Atriz já esteve presente em inúmeros projetos na TV e no Teatro

Linda Lú já esteve em novelas como “Segundo Sol“, “Joia Rara” e “Em Família“, e no seriado “Chapa Quente“, todas produções da Rede Globo. Também possui vasta experiência nos palcos do teatro. A sua nova empreitada é na peça “Entre o céu e o Inferno” (que, infelizmente, foi suspensa devido a pandemia do coronavírus), onde faz Sônia, uma ex-prostituta que encontra um bebê na lata de lixo e vê nele uma espécie de redenção. Batemos um papo com a atriz e falamos um pouco sobre o espetáculo, sobre sua carreira e as dificuldades em ser artista no Brasil.

Confira a entrevista

Imagem: Divulgação/Linda Lu

Rodrigo Chinchio.: Você começou a carreira artística muito cedo, com 13 anos, através de uma ONG. Hoje, você trabalha em algum projeto que ajuda jovens a seguir o mesmo caminho que o seu?

Linda Lú.: Infelizmente não estou trabalhando em nenhum projeto para poder ajudar voluntariamente os jovens em vulnerabilidade social. Gostaria muito de ajudar e mostrar para cada um deles o quanto são importantes e que jamais devem parar de sonhar e lutar pelos seus sonhos. É preciso ter fé, força e coragem para enfrentar os obstáculos da vida.

R.C.: Aproveitando o assunto, qual seu sentimento sobre a atual situação de sucateamento da cultura brasileira?

L.L.: É um sentimento desesperador! A cada dia que passa sofremos cada vez mais com o descaso do investimento para melhorar a cultura Brasileira. É preciso investir muito mais para poder viver só da arte, que está deploravelmente insustentável com essa decadência.

R.C.: Como resultado deste descaso com a cultura, obras independentes como “Entre o céu e o Inferno” dependem de financiamento coletivo para acontecerem. Caso você tivesse a oportunidade de conhecer o secretário da Cultura Nacional, teria algo a dizer a ele sobre esse cenário?

L.L.: Diria simplesmente que o nosso trabalho artístico não é uma brincadeira! Estudamos para nos tornarmos profissionais, investimos e continuamos a investir muito caro para nos mantermos na Arte, mesmo tendo que sacrificar parte da nossa vida. Então, não permitimos esse descaso com a cultura Brasileira e queremos providências imediatas.

R.C.: Mudando de assunto. Você já participou de algumas produções para a TV e várias peças de teatro. Gosta mais de atuar no teatro ou na TV?

L.L.: Estar no palco é completamente surreal, porque atuar diretamente para o público é uma energia sem igual de emoção. O importante para mim é estar sempre em cena atuando, tanto no Teatro como na TV.

R.C.: Há muita diferença na preparação e na própria atuação entre um e outro?

L.L.: A preparação para ambos é igual, na atuação para o teatro é algo mais emocionante por estar presente com o público e tendo as reações imediatas. Na TV tudo é mais contido, bem diferente.

Imagem: Divulgação

R.C.:  Como foi a preparação para viver a Sônia em “Entre o céu e o Inferno”?

L.L.: Aproveitei algumas coisas que já tinha de laboratório e aproveitei para enfatizar em cada detalhe do procedimento do meu personagem, o qual eu gostei logo de cara de quando li o texto. No momento em que “Sônia” se torna mãe e precisa ser forte, eu me inspirei em minha mãe que é uma grande guerreira.

R.C.: O que chamou a sua atenção para a personagem?

L.L.: A luta constante que “Sônia” passa para ser alguém na vida, e o momento que ela encontra um bebê na lata do lixo e muda de vida completamente por ambos.

R.C.:  Você já possui algum projeto pós “Entre o céu e o Inferno”?

L.L.: Sim, faço parte de um projeto do filme “Escândalo” que fala sobre abuso sexual. Uma história do livro “Escândalo” contada pela autora Simone Ferrety.

R.C.: Você, neste momento de quarentena, está trabalhando no personagem? É possível pensar em outra coisa além da covid-19?

L.L.: Mesmo em quarentena não podemos parar de trabalhar no personagem, é preciso ter foco para não perder o que já foi construído no personagem durante os ensaios antes da quarentena. Infelizmente o covid-19 se tornou o centro das atenções abalando a vida de todos. Então, é complicado pensar em outra coisa, a não ser tentar fazer de tudo para ajudar o próximo neste momento tão difícil.

O espetáculo “Entre o Céu e o Inferno” é produzido de forma totalmente independente, sem auxílio de leis de incentivo e/ou empresas patrocinadoras. Por isso, caso queira ajudar os artistas envolvidos na obra, há uma campanha de financiamento coletivo no Catarse


Imagens: Divulgação/Linda Lú


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Rodrigo Chinchio

Formou-se como cinéfilo garimpando pérolas nas saudosas videolocadoras. Atualmente, a videolocadora faz parte de seu quarto abarrotado de Blu-rays e Dvds. Talvez, um dia ele consiga ver sua própria cama.

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