Com uma turnê mundial em andamento e um novo álbum no horizonte, a banda de Dallas segue redefinindo o que a guitarra pode fazer em 2026
Existe uma pergunta recorrente nos comentários de qualquer vídeo do Polyphia no YouTube: “como isso é possível?” Não é exagero. A banda de Dallas, Texas, formada por Tim Henson e Scott LePage nas guitarras, Clay Gober no baixo e Clay Aeschliman na bateria, construiu uma identidade que mistura virtuosismo técnico com ritmos de trap, hip-hop e música eletrônica sem abandonar o rock progressivo. O resultado é um som que desconcerta à primeira escuta e vicia na segunda.
A trajetória do Polyphia passa por quatro álbuns de estúdio: “Muse” (2014), “Renaissance” (2016), “New Levels New Devils” (2018) e “Remember That You Will Die” (2022). Cada disco representou um salto em relação ao anterior, mas foi “Remember That You Will Die” que consolidou a banda como referência global, levando sua proposta instrumental para um nível de alcance que poucos projetos de guitarra técnica conseguem sustentar. A faixa “G.O.A.T.”, com participação de Steve Vai, é talvez o melhor exemplo de como o Polyphia opera: técnica absurda servindo a uma música que, no final, você simplesmente quer ouvir de novo.
LEIA MAIS
Rock in Rio 2026 | James Hype é o Headliner do New Dance Order no Dia 5 de Setembro
O Batismo de Fogo dos Rolling Stones na América: Quando o Caos de San Bernardino Engoliu o Deboche da TV
Dire Straits | Como a Geração Z Redescobriu os Sultões do Swing Analógico?
O primeiro single do quinto álbum, “CAN YOU FEEL IT”, foi lançado em junho de 2026 e já mostrou que a banda não está interessada em repetir fórmulas. A faixa cria um estilo completamente novo, com influências de house music que colide com peso e complexidade característicos da banda, num movimento que surpreendeu até os fãs mais atentos. O novo álbum também deve contar com uma colaboração com o Babymetal e promete um som mais pesado, o que, vindo do Polyphia, pode significar muitas coisas ao mesmo tempo.
Uma nova turnê para o Polyphia
A turnê mundial de 2026 começa em setembro em Dallas e percorre América do Norte e Europa, encerrando em dezembro em Londres. Plini, Intervals, Ladrones e Perturbator acompanham a banda em diferentes etapas da tour, formando um lineup que funciona como uma celebração do que existe de mais inventivo na guitarra contemporânea. América do Sul, por ora, não consta no roteiro oficial.
Mas o Polyphia tem uma base de fãs brasileira que acompanha de perto cada lançamento, e a banda já demonstrou interesse em expandir sua presença para além dos circuitos habituais. Uma turnê que cobre tantas cidades e continentes deixa em aberto a possibilidade de que o próximo capítulo inclua São Paulo ou Rio de Janeiro. O Brasil tem palcos, tem público e tem a comunidade certa para receber o tipo de show que o Polyphia entrega. Só falta o convite.
Imagem Destacada: Reprodução/YouTube (@Polyphia)


Sem comentários! Seja o primeiro.