Fluminense, Flamengo, Corinthians e Palmeiras protagonizaram duelos memoráveis contra argentinos em uma rivalidade que atravessa a história da Libertadores
Na última terça-feira (18), o Fluminense foi a Mendoza decidir seu futuro na Libertadores da América e, mesmo cercado de desconfianças, voltou para o Rio de Janeiro classificado para as quartas de final, após superar o Independiente Rivadavia nos pênaltis.
O jogo teve todos os ingredientes de um grande drama. O Fluminense foi para a Argentina precisando de uma vitória simples, já que o 1 a 0 seria suficiente para garantir a classificação. Após a expulsão de Canobbio, porém, tudo parecia que ia desandar. O time de guerreiros conseguiu marcar mesmo com um jogador a menos, com Kevin Serna, após bom lançamento de Hércules.
Ainda nos acréscimos, depois de muita reclamação dos argentinos, Alex Arce levou a bola para a marca do pênalti e empatou a partida, levando a decisão para as penalidades. Foi quando brilhou a estrela de Fábio, que defendeu duas cobranças e garantiu a classificação tricolor.
Jogos nervosos entre brasileiros e argentinos não são nenhuma novidade. A tendência é que esses confrontos fiquem cada vez mais emocionantes, já que, com a conquista do Flamengo em 2025, os dois países chegaram a 25 títulos da Libertadores cada. Aqui, relembramos alguns duelos entre clubes brasileiros e argentinos que aconteceram neste século e já entraram para a história da competição.
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Fluminense 4×2 Argentinos Juniors, fase de grupos da Libertadores de 2011
Muitos anos antes de o clube das Laranjeiras pensar em conquistar sua primeira Libertadores, o Fluminense viveu um drama na fase de grupos de 2011. Na última rodada, precisava vencer o Argentinos Juniors, na Argentina, por uma diferença de dois gols e ainda torcer por um tropeço do Nacional, do Uruguai, que enfrentava o já classificado América do México.

Os mexicanos fizeram a parte deles e seguraram o 0 a 0. No estádio Diego Armando Maradona, porém, o que se viu foi uma verdadeira batalha campal, na qual o Fluminense saiu vitorioso por 4 a 2, com gols de Fred, duas vezes, Júlio César e Rafael Moura, o “He-Man” tricolor. Os gols argentinos foram marcados por Oberman e Salcedo.
Um jogo cheio de reviravoltas ainda teve um ingrediente a mais. Ao apito final, uma confusão generalizada começou, demonstrando bem o que é um verdadeiro “Brasil x Argentina”.
Flamengo 2×1 River Plate, final da Libertadores de 2019
O primeiro ano da “Era Landim” no Flamengo começou com reforços de peso. Gabriel Barbosa, Arrascaeta e Bruno Henrique chegaram para somar a um time que já contava com grandes nomes, como Everton Ribeiro, Diego Alves e Diego Ribas. Com um elenco desse nível, o clube chegava como favorito em qualquer competição que disputasse.
O grande regente desse grupo, o português Jorge Jesus, assumiu o clube em meio ao caos, após a demissão do técnico Abel Braga, e transformou para sempre a história do Flamengo ao classificá-lo para uma final de Libertadores após 38 anos.

Em campo, o River foi amplamente superior ao Flamengo no primeiro tempo e saiu a frente, com gol de Borré logo aos 14 minutos de jogo. Só um milagre daria esse título ao Flamengo, e esse milagre tinha nome: Gabriel Barbosa, o Gabigol.
Em apenas três minutos, o atacante entrou para a história do Rubro-Negro ao marcar aos 89 e aos 92 minutos e levar o Monumental de Lima à loucura. Ali nascia um novo ídolo da Nação.
Corinthians 2×1 Boca Juniors, final da Libertadores de 2012
Durante anos, o Corinthians foi um dos clubes que até eram ridicularizados por serem considerados grandes, mas não possuírem a taça da Libertadores em sua galeria. Depois de uma campanha perfeita e invicta, porém, o temido Boca Juniors se apresentou como adversário da grande final daquela edição.
Imagine a cabeça do torcedor corintiano. O clube chegava a uma final de Libertadores pela primeira vez na história e tinha pela frente ninguém menos que o time mais temido do continente no início do século, o segundo maior campeão da competição, com Riquelme, o clássico camisa 10.

O favoritismo xeneize ficou apenas no papel. Depois de conseguir um heroico empate em La Bombonera, Emerson Sheik deu uma aula de como jogar contra argentinos no Pacaembu. Marcou os dois gols da vitória por 2 a 0 e “entrou na mente” do time do Boca. Ponto final da campanha, com 3 a 1 no placar agregado e uma festa apoteótica por todo o Brasil.
Palmeiras 0x2 River Plate, semifinal da Libertadores de 2020
Nem todas as classificações foram tranquilas para os brasileiros. No atípico ano de 2021, tivemos duas Libertadores sendo disputadas por conta do adiamento de várias competições no Brasil no ano anterior, em razão da pandemia de Covid-19. Em uma delas, o Palmeiras se sagrou campeão, mas, mesmo quando a classificação para a grande final parecia encaminhada, os argentinos quase levaram a melhor.
Naquela temporada, o técnico Abel Ferreira havia acabado de desembarcar no Brasil para treinar o Alviverde. O clube logo ficou frente a frente com um adversário que também contava com o comando de um técnico histórico para a competição, o River Plate de Marcelo Gallardo.
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No primeiro jogo, porém, o que se viu foi um atropelo do Palmeiras na Argentina, com gols de Rony, Luiz Adriano e Viña. Um sonoro 3 a 0.
Para a sorte dos palmeirenses, a classificação foi praticamente resolvida no primeiro jogo. No Allianz Parque, o vice-campeão da edição anterior aplicou 2 a 0, com gols de Rojas e Borré, logo no primeiro tempo. O torcedor só pôde respirar aliviado após a expulsão de Rojas, aos 73 minutos. A partir dali, o time conseguiu equilibrar as ações da partida.
Apesar do revés, o placar agregado de 3 a 2 garantiu o Verdão na final e provou que time grande também precisa saber sofrer, além de mostrar a força de reação do futebol argentino.
O Corinthians hoje enfrente o Rosario Central, buscando escrever mais uma bela página na história dos confrontos entre Brasil e Argentina pela Copa Libertadores da América.
Imagem Destacada: Divulgação/Gerada por Inteligência Artificial


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