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Crítica

Crítica: Saint Amour

Gérard Depardieu está incrível neste besteirol francês!

O cinema francês pode se orgulhar de sua história com tantos filmes e diretores incontestáveis. E Benoît Delépine e Gustave Kervern já fazem parte da história do novo cinema nacional da França.

O novo filme dos diretores tem o grande ator francês Gerard Depardieu como estrela desta comédia. NÃO é um grande filme, porém, “Saint Amour” é um besteirol amplo, engraçado e até elegante em certos aspectos, apesar de lançar mão de artifícios um tanto bizarros.

Os atores mantém um controle físico e facial de atuação, o que parece ser um estilo imposto pela direção. Chiaro Mastroianni como o proprietário de uma van de fast food e Houellebecq como gerente de um hotel estão hilários. Benoît Poelvoorde é Bruno, um patético fazendeiro solteiro de meia idade que vive com o seu pai idoso (Depardieu), e viaja uma vez por ano para Paris para participar de uma feira comercial. Para animar o pobre Bruno e tirá-lo da solidão, Jean o convida para a turnê de vinho e começam por uma garrafa de vinho chamado Saint Amour. Bruno fica bêbado num festival de degustação de vinhos onde ele tenta flertar com mulheres mais jovens, mas o resultado é tragicômico.

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A história aqui é uma expedição de religação entre pai e filho. O que poderia se tornar uma viagem um tanto emocionante, mas, com exceção de alguns episódios, acaba não tendo o resultado esperado. Eles contratam os serviços de Mike (Vincent Lacoste), um jovem e bonito taxista que será o motorista deles durante a viagem.

A presença de Mike atrapalha a intimidade de Jean e Bruno. Ele aproveita a oportunidade para visitar suas antigas amantes, todas com motivos para ressentir-se de sua insensibilidade e arrogância. Somente Jean, ainda com o coração partido pela perda de sua esposa, nos oferece algum calor genuinamente emocional. Ele constantemente liga para o número de celular da sua esposa falecida somente para que ele possa ouvir sua mensagem de voz. Depardieu é definitivamente um dos melhores atores franceses de sua geração, apesar de algums escolhas equivocadas.

“Saint Amour” é particularmente difícil classificar esse filme. Tem uma fotografia que não desperta surpresa, apesar de nos mostrar lindas imagens da França. Apesar de ter um tema fértil que pretende nos mostrar o relacionamento entre pai e filho em um momento especial, não chega a ser uma comédia dramática que toca em feridas necessárias mas também não pode ser considerado um modelo de comédia bem comportada. É muito improvável que se torne um sucesso de público, muito menos que consiga receber muitos prêmios. É uma obra ultrajante, infantil, surreal, caótica e altamente ridícula. Porém divertida. É um filme bobo com algumas cenas tão tocantes quanto engraçadas.

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Por Thiago Pach

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