Muito antes de comandar o NX Zero e construir uma carreira solo de sucesso, Di Ferrero já chamava atenção na televisão
Di Ferrero no Rock in Rio parece um encontro natural hoje, mas a história começou muito antes dos grandes festivais. Aos 12 anos, ele chamou atenção do público ao aparecer no Planeta Xuxa interpretando Michael Jackson. Anos depois, se tornaria a voz do NX Zero, viveria um dos maiores fenômenos do rock brasileiro dos anos 2000 e construiria uma amizade improvável com Chorão que marcaria gerações.
Nascido em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Diego José Ferrero mudou-se para São Paulo ainda adolescente, onde encontrou na música o caminho para construir uma carreira. O que começou em pequenos palcos da cena underground logo se transformou em uma trajetória que inclui prêmios, multidões, festivais internacionais e um lugar de destaque na história recente do rock brasileiro.
Agora, em 2026, Di Ferrero retorna ao Rock in Rio para mais um capítulo dessa história. No dia 4 de setembro, o cantor sobe ao Palco Sunset, levando ao festival uma carreira que atravessa diferentes fases da música nacional e continua conquistando novas gerações de fãs.
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Do Planeta Xuxa ao fenômeno NX Zero
A paixão pela música surgiu cedo. Ainda criança, Di Ferrero já se apresentava em festivais e concursos, sempre inspirado por artistas que marcaram os anos 1980 e 1990. A participação no Planeta Xuxa, em 1997, foi o primeiro contato com um grande público e mostrou que o palco seria um caminho sem volta.
Pouco depois, a mudança para São Paulo aproximou o cantor da efervescente cena underground da cidade. Em meio a ensaios, pequenas casas de shows e bandas independentes, Di encontrou o grupo que mudaria seu futuro.
Em 2004, assumiu os vocais do NX Zero, banda formada alguns anos antes e que buscava consolidar sua identidade dentro da cena do hardcore melódico e do emocore. A entrada do cantor coincidiu com o início de uma ascensão meteórica.
O que começou em pequenos palcos rapidamente ganhou proporções nacionais.
A banda que marcou uma geração
O NX Zero se transformou em um dos maiores fenômenos do rock brasileiro dos anos 2000.
Canções como “Razões e Emoções”, “Cedo ou Tarde”, “Cartas Pra Você”, “Pela Última Vez” e “Só Rezo” dominaram rádios, programas de televisão e playlists de uma geração inteira.
O sucesso era tamanho que, em determinados momentos, o grupo precisou cancelar ou adaptar sessões de autógrafos e eventos em shoppings por causa da quantidade de fãs que compareciam. A movimentação lembrava a histeria coletiva vista em grandes fenômenos da música internacional.
Enquanto o público crescia, o reconhecimento também vinha da indústria. O NX Zero conquistou diversos prêmios ao longo da carreira e se consolidou como uma das bandas mais importantes do rock nacional naquele período.

A amizade com Chorão que poucos conheciam
Entre tantas histórias da carreira de Di Ferrero, uma das mais marcantes aconteceu longe dos palcos.
O cantor sempre fez questão de dizer que era fã de Chorão, vocalista do Charlie Brown Jr. Com o tempo, a admiração se transformou em amizade.
Anos depois da morte do músico, Di publicou um vídeo relembrando um abraço recebido do amigo e escreveu um relato que emocionou os fãs.
“Tive a sorte de conviver com um ídolo que já comprou briga por mim, já cantou o disco novo inteiro dando rolê no carro e até já saiu para jantar com os meus pais.”
A lembrança revelou um lado pouco conhecido dessa relação.
Segundo Di Ferrero, Chorão conhecia as músicas do NX Zero de cor, acompanhava de perto a evolução da banda e fazia questão de demonstrar apoio ao amigo. Em outro trecho da homenagem, o cantor contou que, durante um desses encontros, o vocalista do Charlie Brown Jr. compartilhou histórias sobre sua relação com o pai enquanto os dois gravavam um remix de “Cedo ou Tarde”.
Era uma amizade construída fora dos holofotes, baseada na admiração mútua e na paixão pela música.
Quando Chorão morreu, em março de 2013, Di participou do show em homenagem ao cantor realizado pelos integrantes remanescentes do Charlie Brown Jr. Desde então, costuma prestar tributos ao amigo nas redes sociais, compartilhando lembranças, interpretações de músicas e mensagens que mantêm viva essa conexão.
Uma nova fase sem deixar o passado para trás
Depois de mais de uma década de sucesso, o NX Zero anunciou uma pausa nas atividades em 2017.
No ano seguinte, Di Ferrero iniciou oficialmente sua carreira solo com o lançamento do single “Sentença“. A nova fase permitiu que o artista explorasse diferentes sonoridades, aproximando o rock de influências do pop, reggae e da música eletrônica.
Ao longo dessa trajetória, colaborou com artistas como Nelly Furtado, lançou novos trabalhos e participou de programas de televisão ligados à música, mostrando que conseguia construir uma identidade própria sem se afastar da história que havia construído com o NX Zero.
Nos shows, o repertório passou a unir diferentes momentos da carreira. Clássicos da banda dividem espaço com as canções da fase solo, criando uma ponte entre os fãs que acompanharam o início da trajetória e aqueles que conheceram o artista mais recentemente.
Di Ferrero no Rock in Rio
A relação de Di Ferrero com o Rock in Rio também acompanha diferentes momentos de sua carreira.
Com o NX Zero, o cantor participou da edição de 2011, quando a banda vivia um de seus períodos mais populares. Mais de uma década depois, voltou ao festival como artista solo, dividindo o palco com Vitor Kley, em 2022.
Agora, em 2026, Di Ferrero retorna mais uma vez à Cidade do Rock. A apresentação acontece no Palco Sunset, no dia 4 de setembro, mesma data em que o Foo Fighters encerra a noite no Palco Mundo.
Mais do que um show, o retorno representa um reencontro com um festival que acompanhou diferentes fases de sua trajetória e que, mais uma vez, serve de palco para um artista que continua escrevendo novos capítulos de sua história.

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Uma história que continua sendo escrita
Poucos artistas do rock brasileiro conseguiram passar por tantas fases mantendo uma conexão tão forte com o público.
Di Ferrero começou chamando atenção ainda criança, conquistou uma geração inteira ao lado do NX Zero, viveu uma amizade que se tornou uma das histórias mais bonitas do rock nacional e encontrou uma nova identidade na carreira solo.
Agora, ao voltar ao Rock in Rio, o cantor mostra que sua trajetória continua em movimento. Do menino que imitava Michael Jackson no Planeta Xuxa ao artista que retorna a um dos maiores festivais de música do mundo, muita coisa mudou. A paixão pela música, porém, continua sendo a mesma.
Imagem Destacada: Reprodução/Rock in Rio


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