As redes sociais são, indiscutivelmente, uma parte gigantesca da vida das pessoas. Seja lá o Instagram, o Snapchat, Facebook, Twitter e o que mais tem e ainda não se popularizou tanto no Brasil. Algumas redes já morreram, outras andam em coma, mas o Youtube continua dando mostras de que vai tudo bem com ele.

Dentre as redes que já morreram, vamos falar sobre algumas. Eu não passei por ela, mas o ICQ era uma espécie pré-MSN. Não era bem uma rede social como as de hoje em dia, mas bem era um programa de mensagens onde você podia colocar uma foto e um status e conversar com pessoas que tivessem seu número. A evolução dele, obviamente, foi o MSN. Esse sim eu cheguei a ter e era bem mais popular no Brasil que o ICQ. Ele funcionava como um serviço de mensagens e nele cada um podia ter uma página de perfil com uma foto, preferências e gostos. Ainda não é do jeito que estamos acostumados hoje, mas já foi um começo.

Um que foi muito popular em um primeiro momento, e depois foi dominado mais pelos brasileiros foi o Orkut, criado em 2004 e teve seu auge entre 2005 e 2008. Era um site que inicialmente você tinha que ser convidado a entrar, mas depois abriu seu login para todos que quisessem. Basicamente, você criava um perfil nele, adicionava algumas fotos (inicialmente ele só permitia 12 fotos), podia entrar em comunidades, criar tópicos, interagir com outras pessoas e coisas do tipo. Ele se popularizou muito rápido e se tornou um grande atrativo para os jovens brasileiros que tiveram seu primeiro contato com redes sociais a partir desse momento.

Lá fora o Orkut não foi tão popular, tinha um outro site que era uma espécie de rede social e um pré-site de streaming: o MySpace. As pessoas faziam seus perfis, também adicionavam seus amigos, postavam fotos e eram capazes de ouvir suas músicas em uma playlist e acompanhar seus artistas preferidos que também tinham suas páginas e postavam nelas conteúdos exclusivos como prévias de clipes e músicas, e para os fãs conseguirem ter acesso a elas apenas tinham que acompanhar suas redes. Foi a incapacidade de se transformar e se atualizar tão rápido como seus usuários necessitavam, que acabou matando os dois sites.

Depois dessas duas prévias, e tantas outras, vieram os que hoje são as mais famosas (ainda falando do Brasil): Twitter, Facebook, Instagram e Snapchat. Misturando serviços de fotos, mensagens, textos e vídeos, eles estão a pleno vapor e são usados por milhões de pessoas por diversos motivos que podem variar desde perfis pessoais que ligam pessoas, até grupos que reúnem gente com gostos parecidos e artistas, órgãos públicos e empresas que mantêm suas páginas com informações sobre a mesma.

O Youtube foi criado para ser um serviço de streaming. As pessoas entravam lá para ver vídeos com diversos propósitos. O site se popularizou rapidamente e logo a indústria da música percebeu ali um aliado e um inimigo. Um aliado porque os clipes que antes eram gravados, colocados a disposição de emissoras musicais, logo perdiam seu propósito já que não ficava a disposição do público para vê-los quando e onde quisessem. Inimigo porque a lei de direitos autorais nem sempre age com rapidez e muitas músicas, vídeos e outros produtos acabam indo parar no site gratuitamente.

Mas, muito além de um serviço de streaming, o Youtube ganhou hoje um importante papel que até então era de outras redes sociais: o de diário. Muitas pessoas começaram a gravar vídeos com opiniões sobre diversos assuntos e a postá-los, utilizando o site como um portal e uma alavanca. Deu tão certo que virou um negócio. Canais de humor como o “Porta dos Fundos” e o “Parafernalha” mostraram que não é preciso estarem na TV para atingir um grande público e fazer barulho. Youtubers como “Whindersson Nunes”, “Kéfera” e centenas de outros rostos usam do site para se promoverem. Além deles, ainda tem muita gente que o utiliza para trabalhar, tais como o “Pipocando”, “Meus 2 Centavos”, a “Carol Moreira” e por aí vai, usam para falar sobre cultura e entretenimento, além dos vários canais que ensinam a cozinhar, a pintar, a cantar, etc.

O Youtube tem uma grande facilidade que ajuda na sua praticidade: ele é acessível. Qualquer pessoa pode subir um vídeo, o próprio site disponibiliza alguns equipamentos para fazer uma edição rápida e fácil e, uma vez feito, ele disponibiliza o vídeo em todas as partes do mundo. Além de que você não paga para manter sua conta e nem para se inscrever e ainda recebe do Google dinheiro por quantidade de visualização. Ou seja, fácil, prático e ainda te paga.

É essa facilidade de mudar, de adaptar e de se atualizar que o fez chegar aos 12 anos de vida. Enquanto ele continuar servindo para que as pessoas possam ser criativas ele tem uma grande chance de se tornar um dos sites mais populares com maior tempo de vida.