Astro revela como o legado de seu avô e a cultura polinésia moldaram a versão mais profunda, vulnerável e emocionante do semideus no cinema
À medida que a estreia do aguardado live-action de Moana se aproxima nos cinemas, os holofotes se voltam não apenas para o espetáculo visual (“realista”) prometido pela Disney, mas para a profundidade emocional dos bastidores. Durante a recente coletiva de imprensa do longa no Rio de Janeiro, em que a Woo Magazine esteve presente a convite da Disney, Dwayne “The Rock” Johnson abriu o coração e revelou que sua performance como o semideus Maui é, na verdade, uma grande homenagem ao seu falecido avô, a lenda do wrestling High Chief Peter Maivia.
Se na animação de 2016 nós já sentíamos a imensa presença física de Maui, o formato em live-action permitiu que Johnson trouxesse camadas de realismo e ancestralidade que prometem redefinir o personagem.
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A Conexão Real com High Chief Peter Maivia
Para quem olha para o visual de Maui, a semelhança com a árvore genealógica de The Rock não é mera coincidência. Johnson, que contou ter ascendência havaiana (daí a conexão com a cultura polinésia) e negra, explicou que os animadores e designers da Disney usaram Peter Maivia como a fundação do personagem desde o início.
“Para quem não sabe, o personagem de Maui foi inspirado no meu avô. E quando você olha para uma foto de Peter Maivia e compara com o Maui, é realmente inacreditável. Meu avô era forte, tinha um cabelo comprido maravilhoso — não como o meu [risos]. E ele também tinha as tatuagens e sabia cantar.”
No entanto, o astro fez questão de ressaltar que a homenagem vai muito além das tatuagens e dos músculos. O que realmente moldou a performance de Johnson no novo filme foi a personalidade complexa e o coração de seu avô.
Desconstruindo o “Durão”: Masculinidade e Vulnerabilidade
Conhecido por seus papéis de homem de ação indestrutível em Hollywood, Dwayne Johnson usou a coletiva para discutir como o live-action permitiu explorar a sensibilidade de Maui, espelhando a segurança emocional que via em seu avô quando era criança.
“Ele era carinhoso e era durão. Mas ele também era algo muito importante: por mais durão que fosse, era um homem que não tinha medo de chorar na frente da minha mãe ou na minha frente. Ele era totalmente resolvido com a sua masculinidade. É por isso que esta versão em live-action, onde posso incorporar o meu avô e carregar a nossa cultura polinésia adiante, é tão especial.”
Essa desconstrução do arquétipo do herói infalível promete ser um dos pontos altos do filme, humanizando o semideus de uma forma que a animação original apenas pincelou.
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Mais que um Filme, um Manifesto sobre Ancestralidade
De acordo com o ator, Moana se destaca no catálogo da Disney por sua capacidade de tratar de dores universais com respeito e beleza. A perda de entes queridos e o legado que os anciãos deixam para as novas gerações são o verdadeiro motor da história.
“Eu já perdi pessoas mais velhas que eram importantes na minha vida — minha avó, meu avô, meu pai. E eu sempre sinto a presença deles por perto, exatamente como acontece em Moana. Então, para mim, o filme é mais do que entretenimento. É cultura, é vida e é o meu avô”, concluiu Johnson.
A química do astro com a jovem estrela Catherine Laga’aia, que assume o papel de Moana na produção, já vem sendo apontada pela imprensa como o coração pulsante da narrativa, equilibrando a grandiosidade dos efeitos visuais com uma dinâmica genuína de mestre e aprendiz.
Moana chega aos cinemas no dia 8 de julho, prometendo honrar as raízes polinésias com a imponência e o carinho que a história merece.
Imagem estacada: divulgação/The Walt Disney Studio


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