Clássicos não morrem. Clássicos são como vinho. Quanto mais envelhecidos, melhor. E é com muita honra e orgulho que a Woo! Magazine traz no Bookland de hoje um dos queridinhos de 2017. “Assassinato no Expresso do Oriente”, da icônica escritora Agatha Christie sairá das páginas envelhecidas dos livros e entrará com força total nas telonas do cinema.

Mas antes que novembro chegue, nós resolvemos fazer uma resenha especial dessa obra inicialmente lançada em 1933 e que agora volta com força total às livrarias pela editora Harper Collins Brasil.

Hercule Poirot é o detetive da vez. Após receber um telegrama na recepção do hotel em que está hospedado na Turquia, Poirot tem que voltar às pressas à Londres. Por isso, viu-se obrigado a embarcar no Expresso Oriente, que está estranhamente cheio nessa época do ano.

Para piorar a situação, uma forte nevasca faz com que o Expresso fique parado no meio do caminho na Iugoslávia. Obrigando a todos os passageiros a ficarem presos dentro trem por tempo indeterminado. Mas se a situação já estava ruim com toda neve caindo lá fora, o que dizer então, quando um dos passageiros é brutalmente assassinado bem embaixo do nariz de um dos mais aclamados detetives das Forças Britânicas?

Doze suspeitos no total. E no clássico “ninguém entra, ninguém sai”, Poirot se voluntaria para resolver esse caso extremamente complicado, antes que uma nova vítima seja feita, ou que o assassino consiga escapar. E é com deduções plausíveis a partir de elementos simples, que o detetive começa essa busca implacável pelo criminoso. (Ou criminosos, né?! Vai que…)

Mais uma vez Agatha Christie surpreende. A narrativa é deveras singular. E cheia de detalhes, que vez ou outra faz com que o leitor seja obrigado a voltar uma ou duas páginas para se lembrar do que está acontecendo. E antes que isso soe como uma crítica negativa, deixamos claro, que na verdade, o ir e vir das páginas faz com que nós, junto a Poirot sejamos detetives também.

Ao todo, são 196 páginas distribuídas em capítulos bem explicativos, e que até podem ser lidos pausadamente. Mas o relato é tão envolvente e tão convidativo, que vamos ficando, e ficando…e isso faz com que a leitura seja ininterrupta. Afinal, quem foi que matou?

Os capítulos são curtos e bem explicativos. O que é ótimo em um romance que tem muitos personagens. O leitor não se perde, mas passa o tempo todo com aquela famosa pulga atrás da orelha. Afinal, alguém foi morto. Alguém matou.

A edição lida foi a recém lançada na Bienal do Livro. Capa dura e um charme. Sem contar que nossa edição veio com um pôster do filme que será lançado em breve. E já antecipamos que no elenco teremos a diva máster Penélope Cruz, Willen Dafoe, Michelle Pfeiffer e Jonhnny Deep, e todos eles são suspeitos. E como é de costume em todos os livros de Agatha Christie, nós desejamos saber quem é o assassino logo de cara.

E por falar em Christie, bom, não podíamos deixar de dar nossa homenagem a essa autora brilhante, que carrega em sua bagagem mais de 80 obras (oitenta!! Vocês tem noção do que que é isso?)  entre romances policiais, novelas, contos e peças de teatro. Nosso detetive – Hercule Poirot -, por exemplo, aparece em mais de 40 histórias. (Quarenta!!!)

E adivinhem quem é que estava no seu livro de estreia em 1920?? Poirot, claro. Ah! E para mostrar que ela é mesmo uma mulher poderosa, nossa rainha dos mistérios recebeu a mais alta condecoração do Reino Unido, recebendo o título oficial que a faz conhecida em todo mundo como a Dama do Crime.

É ou não é para ter orgulho?

“O corpo, na gaiola é sempre respeitável, mas através das grades, o animal bravio espreita…”


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Kinha Fonteneles

Érica nasceu no subúrbio do Rio de Janeiro, mas deveria ter nascido nesses lugares onde se conversa com plantas, energiza-se cristais e incenso não é só pra dar cheirinho na casa.
Letrista na alma, e essa bem... é grande demais por corpinho de 1,55 que a abriga.
Pisciana com ascendente E lua em câncer. Chora quando está feliz, triste, com raiva e até mesmo com dúvida.
Ah! É uma nefelibata sem cura.

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