“Nem tudo está acabado até que tenha um fim.”

Aos 30 anos de idade, Sylvester Stallone trouxe aos cinemas o personagem Rocky Balboa, o que o levou para a primeira indicação ao Oscar, em 1976. Com o sucesso, foram lançados mais cinco filmes até 2006 e, não satisfeito, Rocky volta à tona em Creed.

Com isso, nos perguntamos de onde saiu à inspiração para tantos filmes?

São muitas as histórias sobre o personagem, mas a oficial é que Stallone passou por muitas dificuldades em sua vida, tendo participado de um filme pornô, o que ele mesmo não esconde, morado nas ruas e até vendido seu cachorro ”Butkus”, por não ter condições de alimentá-lo.

Mas a parte que inclui o boxe foi porque ele assistiu uma luta em 1975, que um “underdog” venceu um ultracampeão favorito. Dizem que ele passou três dias criando a história do pugilista Rocky, onde incluiu um cão com o mesmo nome do que tinha vendido na vida real (Stallone vendeu Butkus por 25 dólares, e quando recebeu seu adiantamento do filme comprou de volta por 15.000 dólares) e seu irmão, como um dos cantores de rua.

Para viver Rocky Balboa, Sylvester, teve que abrir mão de uma boa grana oferecida inicialmente para o filme. Como os produtores Irwin Winkler e Robert Chartoff, gostaram da ideia, mas não o queriam no elenco, foi proposto 450.000 dólares que no final com Stallone como protagonista, viraram apenas 35.000 dólares.

Após o sucesso do primeiro filme, Rocky II, nos traz novamente aos ringues para mais 15 rounds de sofrimento e muita luta. Surpreendentemente, sua bilheteria ultrapassa o primeiro, sendo esse de 117 milhões de dólares e o segundo 200 milhões de dólares.

Rocky III é quase a personificação do mesmo momento vivido por Sly (apelido de Sylvester Stallone), pois era seu grande momento de sucesso. E geralmente, quem está no ápice, acaba perdendo a sede de crescer em algum momento, o que na verdade mostra na trama. Pois o terceiro filme pode-se dizer que não é o melhor deles, por pecar em algumas coisas.

Rocky IV, já foi considerado mais um filme publicitário do que qualquer outra coisa. A América versus a URSS, colocando a união soviética como um império do mal.

Rocky V, foi o mais odiado de todos os outros. A crítica caiu em cima pela família de Rocky perder tudo e ter que voltar a viver em seu antigo bairro, gerando uma melo dramaticidade exagerada ao ponto de vista do público. O que valeu realmente a pena, foram as cenas de briga de rua, fazendo a diferença comparado aos outros filmes.

O sexto (Rocky Balboa – o único que tem o nome todo do personagem) filme é onde se recupera a magia de Rocky. Onde ele volta a lutar, mesmo com 60 anos, com garra. Nessa trama, vários outros atores, vividos no primeiro, voltam, o que o torna mais interessante.

E agora vamos a Creed!

Creed foi o único filme que não foi escrito por Stallone e ainda assim, segue a sequência original, dando espaço para mais um novo “herói”. Dessa vez Rocky torna-se treinador. Porém, seu pupilo não chega muito perto de seu carisma, o que nos faz sentir falta do verdadeiro Rocky Balboa. Mas a vida é feita de ciclos, e esse é um novo momento para Rocky e para Sylvester Stallone.

Contudo, depois de seis filmes, Stallone volta a ser reconhecido pelo mesmo personagem que fundou sua carreira, ganhando o Globo de Ouro, com direito a ser aplaudido de pé por todos no prêmio, e uma indicação para o Oscar 2016.

“A última coisa a envelhecer é o coração”
Marie, Rocky Balboa, 2006


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Aimée Borges

Aimée Borges gosta de dançar ao vento, beber água gelada e sorrir para Lua. Apaixonada por contos e fadas, deixa-se levar por sua curiosidade que a transporta para um mundo ainda mais louco que o da Alice.

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