Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Negócios
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Sem Direção

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Lojinha
Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Negócios
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Sem Direção
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica: Submersão

Avatar de Luiz Baez
Luiz Baez
3 de abril de 2018 3 Mins Read
“A morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano.”

2264073.jpg r 1920 1080 f jpg q xA citação de John Donne (1572 – 1631), o mais importante dentre os poetas metafísicos, compõe o vasto quadro de referências organizado por Wim Wenders (“Asas do Desejo”, “Paris, Texas”) em seu mais novo lançamento, “Submersão” (Submergence, 2017). Não só a literatura, porém, inspira o cineasta. O premiado realizador recorre também à pintura, estabelecendo sempre um diálogo entre essas artes e o próprio cinema.

Em uma das primeiras cenas, o espião inglês James More (James McAvoy) senta-se em um banco na Antiga Galeria Nacional de Berlim (Alte Nationalgalerie). Enquanto espera instruções para a nova missão, fixa seu olhar em uma obra. Trata-se de “O Monge à Beira-Mar” (Der Mönch am Meer, 1808-1810), óleo sobre tela de Caspar David Friedrich. Assim como o escritor inglês e o diretor alemão, o pintor romântico tematiza a inserção do homem no mundo. Essa referência imagética serve, portanto, como um sugestivo prólogo para o longa-metragem.

Inspirado no livro de J. M. Ledgard, editado no Brasil pela Record, o filme conta duas histórias paralelas. De um lado, James sofre como refém de jihadistas africanos. Do outro, a biomatemática Danielle Flinders (Alicia Vikander) prepara-se para a perigosa missão de descer até as profundezas do oceano. Em comum, os dois guardam com carinho as lembranças do Natal anterior, quando viveram um intenso romance em um hotel na costa do Atlântico.

Por trás de uma simples história de amor, no entanto, reside uma complexa discussão acerca da natureza do conhecimento. E Wenders, ao adotar uma estrutura narrativa não-linear, endossa essa ideia já indicada pelo roteiro de Erin Dignam (“Crime Passional”, “A Última Fronteira”). Da mesma forma que o cineasta volta ao passado para melhor entender o presente, seus protagonistas encontram esclarecimento na escuridão – seja ela literal, como na zona hadal visitada por Danielle, ou metafórica, como na privação extrema enfrentada por James. As personagens conectam-se, enfim, pela preocupação comum de enxergar o arcaico, as trevas, em meio às luzes da atualidade. Aproximam-se, desse modo, do homem contemporâneo teorizado por Agamben em seu célebre ensaio.

Submersão 159

Se juntos Vikander (“Ex Machina: Instinto Artificial”, “A Garota Dinamarquesa”, “Tomb Raider: A Origem”) e McAvoy (“Desejo e Reparação”, “Fragmentado”) sustentam as sequências passadas no hotel, separados não alcançam o mesmo sucesso. Apesar dos esforços de ambos, a falta de profundidade dos coadjuvantes compromete os momentos transcorridos no Ártico e na África. A esse problema soma-se, ainda, a irregularidade do texto de Dignam. Após um início promissor, a roteirista se perde em sucessivas reiterações da temática principal. A questão do conhecimento reaparece, dessa maneira, derivada sob a forma de embates entre homem e natureza, tecnologia e razão instrumental, ciência e religião – só para citar alguns exemplos.

Os defeitos de “Submersão”, contudo, não se sobrepõem às suas qualidades. Em parceria com o fotógrafo Benoît Debie (“Viagem Alucinante”, “Irreversível”, “Love”) e com o músico Fernando Velázquez (“O Orfanato”, “A Colina Escarlate”, “O Impossível”), Wim Wenders constrói um rico universo sensorial, conforme esperado de um diretor de seu calibre. Além desse refinado tratamento estilístico, a impressionante química entre o casal protagonista revela-se outro ponto positivo. Por meio de suas cativantes performances, a dupla de atores destaca-se e justifica a recente ascensão em suas carreiras. A mensagem central do filme, por fim, suscita interessante reflexão, como a desenvolvida ao longo desta crítica.

* O filme estreia dia 12, quinta-feira.

Reader Rating1 Vote
6.1
5.5

Entre na comunidade da Woo! Magazine no WhatsApp

Tags:

Alicia VikanderDramaJames McAvoyRomance

Compartilhar artigo

Avatar de Luiz Baez
Me siga Escrito por

Luiz Baez

Carioca de 25 anos. Doutorando e Mestre em Comunicação e Bacharel em Cinema pela PUC-Rio.

Outros Artigos

730641
Anterior

Calvin Harris anuncia novo single com participação de Dua Lipa

Exposed
Próximo

O lado oculto da fama: segredos revelados – Parte 2

Próximo
Exposed
3 de abril de 2018

O lado oculto da fama: segredos revelados – Parte 2

Anterior
2 de abril de 2018

Calvin Harris anuncia novo single com participação de Dua Lipa

730641

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    A Assassina de Berlim Camilo Farias Editora Lura Capa
    A Assassina de Berlim | Quando se Encara o Lince, o Lince Encara de Volta
    Lipe Machado
    Cara de Barro Clayface DC Warner Bros 8
    Cara de Barro | Um monstro Feito de Carne, Barro e Expectativas!
    Junior Fernandez
    Filmes de terror: A Casa Sombria, 2020
    Darkflix+ Divulga Lista de Estreias de Novembro Com Mais de 30 Filmes de Terror
    Amanda Moura
    Endurance em Le Mans
    Endurance: Como as Corridas de Longa Duração Estão Moldando os Carros do Futuro
    Bruno Baptista
    Sean Austin O Senhor dos Anéis 2002 Prime Video
    Cadê o Sam? CCXP26 Reúne Três Hobbits, Mas a Ausência de Sean Astin Vira o Grande Mistério da Terra-Média!
    Junior Fernandez

    Posts Relacionados

    Cara de Barro Clayface DC Warner Bros 8

    Cara de Barro | Um monstro Feito de Carne, Barro e Expectativas!

    Junior Fernandez
    25 de outubro de 2026
    Filmes de terror: A Casa Sombria, 2020

    Darkflix+ Divulga Lista de Estreias de Novembro Com Mais de 30 Filmes de Terror

    Amanda Moura
    24 de outubro de 2026
    Cara de Barro - O Filme

    Cara de Barro | A Anatomia da Mutilação e a Máscara Sem Rosto

    Daniel Gravelli
    23 de outubro de 2026
    Allegro Pastell - Filme

    Allegro Pastell | O Conforto Medido e a Ilusão do Afeto Sem Atrito

    Daniel Gravelli
    23 de outubro de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 - 2026 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx