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Mortal Kombat – Parte 2: As Séries

Na semana passada começamos uma viagem pelas adaptações de Mortal Kombat para o cinema! A icônica série de games de luta teve dois filmes. O primeiro, de mesmo nome, lançado em 1994, seria muito bem recebido pelo público, enquanto sua sequência “A Aniquilação”, de 1997, seria imensamente rejeitado. E só em 2010 é que o mundo voltaria a falar de um live-action baseado no universo MK, com Mortal Kombat: Rebirth.

O curta-metragem foi dirigido por Kevin Tancharoen, que tem hoje em seu currículo alguns episódios da série “Agentes da S.H.I.E.L.D.”, entre outras. “Rebirth” se destacou por remodelar Mortal Kombat, numa visão mais realista: sem elementos sobrenaturais ou magia.

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A ideia do curta, era justamente convencer a Warner, que detém os direitos da franquia, que haveria uma boa resposta a um novo live-action de Mortal Kombat, afinal, o histórico é majoritariamente catastrófico: dois filmes, uma série animada, uma série live action… e apenas um destes deu realmente certo.

Felizmente, a resposta do público foi extremamente positiva, então, em 2011, seria lançada a web-série “Mortal Kombat: Legacy”. Enquanto “Rebirth” tratava-se de uma visão completamente alternativa do universo criado por Ed Boon e John Tobias, “Legacy” seria mais fiel à história dos games. A primeira temporada teve nove episódios, contando a história de personagens, antes do torneio.

OK, você pode dizer que qualquer coisa parece melhor que os primeiros filmes (porque… realmente é), mas “Legacy”, mesmo com seus episódios de cerca de dez minutos cada, conseguiram se sair muito bem, obrigado! Para completar, o reboot dos games de MK também fez extremo sucesso, ao remodelar o jogo de volta a suas origens, fazendo que seu nome voltasse ao status icônico que havia conquistado nos anos 90.

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A segunda temporada, lançada em 2013, seguiu a mesma estrutura da primeira. Foram dez episódios, complementando algumas tramas da primeira temporada, além de trazer alguns personagens favoritos do público que não haviam aparecido ainda, como Liu Kang, Kung Lao e o vilão Shang Tsung. O mais legal foi que Shang Tsung nesta temporada foi interpretado por ninguém menos que Cary-Hiroyuki Tagawa, que fez o mesmo personagem no primeiro filme! (Quem aí lembra dele dizendo “Your soul is miiiiine”?)

Desde então, muito se ouvia falar sobre uma terceira temporada para a série, e até (finalmente) de uma adaptação para o cinema, mas até agora nada realmente concreto foi confirmado. Vale lembrar que o Netherrealm Studios e Ed Boon estão com sua atenção voltada para a divulgação de “Injustice 2”. Logo, se teremos, afinal, uma nova temporada da série ou o filme, isso provavelmente pegará carona no próximo game de Mortal Kombat, o que deve levar ainda alguns anos.

No entanto, essa não foi a primeira vez em que Mortal Kombat foi adaptado à séries, além de filmes. Em 1996, tínhamos “Defensores do Reino”, uma animação voltada para o público mais jovem. A animação, que substituiu sangue por lições de moral e bons costumes, protagonizadas por nossos guerreiros capazes de desmembrar o oponente com as mãos nuas, não foi bem recebida. Houve apenas uma temporada de treze, e nem havia internet para um cluster chorar por um episódio final.

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Outra tentativa fracassada e de uma temporada foi “Mortal Kombat: A Conquista”. O live-action, de 22 episódios, foi veiculado entre 1998 e 1999, e serviria como um prelúdio dos eventos retratados nos filmes e nos jogos. Era protagonizado pelo antigo Kung Lao, gerações antes do nascimento do mocinho “oficial”, Liu Kang dar as caras, e mostrava sua vida após derrotar Shang Tsung no torneio.

A gente poderia passar um dia inteiro explicando como “Conquista” não nos conquistou (sim, somos engraçados). Para resumir: atuações ruins, figurinos que beiram o ridículo, personagens femininas objetificadas (o que, para fazer justiça, aconteceu em todos jogos de MK antes do último, “Mortal Kombat X”), história mal construída… E para fazer você sentir que valeu menos ainda seu tempo assistindo cada um dos vinte e dois dolorosos episódios, o final não é nada feliz.

No fim das contas, o balanço das adaptações da icônica série de games é bem mais negativo, mas a web-série “Legacy” foi um sopro de esperança maior que qualquer fatality. Talvez, daqui a alguns anos, quando o sucessor do bem sucedido jogo “Mortal Kombat X” for anunciado, finalmente a gente saiba algo sobre a terceira temporada de “Legacy”, ou melhor: um novo filme. Será que vale a espera?

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Written By

Carioca por acidente e adepto do pop e rock dos anos 90 e 2000. Sobrevive de uma dieta não moderada de Stephen King e gostos que ele jura serem divergentes. Ama escrever e fotografar, é defensor e problematizador do videogame como forma de arte, e, acima de tudo, metido a engraçado.

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