Crítica: Irmãs

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No dia 21 de janeiro chega aos cinemas nacionais a mais nova comédia com a dupla Tinamy, “Irmãs”, dirigido por Jason Moore (“A Escolha Perfeita” – 2012) e com o roteiro da atriz Paula Pell.

A história é sobre duas irmãs que aos trinta e poucos se reencontram para ir à Orlando visitar seus pais, mas acabam descobrindo que a casa onde cresceram será vendida e agora precisam juntar suas coisas para se desfazerem. Em meio a frustração da venda, elas recordam memórias da época que eram adolescentes e, num súbito momento, resolvem fazer uma super festa para se despedirem.

Por ser uma comédia, não existem muitas novidades no quesito roteiro. Simples e bem estruturado, o texto de Pell tem ousadia em apresentar diálogos triviais que são bem engraçados. A existência de personagens de humor intrínseco facilita o desenvolvimento narrativo e mesmo retratando cenas muito parecidas com outros filmes do gênero, ela consegue manter divertido e com um frescor de novidade instantânea. Mas agora, vamos à um ponto bem importante: Sem as atrizes, que possuem uma química absurda entre elas e são naturalmente engraçadas por se só, talvez o texto poderia passar despercebido e não tivesse tanta graça.

Falando nelas, Amy Poehler é Maura, a “irmã perfeita”, recém separada, honesta, tem sua própria casa, um emprego que gosta e sempre trata a todos muito bem. Enquanto Tina Fey é Kate, a “outra” irmã, mãe solteira, de gênio forte, que mora de favor e não consegue se manter em nenhum emprego. A dinâmica entre elas durante todo o longa é sensacional, conseguindo não só entreter como arrancar risadas descontroladas em alguns momentos. Mesmo não sendo realmente irmãs, a dupla tem o casamento perfeito, se entendem como pessoas e profissionais, além de saberem como conduzir, da forma que querem, suas atuações. Diga-se de passagem elas fizeram muita falta na apresentação do Globo de Ouro desse ano.

Além delas, outros destaque são a atriz Dianne Wiest como a Deanna, as mãe das protagonistas, James Brolin como Bucky, o pai delas e Greta Lee como Hae-Won. Greta tem uma das melhores cenas do longa, que pode te fazer chorar de tanto rir, sendo uma manicure coreana num salão requintado.

A direção de Jason Moore não deixa nada a desejar sendo bem pontuada, leve e dinâmica. Mesmo não sendo o diretor de “Missão Madrinha de Casamento – 2011”, existe uma peculiar identificação muito próxima ao longa dirigido por Paul Feig, mas estamos falando de forma positiva, obviamente. Ambos são filmes de comédia, envolto de uma realidade feminina e que assume formas e direções bem próximas, mesmo não sendo o mesmo contexto.

“Irmãs” sem sombra de dúvidas é um dos filmes mais divertidos e engraçados dos últimos anos. Não podemos dizer que é recomendado para todo família, mas é uma comédia do mais alto nível do humor americano, realizado com uma excelente dinâmica.

Crítica: Irmãs
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