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Fluminense FM: roda de conversa resgata história da rádio na Bienal do Livro

A “Maldita” foi o tema da roda de conversa que teve a participação de Luiz Antônio Mello, Mônika Venerabile, George Sauma, L. G. Bayão e Léo Jaime

Imagem: Divulgação/Bienal Internacional do Livro (Crédito: Woo! Magazine/Amanda Moura)

Popularmente conhecida como “Maldita”, a Fluminense FM marcou toda uma geração de fãs de rock’n’roll. No dia 1º de março de 1982, a rádio entrava no ar com uma proposta bem ousada. Uma rádio dedicada ao rock e ainda comandada pela locução feminina e inesquecível de Mônika Venerabile. Ademais, era o final da ditadura militar, um período em que a população buscava a democracia.

A história da Fluminense FM foi contada no livro A Onda Maldita, de autoria de Luiz Antônio Mello, um dos fundadores da rádio. Além disso, o livro foi adaptado para o filme Aumenta Que É Rock and Roll, dirigido por Tomás Portella. Tudo isso discutido num bate-papo animado na Bienal do Livro. A seguir, você fica com os melhores momentos dessa conversa:

O pioneirismo da Fluminense

No início da conversa, Luiz Antônio Mello ressalta o pioneirismo da rádio em vários aspectos. Antes de mais nada, era a primeira rádio especializada em rock and roll do país. Lembrou ainda que, Mônika Venerabile foi a primeira voz feminina no comando de uma rádio: “as meninas que estão aí hoje devem muito à Mônica“.

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Sobre a adaptação do livro para o filme, falou com emoção que é uma rádio que permanece jovem. Mas o pioneirismo da rádio não para por aí. Ela também foi a responsável por alavancar a carreira de diversas bandas de rock nacional, como Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, entre outras. Sobre esse assunto, Léo Jaime afirmou que naquela época, havia um certo preconceito da sociedade com quem resolvia seguir a carreira musical: “Quando a gente começou fazer o que hoje se chama hoje de rock Brasil, ninguém achava que ia poder viver disso. Nem mesmo comprar uma guitarra de verdade […]. Mas mesmo assim, a gente fazia porque não conseguíamos evitar”, completou. Para o bem dos fãs, eles foram à frente e a Fluminense FM conquistou seu lugar na história.

Aumenta Que É Rock and Roll

A roda de conversa contou com George Sauma, que interpreta o co-fundador da rádio Samuel Wainer Filho, e L. G. Bayão, roteirista. Sobre a experiência de transformar um livro autobiográfico em roteiro de filme, Bayão disse que estava realizando um grande sonho e que precisou insistir muito até que Luiz Antônio desse finalmente o sim para o projeto.

Sobre representar Samuca, como Wainer era conhecido, no filme, Sauma afirmou gostou de construir o personagem, pelo fato da história ser de dois amigos que desejam realizar um sonho e de ter a ver com a realidade atual. “É muito bonito de ver essa vontade de realizar seu próprio sonho, e é isso que o filme conta. Nos dias de hoje está muito pertinente, as pessoas que tem vontade de fazer uma coisa diferente, revolucionária, indo contra o que, a princípio os padrões dizem que tem que ser“, completou. Com toda certeza, a história da rádio nas telonas será um presente para os roqueiros.

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Rádio e as novas tecnologias

Diante de uma plateia composta em sua maioria por jovens, a tecnologia não podia ficar de fora da conversa. Com o objetivo de alcançar exatamente essa juventude, destacaram os projetos recentes na web rádio como a Rádio AONDA, comandada pelo próprio Luiz Antônio. O principal objetivo da rádio é exatamente projetar novos artistas de rock, blues, folk rock e afins. O projeto conta com a cuidadosa curadoria do grupo Social Rock Club. Além da AONDA, destacaram também outros projetos, entre elas a webrádio Rock FM Brasil, que recentemente bateu a marca de mais de 1 milhão de acessos. Por tudo isso, percebemos que rock continua muito vivo no Brasil.

Siga com a Woo! Magazine ao longo de toda a Bienal do Livro para mais matérias como essa!

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Bibliotecária, doutoranda em História das Ciências, e das Técnicas e Epistemologia. Apaixonada por cinema, séries e cultura em geral. Sem Os Goonies talvez não estivesse por aqui.

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