Em 1933 chegava nos cinemas um filme diferente, que se tornaria um grande clássico e imortalizaria um dos personagens mais interessantes da indústria cinematográfica. Dirigido por Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack, e estrelado por Fay Wray, Bruce Cabot e Robert Armstrong, “King Kong” trazia um gorila gigante adorado como Deus por um civilização primitiva que oferecia mulheres a ele na estranha Ilha da Caveira. Quando uma equipe de cinema decide filmar no local, a estrela do filme é raptada para ser servida ao Deus-Gorila. Em meio ao pandemônio criado, um grupo de marinheiros liderados pelo imediato Jack Driscoll parte em busca de salvá-la do perigo. Em pleno o resgate, eles conseguem capturar a criatura e o diretor do filme acha uma boa ideia levá-la para Nova York.

Através de uma premissa simples, baseada em diferentes filmes sobre selvas que já existiam na época, Merian C. Cooper e Edgar Wallace desenvolveram uma das histórias mais audaciosas de todos os tempos e um produto que marcaria o público no decorrer dos anos, tornando-se um conteúdo cult, prestigiado por muitos e considerado pela Biblioteca do Congresso como “culturalmente, historicamente e esteticamente significativo”, sendo também selecionado para preservação no National Film Registry. Além disso, ainda rendeu dois remakes com o mesmo nome. O primeiro foi produzido em 1976, com os atores Jeff Bridges e Jessica Lange, sendo dirigido por John Guillermin. Já o segundo saiu em 2005, sobre a alcunha de ninguém menos que Peter Jackson, o cara por trás dos filmes “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit”. A produção venceu 3 Oscars técnicos e vários outros prêmios, recebendo muitos elogios em relação ao trabalho feito a partir da tecnologia de Motion Control (Captura de movimento), a qual usou a atuação do experiente ator Andy Serkis para dar vida ao animal.

King Kong – 1933, 1976, 2005

12 anos se passaram desde a última tentativa de revirem o “verdadeiro rei da selva”, e nesse tempo a tecnologia deu um salto gigantesco. Com isso, os estúdios responsáveis enxergaram uma oportunidade única de voltarem a Ilha da Caveira, dessa vez para aprofundar em uma história completamente original, idealizada por John Gatins e roteirizada por Dan Gilroy, Max Borenstein e Derek Connolly.

Produzido em parceria com Legendary Pictures e a Tencent Pictures, a obra recria as origens do monstro mitológico, mas dessa vez coloca cientistas, soldados e aventureiros, no lugar de uma equipe de cinema.  Jordan Vogt-Roberts, responsável pelo interessante drama adolescente “Os Reis do Verão”, é quem assina a direção de Kong: A Ilha da Caveira” depois de várias especulações e nomes cogitados.

O enredo do filme, como citado anteriormente, explora outros horizontes e coloca a ensandecida busca de um explorador por mistérios nunca antes explicados. Com o apoio do governo americano e uma grandiosa equipe formada por militares, cientistas, uma fotógrafa e um rastreador, ele irá enfrentar o mítico lugar e suas criaturas lendárias enquanto se aventuram nas profundezas desconhecidas e traiçoeiras do Pacífico.A produção é estrelada pelo queridinho Tom Hiddleston (“Os Vingadores”, “Thor: O Mundo Sombrio”) e a vencedora do Oscar Brie Larson (“O Quarto de Jack”, “Descompensada”), além de contar também com um elenco de peso na linha de frente dos coadjuvantes, que traz nomes como Samuel L. Jackson, John Goodman, Jing Tian, Toby Kebbell, John Ortiz, Corey Hawkins, John C. Reilly, entre outros.

Pelo trailer final, já podemos perceber que trata-se de um filme com uma narrativa completamente diferente. Mas, óbvio, temos alguns aspectos além do próprio gorila que nos farão reviver a clássica história. Construído a partir de uma estrutura de ação, repleta efeitos de tirar o fôlego, trilha sonora belíssima e uma fotografia estonteante, essa criada por Larry Fong (“Batman vs Superman – A Origem da Justiça”), “Kong” chega para tentar superar o recente reboot de “Godzilla” que teve uma aceitação considerável tanto do público quanto a crítica especializada.

Pensando em um crossover entre os dois monstros, em setembro de 2015, os produtores levaram o projeto para a Warner Bros. e após algumas negociações declararam a possibilidade da realização de “Godzilla vs Kong”, que já tem até data de estreia confirmada para maio de 2020.

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Enquanto esperamos por essa oportunidade histórica, o negócio é conferir o audacioso “Kong: A Ilha da Caveira” e torcer para o filme ser surpreendente. O lançamento será em 2D e 3D, em salas selecionadas e IMAX, com lançamento mundial em 10 de março e data de estreia no Brasil prevista para 9 de março, pela Warner Bros. Pictures.

Confira o trailer completo abaixo: