Dirigido por Anthony Maras, filme acompanha as horas decisivas antes da operação na Normandia e mostra como uma previsão poderia mudar os rumos da guerra
Desde que “Pressão” foi anunciado, a proposta de retratar parte da Segunda Guerra Mundial pelo ponto de vista meteorológico chamou atenção. Em um período no qual não existia a tecnologia disponível atualmente, prever as condições do tempo era fundamental para organizar navegações, ataques e operações militares. Uma escolha errada poderia colocar milhares de soldados em risco e mudar completamente os rumos de uma batalha.
A Woo! Magazine teve acesso antecipado ao longa, dirigido por Anthony Maras, que também assina o roteiro ao lado de David Haig. “Pressão” estreia nos cinemas no dia 3 de setembro e transforma uma decisão histórica em um suspense que trabalha constantemente com a tensão de saber que qualquer erro pode custar milhares de vidas.
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Uma previsão capaz de mudar a guerra
“Pressão” acompanha as 72 horas decisivas que antecederam o Dia D. Enquanto as forças aliadas se preparam para o desembarque na Normandia, o general Dwight D. Eisenhower precisa decidir se mantém a gigantesca operação militar diante de condições climáticas extremamente incertas.
No centro da história está James Stagg, meteorologista responsável por entregar uma previsão que pode definir o sucesso da missão. Com milhares de soldados envolvidos, qualquer erro poderia transformar a invasão em uma catástrofe e ainda facilitar a descoberta dos planos pelos alemães.

Atuações ajudam a construir a tensão
Desde os primeiros minutos, o filme apresenta o nível de estresse vivido por todos naquela situação. Existe uma guerra acontecendo e, ao mesmo tempo, uma enorme operação precisa ser organizada com informações que podem mudar rapidamente.
Andrew Scott interpreta James Stagg e consegue transmitir muito bem o peso carregado pelo meteorologista. Do outro lado está Brendan Fraser como Dwight D. Eisenhower, responsável pela decisão final e pela missão que poderia determinar o futuro do conflito.
A dinâmica entre os dois rende alguns dos melhores momentos da produção. As atuações conseguem provocar tensão, raiva e angústia, enquanto pequenos momentos de alívio aparecem naturalmente através da maneira como determinadas falas são entregues, sem precisar recorrer a piadas construídas apenas para quebrar o clima.

Qualidade visual coloca o público dentro da guerra
Visualmente, “Pressão” apresenta uma qualidade cinematográfica de alto nível. Os cenários em alto-mar, as tempestades e toda a ambientação militar conseguem transmitir a dimensão daquela operação.
As cenas de confronto também são bem conduzidas, principalmente pelo trabalho de direção e do departamento de arte. Uma das imagens que já chamava atenção nos materiais de divulgação, mostrando o mar tomado pelo sangue, funciona ainda melhor dentro do contexto do longa e reforça a sensação de angústia presente na história.
A sonorização completa essa experiência. Tiros, tempestades, embarcações e o próprio movimento do mar ganham bastante força, enquanto a trilha sonora acompanha os momentos mais tensos sem disputar espaço com aquilo que está acontecendo na tela.

Uma história que exige atenção
O desenvolvimento de “Pressão” foge em alguns momentos de uma narrativa completamente linear. O filme apresenta determinadas situações antes de explicar exatamente como os personagens chegaram até elas, exigindo um pouco mais de atenção do espectador.
Essa escolha não prejudica a experiência. Pelo contrário, combina com uma produção que quer mostrar o peso das decisões tomadas naquele período e a quantidade de fatores envolvidos para que o Dia D pudesse acontecer.
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“Pressão” consegue transformar meteorologia, estratégia militar e fatos históricos em elementos de suspense. A urgência provocada pelas mudanças climáticas permanece durante boa parte da produção e faz o público querer descobrir como aquela situação será resolvida, mesmo conhecendo o resultado histórico.
É um filme que faz valer o ingresso e deve agradar principalmente aos amantes de produções de guerra e história. Mais do que mostrar os confrontos, “Pressão” encontra sua força nas decisões tomadas antes deles, quando uma previsão do tempo poderia representar a diferença entre o sucesso de uma operação e uma tragédia.
Imagem Destacada: Divulgação/Universal Pictures



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