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(Mais de) 8 Músicas de anime em outra língua no original

Talvez o leitor já tenha reparado como canções de anime costumam utilizar versos em inglês, por vezes até dando a sensação de serem frases soltas e desconexas com o restante da música — porque frequentemente são mesmo. Há uma razão para isso, e é um pouco mais complicada do que costumam dizer por aí. Pensando nisso, separamos uma lista com 8 idiomas, incluindo o português, para falar de Músicas de anime em outra língua que não o japonês no original!

Inglês

Facilmente a língua com mais músicas da lista. O Japão foi ocupado por alguns anos pelos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial, quando o país se abriu em definitivo para o ocidente. A história é um pouco mais longa que isso, mas a cultura anglófana, incluindo cinema e música, entrou com força na vida japonesa e hoje há incontáveis palavras de origem inglesa que vão desde “aisukuriimu” (アイスクリーム , sorvete) até “burakku hooru” (ブラックホール, buraco negro). Porém, mais importante que isso é que o inglês, tal como o francês, tornou-se um idioma de grande prestígio, até mesmo exótico, sinônimo de refinamento e estilo — motivo pelo qual há várias músicas que misturam japonês e inglês.

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Boku no Hero Academia. Imagem/Reprodução: Funimation.

Para os fins dessa lista, apenas frases na língua não são o suficiente, mas seria interessante citar uma música que faz essa mistura, como “The Day” de “Boku no Hero Academia”. Não é uma tarefa fácil, porém, escolher um representante entre tantas opções, e acredite: são várias. Serveria mencionar “Serial Experiments Lain” com a única abertura “Duvet”, “Jojo’s Bizarre Adventure” com “Roundabout”. Para somar à lista, uma abertura de um dos animes mais populares dos anos 2000: “Bleach”, quarta da saga.

“Tonight, Tonight, Tonight”, Abertura 4 de Bleach. Vídeo/Divulgação – Crunchyroll.

Português

“Nada Pode Me Parar Agora” de Michiko to Hatchin. – Vídeo/Reprodução: Funimation.

O Português pode não estar no panteão dos idiomas de maior prestígio no mundo, mas ganhou espaço especial em “Michiko to Hatchin”, anime abertamente inspirado no Brasil. Além das infindas referências às terras tupiniquins, o último encerramento, chamado “Nada pode me parar agora”, complementa a ambientação e conclui com chave de ouro esse tão subestimado título da década retrasada.

Latim

“Lilium”, Abertura de Elfen Lied. Vídeo/Reprodução – Crunchyroll.

Ainda que o latim seja utilizado nos dias de hoje para fins muito específicos, seu uso costuma compor atmosferas sombrias e uma conexão não muito acalentadora com o divino e sobrenatural. O exemplo mais famoso é sem dúvidas “Lilium”, abertura de “Elfen Lied”, que por sua vez também toca em momentos chave da trama. A letra é derivada de passagens bíblicas, Salmos 36:30, Epístola de Tiago 1:12, e no hino eclesiástico “Avi Mundi Spes Maria” (Salve a esperança do mundo, Maria). A música foi composta para soar mesmo como um canto gregoriano, a pronúncia, por sua vez, é um pouco menos padrão, misturando o latim da igreja, o que seria esperado, com o latim clássico. Uma menção honrosa, deve-se dizer, é “Lala’s Lullaby”, canção de “D. Gray Man”, inspirada no também antigo hino “Dies Irae” (“o dia da ira”).

Alemão

“Jiyuu no Tsubasa”, Abertura 2 de Shingeki no Kyojin. Vídeo/Divulgação: Funimation.

Essa talvez seja uma fácil de vir à memória, afinal, “Shingeki no Kyojin” marcou uma década com aberturas com frases memoráveis. Em 2013, a muralha Maria era derrubada ao som de “Seid ihr das Essen? Nein, wir sind der Jäger!”, fragmento de “Guren no Yumiya”, primeira abertura da série. A pronúncia alemã da banda Linked Horizon não é da mais precisa, e nativos costumam reclamar não entenderem bem o conteúdo. Além disso, Shingeki não possui nenhuma música cantada inteira no idioma, apenas frases esparsas. Para tal, o anime “Inferno Cop” cumpre com essa demanda, porém também entregando uma pronúncia um tanto quanto deslocada do padrão.

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Francês

“Un Lieu de Rencontre”, OST de “Tamako Market”. Vídeo/Reprodução: Crunchyroll.

Se no passado aprender francês era tão essencial quanto o inglês hoje, a ponto da denominação “língua franca”, o francês continua tendo grande influência e prestígio em tempos modernos, a ponto dos japoneses terem uma admiração especial e até fantasiosa — vide a “Síndrome de Paris” — com a cidade luz. Mesmo havendo diversos personagens franceses em anime, sobretudo quando há um background envolvendo riqueza, requinte e culinária, não são muitas as canções no idioma, mas vale citar “Un Lieu de Rencontre”, de “Tamako Market”, pela canadense Marilou, “Servante de Feu” para a OST de “Sora no Woto”, e o encerramento da segunda temporada de “Nodame Cantabile”.

Italiano

“Katayoku no Tori”, de Umineko no Naku Koro ni. Vídeo/Reprodução – Crunchyroll.

Mais uma língua românica? Talvez se possa dizer que o italiano tenha um histórico até parecido com o francês, a despeito do prestígio dessa última. O italiano goza da sorte de ser entre as grandes derivadas do latim, a que mais se parece com esse idioma ancestral falado em Roma. De cara é possível citar “Katayoku no Tori”, com 40% dos versos em italiano, da série “When They Cry”, ou ainda “Il mare eterno nella mia anima”, canção importante para um momento crítico de Jojo, mais uma vez na lista.

Russo

Um dos temas de Ghost in the Shell: S.A.C. Vídeo/Reprodução: Crunchyroll.

Os russos e os japoneses já entraram em conflito por algumas vezes na história, além disso, a cultura russa não está tão bem difundida no mundo ocidental como a italiana ou a francesa. Só de pensar nisso, já deveria de se esperar uma resistência desse tipo também nas animações. Ghost In the Shell aparece para surpreender e oferecer uma OST especialmente em russo no anime “Ghost in the Shell SAC”, que mistura versos majoritariamente no idioma eslavo com o inglês.

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Esperanto

“Patema Inverse” de Sakasama no Patema. Vídeo/Reprodução: Crunchyroll.

De todas as línguas que o leitor esperaria ver aqui, quiçá o esperanto não passaria nem numa cogitação rápida. O Esperanto é uma língua criada no final do século XIX e é o idioma planejado mais amplamente utilizado no mundo, com toda uma comunidade de esperantistas e inclusive alguns falantes nativos. Citamos aqui “Patema Inverse” do anime “Sakasama no Patema” e também “Lumis Eterne” de “Aria The Origination”. Ambas as animações que contêm canções nessa língua têm algo complementar em comum: o sentimento de esperança, como se essa língua utópica pudesse exprimir o desassossego de um mundo tão dividido.

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Linguista em formação e PhD em shoujo de baixa qualidade. Obcecado por cultura pop e leituras clichê; ainda por descobrir que talvez Kakegurui não seja um traço de personalidade.

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