E para quem é fã de How I Met Your Mother (HIMYM) e já está morrendo de saudades desta série comédia tão querida, tem a possibilidade de matá-la com os livros de Barney Stinson. Isso mesmo! Para quem não sabe, esta série, composta de nove temporadas, estreou em 2006, seguiu até 2013 e deixou de ser exibida pela Netflix desde setembro.

Barney Stinson é um dos personagens da série que passa todo o tempo preocupado em conquistar mulheres e aumentar o seu placar de “peguetes”, com uma personalidade carregada de machismo. É um personagem que procura ironizar as atitudes de muitos homens em relação às mulheres, e ao mesmo tempo, a série mostra a sua fragilidade e origem deste seu comportamento.

E, como não poderia deixar de ser, Stinson tem alguns livrinhos que são como “manuais de sobrevivência” para alcançar seus objetivos em relação às mulheres e amigos, são eles: “O Código Bro” e o “Livro da Conquista”, e vamos falar aqui sobre este primeiro, um livro simples, mas que nos arranca gargalhadas a cada frase.

Se levado a sério pode ser considerado machista e odiado por feministas, mas é possível perceber o lado cômico e irônico, que o torna até mesmo um alerta, mostrando o quanto é ridícula certas atitudes nos homens.

Escrito por Matt Kuhn, produtor da série, não haveria pessoa melhor para nos apresentá-lo, afinal de contas foi quem ajudou a criar o personagem, e na capa podemos ler que foi escrito pelo próprio Barney, com a participação de seu produtor, e logo na contra-capa podemos ler alguns “elogios” ao seu escritor e uma pequena biografia, digamos um tanto quanto exagerada de seu ser másculo.

Apresentados em 150 pequenos artigos, ao longo das páginas encontramos desenhos, gráficos, listas, poesias, dicas e notas explicativas que ilustram bem o significado de cada artigo. Mas, antes disto, o autor explica o que seria um “Bro”, quem pode ser e inclusive mostra que uma mulher também pode ser um (desde que esta tenha pensamentos e atitudes machistas!).

Fica impossível não dar risada com o “Brocabulário“, uma espécie de vocabulário “Bro” e a exposição da origem deste “Código”, que segundo Stinson, “suas origens vêm do nascimento da própria humanidade”… rs!

Para quem é fã da série e assistiu a todas as temporadas a diversão fica ainda melhor, já que a cada artigo é possível reconhecer algumas cenas e capítulos de HIMYM, como por exemplo, o artigo 107, que mostra detalhadamente e com desenhos como dois “Bros” se cumprimentam, nos lembrando o clássico “toca aqui bem grande!” de Barney.

Mas nem todo o livro é voltado só para os homens, há alguns artigos que chamam a atenção do universo feminino, ou não!

No quarto artigo, por exemplo, nos deparamos com um pequeno pedido de desculpas em que diz: “suplico que veja este documento como o que ele é: uma obra de ficção feita para divertir um público amplo através do prisma das diferenças de gênero estereotipado. (…) Claro! Nenhuma pessoa real iria realmente acreditar ou seguir regras vulgares aqui reunidas.” Parece até fofo, para quem não ler a notinha escrita em letras miúdas: “Ignorem o que está escrito, o Código Bro com certeza não é uma obra de ficção.”

E, mais à frente, no artigo 22 nos deparamos com um item para as mulheres: “Não há uma lei que proíba as mulheres de serem Bros”e inclusive conta sobre a existência de um código próprio das garotas.

Voltamos a dizer aqui que, claro, não é um livro para ser levado à sério, mas para matar saudades da série e dar boas gargalhadas, talvez quem sabe, nos levar a um questionamento sobre determinadas atitudes sem sentido e infundadas impostas aos homens, tornando-os ridiculamente machistas.

Porém, para quem quer passar o tempo, vale a pena a leitura, e quem sabe mais para frente não voltamos aqui para falar sobre o outro lançamento deste homem irresistível que é o Barney Stinson, o “Livro da Conquista”?