entrega um emaranhado de tramas confusas e não aprofundadas.

Tom (Forest Whitaker) e Will (Theo James) são respectivamente sogro e genro que não se dão bem, logo no início isso fica bem claro quando Will vai pedir a mão da filha de Tom em casamento – a mesma está na outra ponta do país onde vive com Will. A introdução da história é simples e rapidamente somos jogados numa espécie de pré-apocalipse onde a energia acaba e ninguém sabe o que está acontecendo. A partir daí vemos um sogro e um genro cruzando o país de carro em busca da filha/namorada que se encontra onde um misterioso evento catastrófico está acontecendo.

O roteiro de Brook McLaren não busca em momento algum se aprofundar na história muito menos nos seus personagens. Theo James e Forest Whitaker até se esforçam e atuam bem mas nem assim conseguem salvar o péssimo roteiro, no fim é um desperdício de dois bons atores.

Os acontecimentos durante o filme são tão banais e plantados com tanta displicência que ao invés de impressionar eles incomodam. Muitas vezes durante o filme é criada uma expectativa mas a história não se dá o trabalho de desenrolar a trama, isso ocorre no primeiro, no segundo e no terceiro ato, e este finaliza o filme de forma sofrível onde nada, excepcionalmente nada é explicado.

A direção de David M. Rosenthal não consegue consertar o roteiro ruim, e é apenas razoável com alguns enquadramentos bacanas, que por muitas vezes são melhorados pela fotografia, essa sim uma parte agradável do filme mesmo que não seja genial.

Os efeitos especias são passáveis por serem pouco utilizados, o desenrolar da história não os faz necessários, e quando estes são utilizados, as cenas são até razoáveis porém a mais impactante é cortada no meio frustando a expectativa de quem assiste.

O filme é um interminável dia e noite numa estrada sem fim, com uma história cansativa e sem graça que tenta trazer suspense e tensão mas não consegue fazer isso da maneira correta. Se é um filme apocalíptico como vários que existem, onde vemos destruição em massa, população sob lei marcial, cidades saqueadas e destruídas, que você espera não é nesse que irá encontrar, tampouco ação. Por fim essa obra é uma catástrofe maior do que a própria promete apresentar.

Crítica: Próxima Parada - Apocalipse
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