As loucuras dos Portolakos estão de volta

No próximo dia 31, a sequência do longa “Casamento Grego”, de 2002, chegará aos cinemas depois de 14 anos. O novo filme traz uma nova direção, mas mantém o elenco original e a mesma roteirista.

 

Nessa tardia e favorável sequência, Toula (Nia Vardalos) está em crise no casamento com Ian (John Corbett). A pequena Paris (Elena Kampouris), a filha que vimos no final do primeiro filme, cresceu e se tornou o centro do relacionamento deles, onde o romance acabou se perdendo. Enquanto Toula e Ian tentam superar essa fase, eles precisam lidar com a separação da filha, que quer estudar fora, e descobrem que o casamento de Gus e Maria (os pais de Toula) não foi oficializado perante a igreja porque o padre não assinou a certidão de matrimônio. Entre as muitas loucuras da família Portolako, eles precisam organizar mais um enorme casamento tipicamente grego.

Dirigido por Kirk Jones (Nanny McPhee – A Babá Encantada), ele observou a necessidade de trazer o calor e o frescor de Chicago, diferente do primeiro longa. Não há nenhuma “novidade” presente que seja um destaque em seu trabalho, mas não há dúvidas que ele tinha consciência do que queria passar aos espectadores.

O roteiro, que agora é assinado apenas por Nia Varlodos, deixou o romance um pouco de lado e apostou no humor exótico da família, ponto excelente para o desenvolvimento e execução do material. Mesmo que já tenha muito tempo, ela conseguiu analisar os acertos e transformá-los em novos e humorados experimentos familiares ao redor da cultura grega. Essas observações deram um novo ar à proposta e fez com que outros personagens ganhassem destaque e desenvolvessem melhor suas “presenças” na história.

 

O elenco, que se mantém unido e com uma extraordinária química, faz do filme um novo e ótimo exemplar. Os anos se passaram para todos, o que é inevitável. Favorecendo alguns, mas nem tão generoso com outros. Lainie Kazan mais uma vez rouba várias cenas, mesmo que esteja toda “plastificada”. A tia Voula, de Andrea Martin, ganha mais destaque com suas deixas sexuais e nada discretas, mas a mama YiaYia perdeu toda a agressividade e com a idade bem avançada desenvolveu certas “atividades” de chorar de rir. A vovó docilmente conquista qualquer espectador.

O patriarca da família, Gus, interpretado pelo veterano Michael Constantine, também merece reconhecimento por seu trabalho como um velho rabugento, obcecado por Alexandre, o Grande, mas apaixonado por sua mulher e sua família. Nia e John desenvolvem de forma favorável seus personagens, mesmo que percam um pouco de força nessa continuação.

“Casamento Grego 2” é um ótimo filme para toda a família. Com um humor leve e perspicaz, o longa, com aproximadamente noventa minutos, irá entreter qualquer um. Mas vale lembrar que ele apresenta várias piadas referentes ao primeiro filme. Então, quem não assistiu vale à pena ver antes de ir ao cinema. Porém, se não o fizer, possivelmente se divertirá da mesma maneira.


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Paulo Olivera

Paulo Olivera é mineiro, Gypsy Lifestyle e nômade intelectual. Apaixonado pelas artes, Bombril na vida profissional e viciado em prazeres carnais e intelectuais inadequados para menores e/ou sem ensino médio completo.

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